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A batalha na França contra a reacionária reforma da previdência de Macron ultrapassou os 40 dias. Uma quarta greve interprofissional dia 9 de janeiro e seguidos protestos no fim da semana trouxeram centenas de milhares de pessoas às ruas mais uma vez, e mais dias de ação ocorreram em seguida.

A chegada do novo ano foi celebrada com as habituais festas. Em Londres, os foliões saudaram o início de uma nova década com fogos de artifício, assim como muitas pessoas em Edimburgo e em outras grandes cidades. Sem dúvida, o novo Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, celebrou ainda com mais entusiasmo do que a maioria das outras pessoas. Tendo vencido a eleição geral de 2019 com uma grande maioria, ele agora está livre para levar a nação a uma bem-sucedida conclusão das negociações do Brexit. Essa, pelo menos, é a teoria.

No início da manhã de sexta-feira (3/1), em um ato de suprema arrogância, a administração Trump realizou o assassinato do General iraniano Qassem Soleimani, bem como do principal líder paramilitar iraquiano, Abu Mahdi al-Mohandes, no aeroporto de Bagdá. Mais uma vez, o imperialismo EUA está adicionando instabilidade no Oriente Médio.

O discurso do primeiro-ministro Edouard Philippe, ontem (11/12), veio dar fim a mais de 18 meses de “discussões” e “consultas” com a liderança sindical. Centenas de horas de reuniões produziram este resultado “edificante”: o governo anunciou exatamente o mesmo projeto de reforma, como se as “consultas” e as “discussões” não tivessem ocorrido.

Pela terceira semana consecutiva, trabalhadores franceses de dezenas de profissões (maquinistas de trens, professores, médicos, enfermeiros, bombeiros, operários – até cantores de ópera!) abandonaram os locais de trabalho e saíram às ruas, ao lado de centenas de milhares de apoiadores, para se opor ao reacionário regime de Macron. Enquanto o governo minimiza a participação, alegando que apenas 600 mil participaram, os protestos foram pelo menos tão grandes quanto os de 5 de dezembro. A federação sindical da Confederação Geral do Trabalho (CGT) afirma que foi ainda maior, citando um número de 1,8 milhão de manifestantes, o que seria a maior mobilização desde 1995.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 4 de dezembro, o “Pacote Anticrime”, elaborado por Sérgio Moro. Ao todo, 408 parlamentares votaram “sim” para o projeto, incluindo quase toda a bancada do PT e três deputados do PSOL. Esse posicionamento dos ditos parlamentares de esquerda expôs até onde se pode ir com a adaptação ao sistema, a política errada, a incapacidade de perceber o movimento da luta de classes no mundo e a falta de confiança na classe trabalhadora. Ao votar a favor de um projeto que endurece a máquina repressiva do Estado, esses parlamentares traíram suas bases e os princípios mais elementares do marxismo. A aprovação desse projeto facilitará em todos os sentidos o aumento da

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A greve interprofissional de ontem (10/12) contra a Reforma da Previdência de Macron levou entre 800 mil e 1 milhão de trabalhadores e jovens às ruas da França, de acordo com a Confederação Geral do Trabalho (CGT). Embora represente uma queda em relação à mobilização da última terça-feira (que foi possivelmente a maior desde 1995), o comparecimento ainda foi alto, com forte participação dos trabalhadores dos transportes, professores, profissionais de saúde e estudantes.

Com menos de uma semana para as eleições, o Partido Trabalhista (Labour Party) está acelerando sua campanha. Ativistas estão sendo transportados para as periferias, com o objetivo de reforçar os esforços locais de porta em porta. O dinheiro está sendo levantado através das doações da base, para alcançar jovens eleitores em locais-chave. As massas de ativistas do partido estão sendo mobilizadas para encher as ruas nos próximos dias.

