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O site do colectivomarxista.org - está disponível desde hoje!

Estávamos a trabalhar neste projecto já há algum tempo. Decidimos antecipar e lançar hoje (embora a gráfica do site esteja ainda em desenvolvimento) por que achamos que, nesta altura de crise econômica e social, a difusão e discussão de ideias políticas sejam mais importantes do que nunca.

A pandemia do Covid-19 mergulhou a sociedade norte-americana em pânico e consternação. Todos os cinquenta estados dos EUA e Washington, DC, já confirmaram casos do novo coronavírus, e o número de mortes está aumentando a cada hora, após ultrapassar as 150 mortes em 18 de março. As autoridades de saúde pública temem que os EUA tenham atingido um ponto crítico e que possam se aproximar rapidamente da situação vista na Itália, onde os hospitais estão sobrecarregados e o país inteiro está fechado. O Dr. Carlos Del Rio, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Emory de Atlanta, disse recentemente à CNN: “Estou realmente preocupado com … ter a pior combinação possível: muitos

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O Covid-19, a gestão desastrosa do início da epidemia e o pânico entretanto instalado ameaçam centenas de milhares de postos de trabalho e os já insuficientes salários de grande parte dos trabalhadores portugueses. Desemprego, redução de salários e benefícios e austeridade sem fim para, uma vez mais, pagar os “pacotes financeiros” que se anunciam.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o coronavírus (oficialmente, Covid-19) como uma pandemia na última quarta-feira (11/3). Essa é uma situação de saúde pública na qual uma doença se propaga pelo mundo de forma rápida e simultânea. Os primeiros casos de contaminação interna já foram diagnosticados no Brasil e há projeções de um crescimento exponencial[1] de casos nas próximas semanas.

Acontecimentos em escala mundial estão se movendo a uma velocidade vertiginosa. O novo coronavírus (Covid-19) desencadeou uma reação em cadeia, que está derrubando qualquer aparência de estabilidade em um país após o outro. Todas as contradições do sistema capitalista estão vindo à tona.

A seguinte declaração dos trabalhadores na Espanha, que protestam contra a recusa dos patrões em tomar medidas de segurança adequadas à luz da pandemia de coronavírus, é um exemplo para o mundo inteiro. Não às condições de trabalho inseguras! Façam os patrões pagarem!

A disseminação do novo coronavírus na Itália está se intensificando. Em 10 de março, o número de pacientes infectados era de 10.149 e o número de mortes 631 [Atualmente são mais de 24 mil infectados e 1.800 mortos]. A taxa de mortalidade é, portanto, de 6%, mais alta do que na província chinesa de Hubei, onde a pandemia começou. Essa situação marca o fracasso das medidas de contenção implementadas pelo governo nas últimas semanas.

No dia 8 de março, uma nova marcha histórica encheu as ruas do Chile no contexto do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Segundo as organizadoras, cerca de dois milhões de pessoas marcharam só em Santiago, e a cifra, em nível, nacional alcança os 3,5 milhões de pessoas. Duas jornadas de “Greve Geral Feminista” foram convocadas para 8 e 9 de março pelo Comitê de Coordenação Feminista 8M. O apelo está dirigido em particular contra o terrorismo de Estado. As mulheres estão na primeira linha da rebelião iniciada em outubro, tanto física quanto avançando demandas, pelos direitos sociais e contra a violência e a impunidade.

O coronavírus atingiu particularmente o Irã devido aos erros do governo, à desinformação e às sanções dos EUA. Essa crise expôs toda a podridão do capitalismo iraniano e levou à raiva das massas contra o regime, que já estava sendo aquecida, perto do ponto de ebulição.

A Corrente Marxista Internacional (CMI) esteve comemorando no ano passado o centenário de fundação, de março de 1919, da Terceira Internacional (Comunista). Em particular, celebramos o compromisso e as extraordinárias lições de seus primeiros quatro congressos. Mas, apenas alguns anos depois de entrar no cenário da história, a Comintern¹ sofreu um declínio repentino, dramático e irreversível. O que aconteceu? Como todo aquele potencial foi desperdiçado e se transformou em seu oposto?

Em 2 de maio do ano passado, fez 500 anos que Leonardo da Vinci morreu, em 1519. Da Vinci era um gigante absoluto na história do pensamento e da cultura humanos. Alan Woods presta homenagem ao grande artista, cientista e filósofo, cuja vida e ideias foram revolucionárias em muitos campos.

Tomamos conhecimento de que o Relatório Final da Comissão de Apuração do Centro Paula Souza – instaurada a partir da denúncia feita na Campanha em Defesa da Vida da Prof.ª Mara, de que estudantes de inclinação neonazista na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Franco da Rocha estavam impulsionando um grupo no WhatsApp intitulado “Morte à Mara”, onde incentivavam o ódio e a violência, com requintes nazistas, além de, em diversos momentos, conspirar o assassinato da professora – deu parecer positivo às ações tomadas pela direção da ETEC, a saber, advertência oral para todos os estudantes que participavam do grupo e advertência escrita para o estudante mais agressivo e o líder do grupo.

A eclosão de uma nova crise de refugiados assombra os governos de toda a Europa. Uma enorme onda de fugitivos da guerra da Síria tenta cruzar a fronteira por terra ou pelo Mar Egeu, desde os campos na Turquia em direção à Grécia. Isso depois que um conselho de segurança extraordinário turco, dirigido pelo próprio presidente Recep Erdogan decidiu não mais deter os imigrantes que desejam chegar à Europa. A convocação do conselho se deu após a morte de 33 soldados turcos em um atentado na região de Idlib, que o governo de Ancara atribuiu à Síria de Bashar Al Assad, com apoio militar e estratégico dos russos.

Há algumas semanas, camaradas da seção russa da Corrente Marxista Internacional (CMI) ajudaram a convocar um protesto público em São Petersburgo contra o Caso Network, no qual vários ativistas de esquerda foram condenados a longas sentenças com base nas leis antiterrorismo, após confissões obtidas por meio de tortura. Compartilhamos este relato da manifestação, originalmente publicado em russo em 22 de fevereiro.

No último dia 09 de fevereiro, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, ordenou que soldados do exército invadissem o parlamento salvadorenho. Alguns dias antes convocou o povo à insurreição fazendo uso do Artigo 87 da Constituição que permite a rebelião popular no caso de quebra da ordem constitucional. Essas ações representam um marco na história contemporânea de El Salvador, já que desde os Acordos de Paz de Chapultepec[1], nenhum governo utilizou a força militar para obter reformas ou empréstimos para financiar sua políticas.