Às vésperas da reunião de cúpula da OTAN no País de Gales, a crise ucraniana está proporcionando uma escalada retórica. As mesmas pessoas que nos falaram das “Armas de Destruição em Massa” de Saddam Hussein estão agora levantando clamores sobre milhares, talvez dezenas de milhares, de tropas russas invadindo a Ucrânia e estão exigindo uma ação rápida para combatê-las.

A raiz da crise na Ucrânia encontra-se nos efeitos desastrosos da restauração do capitalismo. A destruição da economia planificada foi um tremendo revés não só do ponto de vista econômico, mas também social.

O Partido Comunista Brasileiro e a Esquerda Marxista têm acompanhado com preocupação os fatos que se desenrolam na Ucrânia. É mais um capítulo da intromissão imperialista no país e da luta entre frações oligárquicas que marcam a história ucraniana desde sua separação da URSS. Estes oligarcas emergiram como força dominante ao se apropriar, através de manobras e privatizações escusas, do patrimônio construído com muito sacrifício pelo povo soviético. Suas ações levaram o país à situação atual, à beira da bancarrota econômica e social.

As tensões estão altas na Tailândia enquanto uma crise política que permaneceu latente durante anos alcança o ponto de ebulição. Em 22 de maio um golpe militar depôs o governo. O governo, que nada tem a ver com a esquerda, enfrentava uma oposição de direita nas ruas.

Desenvolve-se no Brasil um processo na luta de classes no qual podemos ver o inicio de greves de massas e, inclusive, com transbordamentos das direções burocráticas. É uma consequência direta da virada na situação política que o país conhece desde junho de 2013.

Thomas Piketty, economista e acadêmico francês, tornou-se uma sensação da noite para o dia graças ao seu livro “O Capital no Século XXI”, um best-seller que tem suscitado debate por todos os lados por sua detalhada análise da desigualdade sob o capitalismo, para o júbilo e louvor dos reformistas de esquerda, e horror e medo dos direitistas do livre mercado.

obama-putin-ukraine-thEm um raro momento de sinceridade, o presidente interino da Ucrânia Turchynov admitiu que suas forças eram “impotentes” para sufocar a revolta no Leste da Ucrânia, enquanto a insurgência pró-russa se encontra em ascensão. Além disso, ele admitiu que as forças de segurança ucranianas não são confiáveis e que “algumas dessas unidades ou ajudam ou cooperam com grupos terroristas”. Agora, o objetivo seria evitar que a insurgência pró-russa se espalhe para as regiões de Kharkov e Odessa. Isto equivale a uma declaração de derrota.

Na segunda-feira, 2 de junho, estiveram na Livraria Marxista, em São Paulo, três policiais militares. Três sargentos, para sermos mais exatos. Da última vez que a PM esteve na Livraria Marxista, há três anos, no dia seguinte assaltantes invadiram o local durante o dia, armados de revolver, e conheciam tudo. Roubaram os computadores, documentos e não se incomodaram nada com haver apenas R$100,00 no caixa. Vamos ver o que vai acontecer agora.

Em 14 de maio foi assinado pela Fim, FIOM e Uilm [Os sindicatos nacionais dos metalúrgicos. N.d.T.] o acordo com a Electrolux. Apesar de não conter o que foi ameaçado nos últimos meses pela empresa, como o fechamento de estabelecimentos, demissões e redução drástica dos salários, apresenta de qualquer forma um forte agravamento das condições e cargas de trabalho.

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