O regime do APC [All Progressives Congress, partido político na Nigéria – NDT], liderado por Buhari – que chegou ao poder com o mantra da “mudança” – perdeu uma grande camada de sua base social em menos de cinco anos no governo. O sonho de mudança se transformou em um pesadelo inimaginável para a esmagadora maioria dos nigerianos. Nenhum dos problemas fundamentais herdados dos 16 anos de governo do People’s Democratic Party (PDP) foi resolvido; pelo contrário, estão se exacerbando. O regime apenas os arrastou, tendo sobrevivido até essa data por conta da falta de uma genuína alternativa de massa.

Os últimos dez anos foram de lutas de classes acentuadas por todo o mundo, à medida em que a classe dominante colocou todo o peso da crise econômica sobre os ombros dos trabalhadores, dos pobres e da juventude. O resultado disso tem sido a completa desestabilização da situação política, uma vez que as massas buscam se defender e encontrar um caminho para sair da crise.

A greve geral de 5/12 contra a reforma previdenciária de Macron viu uma “convergência de lutas” de toda a sociedade francesa. Segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT), federação sindical à cabeça da greve, 1,5 milhão de pessoas participaram das manifestações, o que as tornaria o maior movimento desde as batalhas contra o pacote de ataques de Alain Juppé em 1995. O espírito dos gilets jaunes (coletes amarelos) pode ser sentido nas ruas, onde (apesar das limitações de sua liderança) os trabalhadores estão dirigindo sua fúria, não apenas contra a reforma previdenciária, mas também contra o governo como um todo.

Duas semanas se passaram desde a erupção dos protestos em todo o Irã, depois que o regime introduziu um corte sem aviso dos subsídios aos combustíveis. Apesar da luta heroica do povo nas ruas, o movimento foi esmagado pelo regime em cinco dias. Mas isso está longe de ser uma vitória triunfante para um regime que agora está mais fraco do que nunca.

A situação na Colômbia está avançando muito rápido depois da greve nacional do dia 21 de novembro. O que era uma greve de um dia se transformou em um protesto permanente e diário que já dura uma semana. O protesto não parou, apesar do toque de recolher e da militarização decretados na capital Bogotá (e em Cali) pelo governo reacionário de Duque. A morte do jovem Dilan Cruz, que foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo na cabeça pelo ESMAD (o Esquadrão Móvel Antimotim) chocou o país. Em resposta, o Comitê de Greve Nacional decidiu convocar uma nova greve nacional em 27 de novembro e incluir entre suas demandas o desmantelamento do ESMAD.

“Um espectro ronda a Europa”. Com essa famosa frase, os autores de O Manifesto Comunista proclamaram a alvorada de uma nova etapa na história humana. Isso foi em 1848, um ano de levantamentos revolucionários na Europa. Mas, agora, um espectro está rondando não só na Europa, mas no mundo todo. É o espectro da revolução mundial.

Estas linhas foram escritas às 11:30 da noite da sexta-feira (22/11) em Bogotá, sob um toque de recolher que não se via desde 1977. Uma noite silenciosa, poder-se-ia dizer, se considerarmos que podemos ouvir o vizinho tossir do prédio em frente, mas, segundos depois, se ouve o helicóptero que vigia o setor desde a manhã de 21 de novembro, data em que os trabalhadores da Colômbia decidiram parar, desesperados com o “Paquetazo” de medidas anunciado por Iván Duque. Um desespero talvez comparável ao medo que invade ao presidente e ao seu dono: o senador e ex-presidente Álvaro Uribe Vélez.

Um mês se passou desde que começou um movimento insurrecional no Chile. O levantamento das massas colocou nas cordas o governo empresarial de Sebastián Piñera, um dos homens mais ricos do continente. Diante do movimento, ele propôs, sempre tardiamente, concessões mínimas que são apenas uma armadilha para desmobilizar a classe trabalhadora e a juventude. Adicionado a isso, a repressão suscitou episódios gravíssimos de violação aos Direitos Humanos, como torturas e abusos sexuais. Até o dia 18 de novembro, as cifras oficiais contam 23 mortes, mais de 3 mil feridos, entre os quais mais de 200 pessoas tiveram danos oculares, com perda permanente da visão de um dos olhos.

