Já se passou mais de um mês desde que os mineiros da mina de platina de Lonmin, em Marikana, África do Sul, se declararam em greve indefinida. Foram atacados e vilipendiados, vendo como 34 deles foram assassinados pela polícia em 16 de agosto, a maioria a sangue frio, e 270 foram detidos, acusados e torturados frequentemente durante sua detenção. Os dirigentes do Sindicato Nacional de Mineiros (NUM), a patronal e o Estado firmaram um “acordo de paz” às costas dos mineiros, a quem a empresa vem dando repetidos ultimatos para que encerrassem a greve e voltassem ao trabalho. No entanto, a greve ainda continua e os mineiros mantêm sua exigência de aumento salarial a 12.500 rands (1 dólar equivale a 8 rands). Eles são um exemplo de combatividade operária e de capacidade de resistência que está se espalhando a outros setores do proletariado mineiro da África do Sul.

O Congresso Mundial de 2012 da CMI, que foi realizado em Marina di Massa, um balneário na Toscana, Itália, marcou um importante avanço para o marxismo em todo o mundo. Durou uma semana – de 24 a 29 de julho – com a participação de mais de 250 camaradas de todo o mundo. Havia delegados e visitantes de toda a Europa, da Ásia, da Oceania e das Américas, além de um número recorde de camaradas paquistaneses.

Na segunda-feira, 3 de setembro, começou a primeira jornada da MARCHA OPERÁRIA do SAT(Sindicato Andaluz dos Trabalhadores) na província de Málaga. Quinta província, quinta “marcha de protesto” em terras andaluzas. As anteriores foram, respectivamente, nas províncias de Jaén, Córdoba, Cádiz e Granada.