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A Corrente Marxista Internacional (CMI) está construindo um comício online para o 1º de maio, com militantes e apoiadores de todas as partes do mundo! Junte-se a nós neste evento, que contará com a participação de Serge Goulart, da Esquerda Marxista, John Peterson, do Socialist Revolution(EUA), Alessandro Giardiello, da Sinistra, Classe, Rivoluzione(Itália) e Adam Pal, do Lal Salam(Paquistão). O evento também contará com a participação de Alan Woods, editor do site marxist.com, que fechará a discussão sobre esta que é a maior crise da história do capitalismo e as perspectivas para a revolução mundial. Todos são bem-vindos! A transmissão será ao

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Um provérbio marroquino diz: “a ovelha passa a vida inteira com medo do lobo, mas, no final, quem se banqueteia com a ovelha? O pastor!” Bem, alguns meses após a China e 10 dias após a Itália, as autoridades marroquinas anunciaram os primeiros casos de Covid-19 no país em 2 de março e os atribuíram a “fatores externos”. Especificamente, teria sido um marroquino retornando da Itália, e logo turistas franceses. A epidemia piorou, infectando 2.024 pessoas, das quais 126 morreram (em 15 de abril, 45 dias após as primeiras infecções), segundo dados oficiais.

A crise política acelera. Bolsonaro se isola cada vez mais e seu governo balança. A imprensa eleva o tom e cobra investigações. FHC pede a renúncia. Os políticos de direita, que se elegeram na esteira de Bolsonaro (Doria, Witzel etc.), abandonaram o barco há tempos, como bons oportunistas. Mandetta se foi, Moro se foi. E a pergunta que muitos fazem é: quanto tempo dura Paulo Guedes?

No último domingo (19/4), Bolsonaro participou de um ato público que pedia intervenção militar, fechamento do Congresso, fim do isolamento social e reabertura de empresas e comércio. Essa atitude do presidente causou a indignação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de deputados e senadores – incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) –, de setores empresariais, da mídia, entre outras camadas da burguesia.

Hoje, 22 de abril, comemora-se o 150º aniversário de Vladimir Lenin, o grande líder revolucionário. Enquanto os historiadores e liberais burgueses o criticam, celebramos a vida e as ideias de Lenin – ideias que são mais relevantes agora do que nunca.

O Comitê Central (CC) da Esquerda Marxista (EM) reuniu-se no dia 18 de abril de 2020. Esta foi a segunda reunião da direção da organização após o início da pandemia (ver aqui a resolução do CC de 22 de março). Esta reunião discutiu os desenvolvimentos desta situação política inédita que estamos atravessando e as tarefas de construção da organização revolucionária reafirmando os princípios do bolchevismo.

O homem mais rico do Egito provocou indignação ao sugerir que “a vida deve continuar” após a pandemia de coronavírus: ou seja, que os negócios devem retomar o mais rápido possível, seja isso seguro ou não para os trabalhadores, a fim de manter os lucros. Isso revela o total desprezo da burguesia egípcia em relação às pessoas comuns, cuja raiva de classe está borbulhando logo abaixo da superfície.

Por causa da crise causada pela Covid-19, tem se falado muito ultimamente sobre uma “fase 2”, etapa intermediária que deve levar gradualmente ao retorno às atividades produtivas. No entanto, parece haver ainda algumas divergências sobre o que fazer.

Uma divisão aberta surgiu dentro dos conservadores, entre aqueles que estão desesperados para que os negócios voltem ao normal; e aqueles que têm medo da reação, se a riqueza privada for colocada acima da saúde pública. Devemos lutar para colocar a vida antes dos lucros.

O último discurso de Macron confirmou que sua prioridade não é salvar o máximo de vidas possível, mas sim os lucros dos capitalistas. O que ele anunciou foi marcado pela defesa dos interesses materiais da classe dominante. O Movimento das Empresas da França (Medef) o parabenizou.

A pandemia de coronavírus é um ponto de virada na história. A economia mundial está recebendo um golpe selvagem após outro. Os sistemas de saúde estão totalmente sobrecarregados nos países capitalistas avançados como resultado de décadas de ataques aos padrões de vida. A natureza ineficiente e horripilante do capitalismo está em plena exibição no ocidente, onde as pessoas até recentemente desfrutavam pelo menos de uma existência semicivilizada. Na África, Ásia e América Latina, as consequências de um surto em grande escala serão catastróficas.

Um espírito revolucionário move cada compasso das sinfonias de Beethoven, especialmente a Quinta. Os famosos compassos de abertura dessa obra (ouça) foram comparados ao Destino batendo à porta. Esses golpes de martelo são talvez a abertura mais marcante de toda a história da música. O maestro Nikolaus Harnancourt, cujo ciclo gravado das sinfonias de Beethoven foi amplamente aclamado, disse sobre essa sinfonia: “Isso não é música; é agitação política. Está nos dizendo: o mundo que temos não é bom. Vamos mudá-lo! Vamos!” Outro maestro e musicólogo famoso, John Elliot Gardener, descobriu que todos os principais temas

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Se algum compositor merece o nome de revolucionário, é Ludwig van Beethoven. Ele realizou aquela que foi provavelmente a maior revolução da música moderna e mudou a maneira como a música era composta e ouvida. É uma música que não acalma, mas choca e perturba. Alan Woods descreve como o mundo em que Beethoven nasceu era um mundo em turbulência, um mundo em transição, um mundo de guerras, revolução e contrarrevolução: um mundo como o nosso próprio mundo.