Temos que retroceder na história até os últimos dias de governo de Goni para encontrarmos um antecedente ao massacre de Sacaba em que perderam a vida 9 cocaleiros em enfrentamentos com as forças conjuntas da polícia e das forças armadas. No entanto, as semelhanças com outubro de 2003 terminam com a contagem dos mortos.

A libertação de Lula é uma derrota para a Operação Lava Jato. Portanto, fato positivo para a luta do proletariado. A Esquerda Marxista sempre combateu a Lava Jato e denunciou a condenação e prisão de José Dirceu e Lula num julgamento sem provas, um julgamento político que faz parte dos ataques às liberdades democráticas repetidamente desferidos pelo Poder Judiciário.

No dia 10 de novembro, às 16h50, o presidente boliviano Evo Morales anunciou sua renúncia. Era o culminar de um golpe que vinha se gestando há algum tempo. Um motim da polícia, atiradores de elite disparando contra trabalhadores de minas, um relatório da OEA questionando a validade das eleições e, finalmente, o exército “sugerindo” que ele deveria renunciar foram apenas os atos finais no fim de semana. Nós nos opusemos a esse golpe reacionário desde o início, enquanto ao mesmo tempo apontamos como foram criadas as condições para ele.

A grande manifestação de 1 de novembro marca um ponto alto para o movimento argelino Hirak, que ocorre há 37 semanas sem interrupção. O regime decidiu convocar eleições presidenciais em 12 de dezembro, que as massas corretamente rejeitaram. O slogan de uma greve geral para deter as eleições e forçar a expulsão do regime está ganhando terreno.

A eleição geral boliviana de 20 de outubro produziu uma vitória para Evo Morales do partido governante (MAS), mas com uma maioria muito reduzida, revelando como a política de colaboração de classe de seu governo alienou setores de sua base tradicional de apoio. O fato de Morales evitar um segundo turno por uma margem diminuta foi usado pela direita para reclamar fraude e começar uma campanha de mobilizações nas ruas. Embora haja diferentes elementos envolvidos nos protestos, nos últimos dias a iniciativa passou para o campo da oligarquia capitalista da Bolívia, organizado pelos elementos mais reacionários da oligarquia capitalista da Bolívia, baseada em Santa Cruz. Os camaradas

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Mais de um milhão de pessoas se manifestaram em Santiago do Chile na sexta-feira, 25 de outubro, no que foi chamado de #LaMarchaMásGrandedeChile (a maior marcha do Chile) – e, certamente, foi maior do que o comício de encerramento da campanha do NÃO em 1988, que reuniu um milhão de pessoas. A mobilização na sexta-feira, 25 de outubro, foi repetida nas cidades e municípios de todo o país e ocorreu uma semana após a declaração do estado de emergência, da militarização das ruas e do toque de recolher imposto pelo governo Piñera. Um total de mais de dois milhões de pessoas marcharam contra o regime em todo o país.

Hoje há uma greve geral planejada na Catalunha e uma mobilização maciça, com cinco colunas marchando por toda a Catalunha para convergir em Barcelona. Este dia de ação é organizado sob slogans que rejeitam o julgamento de “Procés” e apelam à liberdade dos presos políticos catalães e ao direito à autodeterminação. A Corrente Marxista Internacional no Estado espanhol, Lucha de Clases, apoia incondicionalmente este dia de luta.

Em 14 de outubro, o governo equatoriano de Lenín Moreno revogou o decreto 883. Depois de dias de lutas e mobilizações que atingiram proporções insurrecionais, Moreno foi forçado a fazer uma importante concessão diante do perigo de ser derrubado por meios revolucionários. A revolta de trabalhadores, camponeses e estudantes alcançou uma primeira vitória, parcial, ao custo de oito mortos, 1.340 feridos e 1.192 detidos.

Nesta segunda-feira (14/10), a Suprema Corte espanhola proferiu sentenças contra doze presos políticos catalães envolvidos no referendo de outubro de 2017, incluindo nove ex-ministros, o presidente do parlamento catalão e dois líderes populares da sociedade civil. O processo continuou por quase dois anos, durante os quais nove deles foram mantidos em prisão preventiva. Como esperado, as sentenças foram duras: entre nove e 13 anos de prisão pelos nove detidos em prisão preventiva e multas e desqualificação do cargo público para os outros três.

