Esta semana as manifestações estudantis que se têm deflagrado nacionalmente nas últimas quatro semanas, tiveram um aumento substancial. O movimento de protestos está varrendo o país e não mostra qualquer sinal de encolhimento. Manifestações desse tamanho e com esse escopo não foram vistas desde as revoltas estudantis de meados dos anos 1980.

Depois de quase um ano sem governo, duas eleições gerais pouco auspiciosas e a perspectiva de uma terceira eleição, Mariano Rajoy, líder do direitista Partido Popular (PP), foi nomeado presidente na última hora com o apoio do partido liberal Ciudadanos e com a abstenção do socialdemocrata PSOE.

Assim termina a “escola dos democratas”. O que antes parecia inimaginável – algo semelhante a um filme de ficção científica – tornou-se uma realidade surreal. À medida que a “muralha azul” de estados “certos” para Hillary Clinton desmoronava, mudando os ventos a favor de Donald Trump, os especialistas midiáticos tentavam manter a compostura, mas estavam claramente abalados – assim como milhões de pessoas.