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Um mês se passou desde que começou um movimento insurrecional no Chile. O levantamento das massas colocou nas cordas o governo empresarial de Sebastián Piñera, um dos homens mais ricos do continente. Diante do movimento, ele propôs, sempre tardiamente, concessões mínimas que são apenas uma armadilha para desmobilizar a classe trabalhadora e a juventude. Adicionado a isso, a repressão suscitou episódios gravíssimos de violação aos Direitos Humanos, como torturas e abusos sexuais. Até o dia 18 de novembro, as cifras oficiais contam 23 mortes, mais de 3 mil feridos, entre os quais mais de 200 pessoas tiveram danos oculares, com perda permanente da visão de um dos olhos.

Temos que retroceder na história até os últimos dias de governo de Goni para encontrarmos um antecedente ao massacre de Sacaba em que perderam a vida 9 cocaleiros em enfrentamentos com as forças conjuntas da polícia e das forças armadas. No entanto, as semelhanças com outubro de 2003 terminam com a contagem dos mortos.

A libertação de Lula é uma derrota para a Operação Lava Jato. Portanto, fato positivo para a luta do proletariado. A Esquerda Marxista sempre combateu a Lava Jato e denunciou a condenação e prisão de José Dirceu e Lula num julgamento sem provas, um julgamento político que faz parte dos ataques às liberdades democráticas repetidamente desferidos pelo Poder Judiciário.

No dia 10 de novembro, às 16h50, o presidente boliviano Evo Morales anunciou sua renúncia. Era o culminar de um golpe que vinha se gestando há algum tempo. Um motim da polícia, atiradores de elite disparando contra trabalhadores de minas, um relatório da OEA questionando a validade das eleições e, finalmente, o exército “sugerindo” que ele deveria renunciar foram apenas os atos finais no fim de semana. Nós nos opusemos a esse golpe reacionário desde o início, enquanto ao mesmo tempo apontamos como foram criadas as condições para ele.

A grande manifestação de 1 de novembro marca um ponto alto para o movimento argelino Hirak, que ocorre há 37 semanas sem interrupção. O regime decidiu convocar eleições presidenciais em 12 de dezembro, que as massas corretamente rejeitaram. O slogan de uma greve geral para deter as eleições e forçar a expulsão do regime está ganhando terreno.

A eleição geral boliviana de 20 de outubro produziu uma vitória para Evo Morales do partido governante (MAS), mas com uma maioria muito reduzida, revelando como a política de colaboração de classe de seu governo alienou setores de sua base tradicional de apoio. O fato de Morales evitar um segundo turno por uma margem diminuta foi usado pela direita para reclamar fraude e começar uma campanha de mobilizações nas ruas. Embora haja diferentes elementos envolvidos nos protestos, nos últimos dias a iniciativa passou para o campo da oligarquia capitalista da Bolívia, organizado pelos elementos mais reacionários da oligarquia capitalista da Bolívia, baseada em Santa Cruz. Os camaradas

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Mais de um milhão de pessoas se manifestaram em Santiago do Chile na sexta-feira, 25 de outubro, no que foi chamado de #LaMarchaMásGrandedeChile (a maior marcha do Chile) – e, certamente, foi maior do que o comício de encerramento da campanha do NÃO em 1988, que reuniu um milhão de pessoas. A mobilização na sexta-feira, 25 de outubro, foi repetida nas cidades e municípios de todo o país e ocorreu uma semana após a declaração do estado de emergência, da militarização das ruas e do toque de recolher imposto pelo governo Piñera. Um total de mais de dois milhões de pessoas marcharam contra o regime em todo o país.

Hoje há uma greve geral planejada na Catalunha e uma mobilização maciça, com cinco colunas marchando por toda a Catalunha para convergir em Barcelona. Este dia de ação é organizado sob slogans que rejeitam o julgamento de “Procés” e apelam à liberdade dos presos políticos catalães e ao direito à autodeterminação. A Corrente Marxista Internacional no Estado espanhol, Lucha de Clases, apoia incondicionalmente este dia de luta.

Em 14 de outubro, o governo equatoriano de Lenín Moreno revogou o decreto 883. Depois de dias de lutas e mobilizações que atingiram proporções insurrecionais, Moreno foi forçado a fazer uma importante concessão diante do perigo de ser derrubado por meios revolucionários. A revolta de trabalhadores, camponeses e estudantes alcançou uma primeira vitória, parcial, ao custo de oito mortos, 1.340 feridos e 1.192 detidos.

Nesta segunda-feira (14/10), a Suprema Corte espanhola proferiu sentenças contra doze presos políticos catalães envolvidos no referendo de outubro de 2017, incluindo nove ex-ministros, o presidente do parlamento catalão e dois líderes populares da sociedade civil. O processo continuou por quase dois anos, durante os quais nove deles foram mantidos em prisão preventiva. Como esperado, as sentenças foram duras: entre nove e 13 anos de prisão pelos nove detidos em prisão preventiva e multas e desqualificação do cargo público para os outros três.

O que começou como um protesto contra o pacote do FMI imposto pelo presidente Lenin Moreno se transformou em uma insurreição nacional que coloca a questão de quem governa o país. A enorme mobilização de massas forçou o governo a fugir da capital Quito e a fechar a Assembleia Nacional. Também começou a abrir rachaduras dentro das forças armadas. Para avançar, o movimento deve levantar a questão do poder.

Depois de uma conversa telefônica com o presidente da Turquia, Recep Tayyib Erdogan, no domingo passado, Donald Trump declarou de imediato que haviam chegado a um acordo sobre a retirada das tropas americanas das áreas Curdas do Norte da Síria e que havia dado luz verde a uma incursão Turca. A partir de ontem à tarde, a invasão começou.

O mais recente editorial de Révolution (a publicação francesa da CMI) argumenta que a tentativa de Macron de introduzir um “regime de pensão universal” (na realidade, um enorme ataque às aposentadorias) deve ser enfrentada através da organização de uma greve geral. Uma próxima greve por tempo indeterminado dos trabalhadores dos transportes em 5 de dezembro apresenta um ponto de convergência para todas as forças da classe trabalhadora, que devem ser mobilizadas durante os próximos dois meses para lutar, não somente para derrotar essa contrarreforma previdenciária, como também para dar um fim ao governo reacionário de Macron.