O que começou como um protesto contra o pacote do FMI imposto pelo presidente Lenin Moreno se transformou em uma insurreição nacional que coloca a questão de quem governa o país. A enorme mobilização de massas forçou o governo a fugir da capital Quito e a fechar a Assembleia Nacional. Também começou a abrir rachaduras dentro das forças armadas. Para avançar, o movimento deve levantar a questão do poder.

Depois de uma conversa telefônica com o presidente da Turquia, Recep Tayyib Erdogan, no domingo passado, Donald Trump declarou de imediato que haviam chegado a um acordo sobre a retirada das tropas americanas das áreas Curdas do Norte da Síria e que havia dado luz verde a uma incursão Turca. A partir de ontem à tarde, a invasão começou.

O mais recente editorial de Révolution (a publicação francesa da CMI) argumenta que a tentativa de Macron de introduzir um “regime de pensão universal” (na realidade, um enorme ataque às aposentadorias) deve ser enfrentada através da organização de uma greve geral. Uma próxima greve por tempo indeterminado dos trabalhadores dos transportes em 5 de dezembro apresenta um ponto de convergência para todas as forças da classe trabalhadora, que devem ser mobilizadas durante os próximos dois meses para lutar, não somente para derrotar essa contrarreforma previdenciária, como também para dar um fim ao governo reacionário de Macron.

O anúncio pelo governo de Lenín Moreno de um pacote de contrarreformas econômicas no valor de 2,2 bilhões de dólares em 1 de outubro deu lugar a manifestações e greves massivas. O governo, que teme perder o controle da situação, respondeu com repressão brutal e ontem, 3 de outubro, declarou o estado de emergência durante 60 dias.

O movimento de massas para derrubar o presidente haitiano Jovenel Moïse se intensificou nas últimas semanas. Enfrentando severa escassez de combustíveis e alimentos e um governo totalmente inepto e corrupto, as massas tomaram as ruas mais uma vez para forçar o presidente a renunciar e para lutar por uma saída da profunda crise econômica e social. Greves e manifestações em massa fecharam o país durante várias semanas, com o movimento se transformando no último fim de semana em um levantamento nacional contra o governo de Moïse.

Sim! É verdade! Você leu corretamente. O presidente Donald Trump demitiu seu Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, dizendo que seus serviços “não são mais necessários”.

Os mercados de ações embarcaram em uma montanha russa nos últimos meses, enquanto a errática política comercial de Trump leva a economia mundial à beira da recessão. Em um de seus últimos movimentos, Trump mais uma vez adiou parcialmente a introdução de novas tarifas, anunciadas por ele há semanas. Esse adiamento temporário pouco fará para resolver o conflito.

O movimento de massas de Hong Kong ganhou sua principal demanda: a retirada do odiado projeto de lei de extradição, que permitia a extradição para o continente de qualquer pessoa de quem o governo de Pequim suspeitasse de criminalidade ser. Mas nenhuma das outras demandas, como uma investigação independente sobre a brutalidade policial, foi conquistada.

O novo ministro do trabalho, Rolando Castro, um ex-sindicalista, iniciou uma cruzada contra o Sindicato de Trabalhadores do Instituto Salvadorenho de Previdência Social – STISSS. Utilizando-se do aparelho do Estado e com manobras “legais”, organizou um golpe de Estado contra a direção do sindicato. Esta direção, que havia sido eleita através de assembleia geral em 2018, foi destituída e expulsa da organização. Baseando-se numa assembleia inexistente com o apoio de credenciais “legais” do Ministério de Trabalho uma liga de marionetes comandada por Ricardo Monge, um velho burocrata sindicalista, controlam arbitrariamente hoje a direção do sindicato.

Atualmente, há um monte de tagarelices sobre alianças entre partidos e entre classes. A possibilidade de um Brexit sem acordo certamente fez com que as línguas se desatassem, particularmente entre os radicais de classe média como o jornalista Paul Mason.

