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Na semana passada, o imperialismo dos EUA aumentou seus níveis de agressão contra o governo da Venezuela. Essas escaladas incluem acusações de tráfico de drogas contra Maduro e 13 altos funcionários do Estado, um novo plano de terrorismo e assassinato a ser realizado a partir do território colombiano e o anúncio do governo Trump de um novo plano de transição em nosso país – sem Maduro e sem Guaidó – com um levantamento gradual das sanções econômicas. Agora podemos adicionar a esta lista o envio de forças navais perto da costa venezuelana no Caribe, sob a desculpa de uma “operação antidrogas”.

Bernie Sanders está fora da corrida. Este é um soco no estômago para milhões de pessoas que esperavam que sua campanha oferecesse um caminho a seguir – uma forma de se lutar contra os bilionários que governam os EUA. Mas também é um ponto de inflexão. Para milhões, esta será a gota d’água. Esta será a última vez que eles tentarão trabalhar dentro do sistema bipartidário dos capitalistas.

Nos últimos dias, houve uma escalada perigosa nas ameaças e provocações de Washington contra a Venezuela. O Departamento de Justiça dos EUA indiciou o presidente Maduro e outras autoridades venezuelanas por acusações de narcotráfico, entre outras coisas. Isso foi apoiado pelo Departamento de Estado dos EUA, oferecendo recompensas de até US$ 15 milhões por “informações que levarem à prisão” dos indiciados. Imediatamente, o presidente dos EUA, Trump, anunciou que estava enviando navios de guerra para o Caribe, na costa da Venezuela, com o objetivo de combater o “contrabando de drogas”.

Houve um tempo em que as notícias de um escândalo no Vaticano chocavam o mundo. No entanto, à medida que relato após relato é revelado, e o número global de católicos diminui, a simples menção a padres, ao Vaticano e até ao próprio papa evoca imagens de corrupção, decadência e depravação. Isso resume a natureza podre das instituições religiosas que têm sido uma das colunas da sociedade de classes há tanto tempo.

Somos um grupo de ativistas sindicais italianos, reunidos para discutir a dramática crise que está afetando a Itália e toda a humanidade. Estamos emitindo esse apelo aos trabalhadores do mundo, porque este não é um problema italiano, mas internacional. O vírus não reconhece fronteiras nacionais. Do mesmo modo, a crise econômica não para nas fronteiras. Acreditamos que nossa experiência tem muitas lições para trabalhadores de outros países.

Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi identificado no dia 13 de março, o Amazonas já soma 229 pessoas confirmadas com o novo coronavírus. A maior parte está em Manaus, mas o interior já tem 24 pessoas diagnosticadas.

A crise provocada pelo coronavírus já começou a causar gargalos no transporte de carga no Brasil, o que demonstra as fragilidades de nosso sistema, devido ao monopólio do setor rodoviário no transporte de cargas gerais.

O coronavírus chegou nas imensas favelas do Rio de Janeiro. O número de casos de moradores de favelas (bairros proletários) contaminados pode ser difícil de conhecer, pois a contagem e o registro tem sido feito por bairros oficialmente reconhecidos e não por favelas.

Estamos, por meio desta carta, tornando pública nossa indignação, que, certamente, é a indignação de milhares de trabalhadores brasileiros obrigados a trabalhar no atual momento de crise e pandemia. Trabalhamos na rede de hotel Transamérica, que atende pelo Brasil todo.

1. O STCC convocou Greve entre dia 24 de Março e 5 de Abril inclusivé. O aviso prévio excluía desde logo a “linha SNS24 e outros serviços imprescindíveis de saúde pública, apoio ao INEM, apoio a forças de segurança e linha de apoio à vida”.

No final de 2019, foi anunciada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)1 , uma queda vegetativa do desemprego, passando de 12,3% em 2018, para 11,9% em 2019, ou seja, uma redução de 0,4%. Mudança insignificante e falseada, já que neste mesmo período o número de desalentados – trabalhadores que desistiram de procurar emprego – aumentou 1,4% e os trabalhadores informais – sem carteira assinada e que trabalham por conta própria – aumentou significativamente, alcançando 41% dos trabalhadores que possuem alguma ocupação, batendo recorde. Isso significa, na prática, que o desemprego não diminuiu, pelo contrário, produziu desalentados ou arrastou

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