[Atualização 24/04/18: Mais quatro camaradas nossos foram presos nesta terça-feira (24/4) enquanto participavam de uma manifestação em Karachi, no Paquistão, pela reaparição com vida dos 7 camaradas que foram sequestrados pelas forças armadas paquistanesas no último domingo! O modelo de mensagem de repúdio abaixo já inclui o nomes desses novos quatro camaradas. Chega-se assim ao número de 11 camaradas presos ou desaparecidos.]

Ao Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib,

Tomamos conhecimento de que num ato público realizado nesse domingo (22/04/2018) em Karachi no Paquistão, pelo menos 7 ativistas foram levados presos pelas forças armadas paquistanesas. Seus pares políticos e familiares até agora não têm notícia nenhuma de seu paradeiro. Eles protestavam contra o desaparecimento de mais de 32 mil pessoas da minoria Pashtun no Paquistão.

Suspeita-se que o camarada Bilawal Baloch, de Quetta, também foi sequestrado pelas forças armadas do Paquistão. Neste domingo (22/4), seis camaradas da CMI foram levados pelo Exército e pelos Rangers Sindh [Leia para entender o caso completo], um infame departamento estatal paramilitar destinado a assassinatos extrajudiciais. Bilawal compareceu ao protesto realizado ontem em frente ao Clube da Imprensa de Karachi, que foi convocado pelo Movimento de Defesa Pashtun (PTM), e estava voltando dali para sua residência em Quetta. Mas seu telefone celular está desligado e ninguém conseguiu entrar em contato com ele.

Seis camaradas da CMI foram presos hoje em Karachi pelo Exército e pelos Rangers Sindh, um infame departamento estatal paramilitar destinado a assassinatos extrajudiciais. Necessitamos levar isto aos movimentos dos trabalhadores e dos estudantes de todo o mundo. Necessitamos de mensagens de protesto e de solidariedade. Agora!

Nós, da corrente Lucha de Clases, seção espanhola da Corrente Marxista Internacional, rechaçamos a prisão de Carles Puigdemont[1] na Alemanha e exigimos sua imediata libertação, assim como dos cinco líderes pró-independência detidos na sexta-feira, dia 23 de março de 2018, incluindo o último candidato à presidência da Generalitat[2], Jordi Turull, além dos demais presos políticos catalãs.

Em 9 de abril, a presidência da Faculdade de Nanterre cercou com duas seções das Companhias Republicanas de Segurança (CRS) um anfiteatro para expulsar violentamente uma centena de estudantes reunidos em assembleia geral. Sete estudantes foram presos. Seis permanecem sob a custódia da polícia, incluindo nosso camarada Andreas Coste e o camarada Victor Mendez (foto algemado). Claramente as prisões visam como “alvos” os agitadores do movimento estudantil na faculdade.

Os EUA e seus “aliados”, o Reino Unido e a França bombardearam múltiplos alvos do governo na Síria em uma operação matutina dirigida contra supostos locais de armazenamento de armas químicas. O Pentágono informou que a capital, Damasco, foi atingida, assim como dois locais próximos à cidade de Homs. “As nações da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos da América mostraram o seu virtuoso poder contra a barbárie e a brutalidade”, disse o presidente Trump em seu discurso à nação desde a Casa Branca em torno das 21 horas, hora local.

A greve dos trabalhadores ferroviários encorajou outros setores da classe trabalhadora (e também os estudantes) a se mobilizar. Coletores de lixo, trabalhadores da Air France, servidores civis, advogados, trabalhadores dos correios, trabalhadores de hospitais e trabalhadores de cuidados aos idosos (entre outros) estão se preparando para a ação, e a cada dia novas camadas de trabalhadores estão se juntando à luta. A “convergência das lutas” não é mais apenas uma palavra de ordem; está se tornando um fato.

As eleições italianas, um terremoto político no verdadeiro sentido da palavra, produziram o que era previsto: um parlamento enforcado, sem um partido ou uma coalizão de partidos capaz de expressar maioria no governo. Analistas políticos burgueses sérios lamentaram o fato de que mais de 50% do eleitorado votaram em partidos “populistas” contra o sistema, enquanto os partidos sobre os quais o sistema se sustentou durante os últimos 25 anos ficaram seriamente fragilizados.

De repente, não mais que de repente, parece que todos estão falando a mesma coisa: o assassinato de Marielle Franco é inadmissível, é preciso defender a democracia. Mas as aparências enganam e por trás da aparente unanimidade, há um fosso intransponível.

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