E assim começa a era Trump: com protestos, pessimismo e polarização em todo o mundo. O espetáculo cuidadosamente organizado da posse teve que ser protegido por 28 mil policiais. A polícia militarizada manteve as pessoas esperando durante horas em postos de controle de veículos, chegando até a confiscar qualquer fruta que encontrasse, para que não fosse lançada na comitiva presidencial ao vivo pela televisão. Em 2008, perto de dois milhões de estadunidenses acudiram para ver Obama depois de sua promessa de Change We Can Believe In [Podemos acreditar na mudança]. Em 2012, depois de quatro anos de amarga decepção, mais de um milhão apareceu. Trump, que afirma ter o apoio da maioria dos estadunidenses, atraiu de 700 a 800 mil pessoas no máximo, de acordo com as estimativas dos experts.

Os resultados do referendo sobre a reforma política na constituição italiana que propunha maiores poderes para o governo executivo nacional em detrimento do parlamento e o repentino anúncio da renúncia de Mario Renzi (Primeiro Ministro do PD Partido Democrático Ntd) estão causando comoção em toda Europa. Se esperava uma vitória do “No”, porém a magnitude da derrota, com quase 60% de apoio ao “No”, vai muito mais além do que haviam antecipado as pesquisas de boca de urna.

Às 10:29 horas da noite de sexta-feira, 25 de novembro, o líder revolucionário cubano Fidel Castro morreu com a idade de 90 anos. Seu irmão, Raul Castro, deu a notícia à população cubana e ao mundo por volta da meia-noite em um discurso televisionado. Sua morte não foi inesperada, uma vez que esteve doente durante vários anos e já havia deixado de lado suas responsabilidades políticas formais, mas ainda assim foi um choque tanto para os amigos quanto para os inimigos.

Mais uma vez o Egito está à beira de uma importante virada. Três anos depois que Abdel Fatah al-Sisi chegou ao poder, seu regime está sendo engolido pela crise em todos os níveis.

Na quarta-feira, 9 de novembro, o “mundo livre” despertou para descobrir que tinha um novo líder. Donald J. Trump foi eleito como o 45o presidente dos Estados Unidos da América. As ondas de choque imediatamente se espalharam pelo mundo com esta notícia, que contradizia todas as confiantes expectativas das sondagens prévias.

Esta semana as manifestações estudantis que se têm deflagrado nacionalmente nas últimas quatro semanas, tiveram um aumento substancial. O movimento de protestos está varrendo o país e não mostra qualquer sinal de encolhimento. Manifestações desse tamanho e com esse escopo não foram vistas desde as revoltas estudantis de meados dos anos 1980.

Depois de quase um ano sem governo, duas eleições gerais pouco auspiciosas e a perspectiva de uma terceira eleição, Mariano Rajoy, líder do direitista Partido Popular (PP), foi nomeado presidente na última hora com o apoio do partido liberal Ciudadanos e com a abstenção do socialdemocrata PSOE.

Assim termina a “escola dos democratas”. O que antes parecia inimaginável – algo semelhante a um filme de ficção científica – tornou-se uma realidade surreal. À medida que a “muralha azul” de estados “certos” para Hillary Clinton desmoronava, mudando os ventos a favor de Donald Trump, os especialistas midiáticos tentavam manter a compostura, mas estavam claramente abalados – assim como milhões de pessoas.

Ontem, 31 de outubro, a casa do camarada ZareefRindem Turat, no Baluchistão, foi atacada por atiradores não identificados. Seu irmão de 18 anos, HasilRindBaloch – ativista da Organização dos Estudantes do Baluchistão(BSO) – foi morto com um tiro na cabeça. No entanto, está bastante claro que o verdadeiro alvo do ataque era ZareefRind, que estava em casa não muito distante de onde seu irmão foi assassinado, embora passe a maior parte do tempo na cidade de Karachi. Uma vez que ele e seu irmão eram muitos parecidos, os assassinos devem ter se confundido e atirado na pessoa errada.