Há 46 anos, durante o governo de Salvador Allende, uma votação unânime no Congresso nacionalizou o cobre chileno. Durante a ditadura assassina de Pinochet, abriu-se caminho ao investimento estrangeiro que atualmente responde por mais de dois terços dos lucros de produção e dos empregados no setor. Mesmo assim o que fica para o país constitui 13% do PIB, chamado de “salário do Chile”. Enquanto a empresa estatal CODELCO é a maior produtora de cobre de mina do mundo, a mina a céu aberto com a maior produção cuprífera do mundo é a Minera Escondida, controlada pela BHP Billiton[1].

No clássico estilo de “dividir e governar”, Donald Trump busca introduzir uma cunha na classe trabalhadora. Dando minúsculas migalhas a poucos e fazendo dos outros bodes expiatórios, ele espera nos distrair da verdadeira fonte dos problemas que todos os trabalhadores enfrentam: o capitalismo.

Em 6 de março, os estivadores iniciam uma greve contra um decreto do Governo do PP que destrói até os alicerces os direitos sociais obtidos com a organização e a luta, e recolhidos em convênios e leis, como o Convênio 137 da Organização Internacional do Trabalho, ratificado pela Espanha em 1973, para garantia e regularidade do emprego e das retribuições mínimas deste coletivo de trabalhadores.

Uma publicação apareceu recentemente no tabloide londrino Evening Standard (10 de fevereiro de 2017), escrita por um certo Victor Sebestyen, a respeito da exposição “Arte Russa de 1917-1920” na Academia Real britânica.

E assim começa a era Trump: com protestos, pessimismo e polarização em todo o mundo. O espetáculo cuidadosamente organizado da posse teve que ser protegido por 28 mil policiais. A polícia militarizada manteve as pessoas esperando durante horas em postos de controle de veículos, chegando até a confiscar qualquer fruta que encontrasse, para que não fosse lançada na comitiva presidencial ao vivo pela televisão. Em 2008, perto de dois milhões de estadunidenses acudiram para ver Obama depois de sua promessa de Change We Can Believe In [Podemos acreditar na mudança]. Em 2012, depois de quatro anos de amarga decepção, mais de um milhão apareceu. Trump, que afirma ter o apoio da maioria dos estadunidenses, atraiu de 700 a 800 mil pessoas no máximo, de acordo com as estimativas dos experts.

Os resultados do referendo sobre a reforma política na constituição italiana que propunha maiores poderes para o governo executivo nacional em detrimento do parlamento e o repentino anúncio da renúncia de Mario Renzi (Primeiro Ministro do PD Partido Democrático Ntd) estão causando comoção em toda Europa. Se esperava uma vitória do “No”, porém a magnitude da derrota, com quase 60% de apoio ao “No”, vai muito mais além do que haviam antecipado as pesquisas de boca de urna.

As teorias de Marx fornecem ao pensador iniciante uma compreensão de forma global. É a tarefa de cada trabalhador e estudante conquistar para si as teorias de Marx e Engels, como um pré-requisito para a conquista da sociedade pelos trabalhadores.

Às 10:29 horas da noite de sexta-feira, 25 de novembro, o líder revolucionário cubano Fidel Castro morreu com a idade de 90 anos. Seu irmão, Raul Castro, deu a notícia à população cubana e ao mundo por volta da meia-noite em um discurso televisionado. Sua morte não foi inesperada, uma vez que esteve doente durante vários anos e já havia deixado de lado suas responsabilidades políticas formais, mas ainda assim foi um choque tanto para os amigos quanto para os inimigos.

Mais uma vez o Egito está à beira de uma importante virada. Três anos depois que Abdel Fatah al-Sisi chegou ao poder, seu regime está sendo engolido pela crise em todos os níveis.