A Frente Única dos partidos burgueses decidiu pelo impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derrubá-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

A Frente única dos partidos burgueses decidiu pelo Impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política aquilo que Lula e a direção do PT mais temiam, massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derruba-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

Quase todo mundo está implicado no Establishment (Nota: ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado), no mundo dos ricos e da classe dominante: chefes e ex-chefes de Estado; magnatas dos negócios; e celebridades. O maior vazamento de dados da história revelou como a elite global usa 200.000 empresas fantasmas criadas pelo escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, para garantir o seu dinheiro em paraísos fiscais no exterior para protegê-los de qualquer investigação.

A burguesia brasileira decidiu que é hora de retomar o governo diretamente. Não quer mais um governo terceirizado. A burguesia sempre prefere seu próprio governo. Por isso se viu, em 13/03, a Frente Única da burguesia convocando as manifestações. Todas as grandes empresas, as federações e confederações, todos os órgãos de imprensa burguesa organizando e convocando as manifestações, enfim, quase todas as forças da reação juntando forças e confluindo para forçar o governo a renunciar ou para a aprovação do Impeachment.

A ascensão do sistema feudal seguindo-se ao colapso de Roma foi acompanhada por um longo período de estagnação cultural em toda a Europa ao norte dos Pirineus. Com a exceção de duas invenções: a roda d’água e os moinhos de vento, não houve nenhuma outra invenção real por cerca de mais de mil anos. Mil anos depois da queda de Roma, as únicas estradas decentes na Europa eram estradas romanas. Em outras palavras, houve um total eclipse da cultura. Isto resultou do colapso das forças produtivas, das quais, em última instância, a cultura depende. É isto o que entendemos por linha descendente da história. E que ninguém imagine que isto não pode acontecer de novo.

Apesar de amplamente prevista, a esmagadora vitória de Bernie Sanders nas primárias de New Hampshire provocou ondas de choque. Depois de perder por pouco em Iowa (e é muito provável que o resultado tenha sido manipulado), Sanders venceu Clinton por uma margem de mais de 20 pontos na última terça-feira, 9 de fevereiro. Este resultado causou desconcerto entre os comentaristas. Isto era algo que supunham que não podia acontecer.

Ainda antes de começarem, as chamadas negociações de paz sobre o futuro da Síria vieram abaixo. O enviado especial das ONU à Síria, Steffan de Mistura, pediu uma “pausa” nas conversações e sua retomada em 25 de fevereiro. Enquanto isto, o Exército Sírio Árabe e seus aliados deram um golpe demolidor nos Jihadistas apoiados pelo Ocidente no Norte de Aleppo. Como o equilíbrio de forças está sendo desfeito na guerra, nenhuma das partes envolvidas no terreno têm qualquer motivo para adotar medidas sérias nas conversações.

Toda a história humana consiste precisamente na luta da humanidade para se elevar acima do nível animal. Essa longa luta começou há sete milhões de anos, quando nossos remotos ancestrais humanoides primeiro ficaram de pé e foram assim capazes de libertar suas mãos para o trabalho manual. Desde então, sucessivas etapas de desenvolvimento social surgiram com base nas mudanças no desenvolvimento da força produtiva do trabalho – isto é, de nosso poder sobre a natureza.