Jorge Martin narra como a prisão de dois funcionários catalães reacendeu o movimento de massas pela independência. O chicote da opressão do estado espanhol levou as massas de volta à ação, o clima está incendiário e restou pouco espaço para o presidente Puidgemont manobrar.

Há dez anos, em 14 de setembro de 2007, os clientes do banco Northern Rock formavam longas e enfurecidas filas do lado de fora das filiais do banco cercado. Seria um ponto de virada histórica – a primeira corrida a um banco britânico em 144 anos.

O processo pela independência catalã está em um momento crítico. A questão crucial é avançar ou retroceder. O Tribunal Constitucional proibiu a realização da plenária do Parlament[1] da Catalunha na segunda-feira, que devia ratificar o resultado do Referendo de 1-O[2] e proclamar a República catalã. Ao contrário do discurso da realeza, surgiram iniciativas de diálogo por todas as partes, com escassa probabilidade de seguir em frente. Por seu lado, a burguesia catalã se alinhou abertamente com o regime espanhol e iniciou uma guerra midiática de ameaças econômicas contra seu próprio povo.

A série de atos com a presença de Alan Woods na América Latina chegou ao seu fim com um ato vitorioso no Rio de Janeiro. Na noite de segunda-feira (9/10), durante uma semana de feriadão, reuniram-se mais de 100 pessoas no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, no Centro do Rio de Janeiro, para comemorar o centenário da Revolução Russa e estudar e debater sua atualidade com o lançamento do livro “Stálin”, de Leon Trotsky.

O editor do site marxist.com, Alan Woods, iniciou uma série de palestras pela América Latina com encontros organizados pelos marxistas da Argentina, do Paraguai e do Brasil. As visitas continuarão em novembro com uma série de encontros na Cidade do México organizados por Esteban Volkov e o Museu de Trotsky.

Nestes dias o povo da Catalunha está lutando uma batalha épica contra o aparato repressivo de todo um Estado, levantando o direito de decidir seu destino na frente de todos os cachorros e lobos que uivam vinganças diante do desafio revolucionário de não aceitar sua legalidade (do referendo de 1 de outubro, sigla “1-O”) nem suas imposições. Dezenas de milhares saem diariamente nas ruas de toda a Catalunha, vemos os primeiros passos da classe trabalhadora entrando em cena nestes acontecimentos, e também, os primeiros elementos de organização popular com a criação de comitês de luta em alguns bairros. Milhões observam confusos e expectantes no resto do Estado espanhol. Os próximos dias se anunciam decisivos.

Nós publicamos aqui um comunicado da Corrente Marxista Internacional sobre a crise na Espanha. O referendo da independência catalã desafia o regime espanhol de 1978. Ele está sendo confrontado com um pesado aparato de repressão por parte do Estado espanhol. A CMI apoia o direito do povo catalão de autodeterminação. Por uma República Socialista Catalã como uma faísca para a revolução ibérica!

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