Desde que assumiram o controle das empresas para salvar seus empregos, os trabalhadores da Cipla/Interfibra vêm sofrendo ameaças de penhoras, leilões, e de prisão. Os trabalhadores reafirmam que a luta pela defesa dos empregos continua! E pedem o apoio de todo movimento operário, sindical, democrático e popular.

Em 2002 os trabalhadores das fábricas CIPLA e INTERFIBRA ocuparam estas empresas para defender os l000 postos de trabalho. Nos últimos dias a possibilidade de que seja encarcerado o coordenador do Conselho de Fábrica e ocorra uma intervenção policial nas empresas está aumentando. Reproduzimos a seguir uma mensagem urgente ao presidente Lula dirigida por Sérgio Goulart, coordenador do Conselho de Fábrica, que nos fez uma solicitação urgente de solidariedade internacional.

Trezentos representantes dos trabalhadores das fabricas ocupadas do Brasil, do MST, do Centro de Direitos Humanos (CDH), representantes de trabalhadores de fábricas ameaçadas de fechamento ou demitidos, representantes de sindicatos, da CUT, do movimento popular, da juventude trabalhadora, com a participação fraterna de representantes de fábricas recuperadas na Venezuela, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia, nos reunimos no auditório da Cipla, e discutimos democrática e livremente como organizar e mobilizar nossas forças para que nenhum posto mais de trabalho seja perdido e como conquistar a estatização das fábricas ocupadas. Joinville, 18 de dezembro de 2005.
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