A Grã-Bretanha está em meio a uma profunda crise, nunca vista nos tempos modernos. Há um reboliço geral. Não é só a visão de um jornal de esquerda, mas a visão oficial da classe dominante britânica.

As queimadas na região amazônica e centro-oeste do Brasil foram sentidas em São Paulo. O céu escureceu às três da tarde e muitas pessoas não sabiam o porquê. Logo chegaram as notícias, explicando que além da frente fria, um dos motivos são as queimadas. E assim, uma comoção geral se levantou nas redes sociais, jornais e internacionalmente. O problema ambiental, que não parecia ser uma fonte de indignação, se torna mais uma gota no copo d'água da insatisfação popular e da crise do governo e, por de baixo da superfície, alimenta a raiva e a indignação contra o governo Bolsonaro, que apenas oferece descaso e sarcasmo sobre a questão.

No último mês a Amazônia esteve no centro das atenções do governo Bolsonaro. Após uma longa queda de braço que culminou com a demissão de Ricardo Galvão da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o candidato a Bonaparte agora troca bravatas com alguns dos países mais ricos da Europa acerca da preservação da região.

Boris Johnson é o novo líder do Partido Tory (Conservador) e o mais recente primeiro ministro britânico. O Partido Trabalhista deve mobilizar os trabalhadores e a juventude para forçar eleições gerais e fazer com que a permanência de Boris no “número 10” (residência da Rua Downing do primeiro ministro e sede das reuniões governamentais) seja curta.

O movimento trabalhista estadunidense teve algumas décadas difíceis. Depois de um pico de 34,8% em 1954, apenas 10,5% dos trabalhadores estadunidenses estão em um sindicato hoje e somente 7,2% dos trabalhadores do setor privado. Com os lucros das empresas, a acumulação de capital, os indicadores de mercado e a desigualdade da riqueza alcançando níveis espantosos, muitas pessoas míopes perderam toda a esperança e se submeteram aos capitalistas. O melhor que podíamos fazer, segundo o seu ponto de vista, era ajoelhar-se e implorar por algumas migalhas da mesa deles. Mas “a hora mais escura é antes do alvorecer”. A classe trabalhadora estadunidense não se sente derrotada – nem de longe – e

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O estrondoso movimento de protestos de Hong Kong está entrando em seu segundo mês. Apesar da crescente pressão de Pequim e do governo de Carrie Lam, o movimento ainda cresce em termos de militância. Está se elevando dos métodos liberais burgueses ao método da luta de classes. De alguma forma, quando Carrie Lam emergiu da obscuridade para responder à greve geral, ela estava correta ao dizer que o movimento de Hong Kong está caminhando por um “caminho sem volta”.

Com gestos de incredulidade e demonstrando pouca compreensão com o que estava acontecendo, o Presidente Mauricio Macri, junto ao seu gabinete, reconheceu não só a derrota na quase totalidade do país, como também de ter realizado uma péssima campanha.

Depois de dez dias de protestos tempestuosos e de uma greve geral que paralisou toda ilha, o odiado governador de Porto Rico, Rosselló, foi forçado a renunciar. Enquanto isso as palavras de ordem nas ruas estavam dizendo: “Não renunciou, o povo o expulsou”. Esta é a primeira e mais significativa vitória do movimento de massas, que agora quer derrubar a própria La Junta.

Ontem (4/7) à noite, um acordo de compartilhamento do poder foi alcançado entre o Conselho Militar de Transição (TMC), a junta militar atualmente no poder, e as Forças para a Liberdade e Mudança (FFC), que inclui os principais líderes do movimento revolucionário que entrou em erupção em dezembro do ano passado.

O movimento das massas de Hong Kong contra a lei de extradição patrocinada por Pequim não está mostrando sinais de arrefecimento depois que 500.000 pessoas se juntaram à marcha de ontem, o aniversário da passagem do poder da Grã-Bretanha a Hong Kong. No entanto, o movimento já se encontra numa encruzilhada porque alcançou o limite do que pode ser alcançado sem liderança e programa.