Duas semanas se passaram desde a erupção dos protestos em todo o Irã, depois que o regime introduziu um corte sem aviso dos subsídios aos combustíveis. Apesar da luta heroica do povo nas ruas, o movimento foi esmagado pelo regime em cinco dias. Mas isso está longe de ser uma vitória triunfante para um regime que agora está mais fraco do que nunca.

A situação na Colômbia está avançando muito rápido depois da greve nacional do dia 21 de novembro. O que era uma greve de um dia se transformou em um protesto permanente e diário que já dura uma semana. O protesto não parou, apesar do toque de recolher e da militarização decretados na capital Bogotá (e em Cali) pelo governo reacionário de Duque. A morte do jovem Dilan Cruz, que foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo na cabeça pelo ESMAD (o Esquadrão Móvel Antimotim) chocou o país. Em resposta, o Comitê de Greve Nacional decidiu convocar uma nova greve nacional em 27 de novembro e incluir entre suas demandas o desmantelamento do ESMAD.

“Um espectro ronda a Europa”. Com essa famosa frase, os autores de O Manifesto Comunista proclamaram a alvorada de uma nova etapa na história humana. Isso foi em 1848, um ano de levantamentos revolucionários na Europa. Mas, agora, um espectro está rondando não só na Europa, mas no mundo todo. É o espectro da revolução mundial.