Em 11 de fevereiro de 2019, a polícia do Estado paquistanês, conhecida por suas prisões ilegais, por sua brutalidade e assassinatos de pessoas inocentes, reprimiu e prendeu estudantes e ativistas da Aliança Progressista da Juventude (Progressive Youth Alliance – PYA, em suas siglas em inglês) em sua sede em Multan. Eles foram acusados de numerosos casos, incluindo sedição. Alguns deles conseguiram pagar fiança antes da prisão, mas Rawal Asad ainda se encontra preso e há a ameaça de que a polícia estatal o torture no cárcere e o retenha ali para sempre. Seu único crime é que ele é um ativista que está tentando organizar estudantes e trabalhadores contra as injustiças dos burocratas das universidades, dos patrões e das instituições estatais. Os ativistas foram presos logo após se juntarem a uma manifestação de solidariedade convocada pelo Movimento Pashtun Tahafuz (PTM) em Multan. Eles protestavam contra o assassinato de um de seus líderes, Arman Luni, que era professor universitário e foi torturado há alguns dias por um oficial da polícia. Arman morreu em consequência das torturas.

A provação do líder estudantil marxista de Multan, Rawal Asad, parece interminável. Ele está sendo claramente vítima de atos ilícitos e do atraso dos procedimentos judiciais. No sábado, mais uma vez ficou claro que não existe nenhuma lei no Paquistão e que os tribunais e advogados são todos parte de uma farsa, enquanto os reais agentes do poder governam sem contestação. O pedido de fiança para o caso fabricado de sedição deveria ser ouvido sábado em um tribunal de Multan. Mas o juiz atrasou a audiência até o horário de fechamento do tribunal. No final, ele disse que não podia ouvir o caso e que o mesmo devia ser encaminhado a algum outro juiz.

Rawal Asad é um estudante universitário e ativista político de Government Emerson College, em Multan. Em 5 de fevereiro, ele se uniu a um protesto convocado pelo Movimento Pashtun Tahafuz(PTM), em Multan. Eles protestavam contra o assassinato de seu líder, Arman Luni, que era um professor universitário e foi assassinado no Baluchistão dias antes por um oficial de alta patente da polícia, pessoalmente, sob tortura. O caso desse assassinato ainda não foi registrado. Mas a polícia registrou um caso contra todos os manifestantes, incluindo Rawal Asad, acusando-os de sedição, entre outras coisas.