Este artigo foi publicado em espanhol em 10 de maio, antes da eleição de Andrés Manuel López Obrador (AMLO) como Presidente do México. No entanto, pensamos que ainda é relevante mesmo depois das eleições mexicanas, uma vez que revela a preparação do conflito entre AMLO e a classe dominante mexicana.

Os analistas burgueses estão assustados. A última pesquisa do IBOPE (realizada de 21 a 24 de junho) mostrou que o número de brasileiros que pretende votar em branco ou nulo é de 31%. Além disso, 28% recusaram-se a responder ou não sabem. O resultado é que 59% não tem candidato a presidente para as próximas eleições.

A dívida pública da Itália é de assombrosos 2,3 trilhões de euros ou 132% do Produto Interno Bruto (PIB): a terceira maior do mundo depois do Japão e da Grécia. Além disso, os bancos da Itália detêm a maior parcela dos empréstimos vencidos da Europa, totalizando 224 bilhões de euros. Ao contrário da Grécia, que é um jogador relativamente pequeno na Europa, a Itália tem a terceira maior economia da zona do euro, contribuindo com mais de 15% de seu PIB total. A Itália se tornou um enorme risco para a estabilidade financeira de toda a União Europeia.

Ontem, 1 de julho, deu-se uma participação massiva nas eleições onde estavam em jogo 18.299 cargos eletivos, mas que, sem a menor dúvida, o mais importante e fundamental era a eleição presidencial. Com um colégio eleitoral de mais de 89 milhões de eleitores, a participação, dados os primeiros números de participação em nível geral, vai ser uma das mais elevadas na história. Essa votação representa um verdadeiro terremoto político e social. A oligarquia e o imperialismo, que sempre estiveram acostumados a mandar e a ser obedecidos, têm pela frente um governo que os enfrentou, que disse que vai separar o poder econômico do político e que sua prioridade vão ser os pobres.

Na semana passada, perto de 2.000 pessoas chegaram à Espanha por via marítima, a maioria delas viajando em botes totalmente inadequados para a jornada, arriscando suas vidas. O navio Aquarius chamou a atenção da mídia depois que o recém-instalado presidente, Pedro Sánchez, decidiu permitir que seus passageiros desembarcassem depois que a Itália se recusou a deixá-los encostar. O navio estava carregando 629 pessoas, 123 delas com menos de 18 anos de idade, que viajavam por conta própria.

O segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, realizado em 17 de junho, deu a vitória ao candidato reacionário de direita Ivan Duque (apoiado por trás do cenário pelo ex-presidente Alvaro Uribe), que recebeu 54% da votação (10 milhões de votos). No entanto, esta foi a primeira vez na história que um candidato atacado pela classe dominante como “comunista” perigoso, Gustavo Petro, foi ao segundo turno, recebendo respeitáveis 42% (8 milhões de votos).

Há poucos meses atrás, Kim Jong-un e Donald Trump trocavam insultos e ameaças. Alguns analistas da imprensa burguesa chegaram a dizer que uma terceira guerra mundial estava à vista, com dois líderes fora de controle e com armas nucleares prontas a serem lançadas ao aperto de um botão. Explicamos desde o início que tais ameaças, de ambas as partes, eram na realidade bravatas.

Na sexta-feira. 25 de maio, a Irlanda foi às urnas para decidir sobre a revogação da 8 a emenda da Constituição, que negava às mulheres o direito ao aborto enquanto o feto não-nascido apresentasse batimentos cardíacos. Sob essas leis, que faziam parte do legado da dominação da Igreja Católica da Irlanda, o aborto era ilegal, inclusive sob as circunstâncias terríveis de estupro, incesto ou anormalidades fetais. A revogação da 8 a emenda é uma bofetada marcante na face da Igreja Católica e do establishment na República.

O líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Pedro Sanchez, tornou-se primeiro-ministro depois de derrotar o manchado pela corrupção Mariano Rajoy em um voto parlamentar de desconfiança. Sanchez prometeu algumas mudanças cosméticas, mas manterá o orçamento aprovado pelo Partido Popular (PP) de Rajoy e prometeu “garantir a responsabilidade econômica e fiscal”, bem como cumprir os “deveres europeus”.

Dezenas de manifestantes pacíficos foram massacrados pelas autoridades estatais em Tamil Nadu, Índia, depois de se organizarem para exigir o fechamento de uma fábrica que está causando estragos ao meio ambiente e problemas de saúde aos habitantes locais. Louis Thomas informa de Tamil Nadu.