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A Corrente Marxista Internacional (CMI) rechaça a tentativa em marcha do imperialismo estadunidense de realizar um golpe de Estado na Venezuela. O que estamos presenciando é uma tentativa de destituir o governo venezuelano do presidente Maduro por parte de uma coalizão de países liderados por Trump. Este é o último episódio de uma campanha de 20 anos contra a Revolução Bolivariana, incluindo golpes de Estado militares, infiltrações de paramilitares, sanções, pressão diplomática, distúrbios violentos e tentativas de assassinato.

Em 8-9 de janeiro, cerca de 200 milhões de trabalhadores fizeram uma greve de dois dias por toda a Índia, paralisando o país. A greve foi convocada por 10 sindicatos centrais da Índia contra as políticas antitrabalhistas do governo de Modi. BMS, filiado a RSS-BJP, foi o único sindicato central que foi contra a greve e tentou sabotá-la. Todos os demais apoiaram a greve e fizeram grandes esforços para torná-la bem-sucedida.

Embora o golpe imperialista em curso na Venezuela ainda não tenha sido bem-sucedido, a impressão que se tem é que marcha inexoravelmente à frente em sua implementação, que é principalmente impulsionada mais por forças externas do que de dentro da própria Venezuela. O próximo passo do plano é usar a “ajuda humanitária” como uma provocação na fronteira com a Colômbia.

Os esforços de Washington para remover o governo venezuelano, uma tentativa de golpe imperialista, prosseguem rapidamente. Em 26 de janeiro, os EUA anunciaram sanções contra a PDVSA e confiscaram ativos da empresa de petróleo venezuelana. Este é um golpe sério à economia venezuelana e ao governo. Está claro que a administração Trump acha que tem uma janela de oportunidade e está indo para a matança.

O Referendo de Iniciativa Cidadã (RIC) surgiu como a reivindicação democrática central do movimento dos coletes amarelos. Seu princípio é simples: caso um número suficiente de cidadãos demande, um referendo pode ser organizado sobre toda questão de interesse público – lei, texto constitucional, exoneração de um representante eleito, entre outras.

É um fato reconhecido que o acidente pode desempenhar um papel considerável tanto na história quanto nas vidas dos indivíduos. No transcorrer de minha vida observei muitos acidentes e coincidências extraordinárias. Mas nunca experimentei uma concatenação única e imprevisível de circunstâncias como a que vou relatar aqui.

Sob o transparente disfarce da agitação “aliança pela paz”, a Frente Popular [1] da Grã-Bretanha dá agora seus primeiros passos para entrar na arena política. Os liberais abrem atentamente os seus ouvidos, os dirigentes do Partido Trabalhista se opõem veementemente ao projeto e o Partido Comunista, o iniciador da agitação, está utilizando todos os recursos que possui para trazer a Frente Popular à existência. Torna-se agora urgentemente necessário para os trabalhadores britânicos tirar conclusões dos acontecimentos na Espanha, examinar a experiência da frente popular, como aparece na prática da guerra civil, para enfrentar os problemas do amanhã.

Os EUA decidiram que já é hora de uma “mudança de regime” na Venezuela e estão agindo de forma implacável para conseguir isso. Os imperialistas nomearam um “presidente interino” e reuniram a “comunidade internacional” para reconhecê-lo. Apreenderam os ativos venezuelanos nos EUA e no Reino Unido e impuseram sanções econômicas. Pedem ao presidente Maduro para renunciar e que o exército venezuelano o destitua se se negar a fazê-lo. Esta é uma tentativa de golpe de estado imperialista, a que qualquer socialista e mesmo qualquer democrata consistente tem o dever de se opor.

O movimento dos coletes amarelos é um terremoto social de força excepcional. É um importante ponto de inflexão na luta de classes na França e uma fonte de inspiração para os trabalhadores de todo o mundo. Terá um impacto profundo e duradouro na vida política do país.

Como viemos denunciando, está em marcha na Venezuela um golpe de Estado promovido pelo imperialismo e seus lacaios da Cúpula de Lima e executado por suas marionetes da oposição. No dia 23 de janeiro, o golpe entrou numa fase superior de sua execução, com o autojuramento do deputado Guaido como presidente em exercício da República.

Desde o início da crise de 2008, partidos e movimentos anti-imigrantes avançaram na Europa e nos EUA. Conseguiram até mesmo ganhar certas camadas da classe trabalhadora para o seu programa. Isso levou um setor do movimento dos trabalhadores a se adaptar a essas ideias, exigindo controles de fronteira mais estritos, justificando sua posição com citações de Marx. Tais políticas míopes não têm nada a ver com Marx ou com as tradições da Primeira, da Segunda ou da Terceira Internacional, como demonstraremos.

Uma tentativa de golpe de Estado imperialista está em curso na Venezuela. No dia 10 de janeiro, o presidente Maduro foi empossado para um novo mandato. Ele venceu a eleição de 20 de maio. Na ocasião, uma parte da oposição decidiu participar do processo eleitoral e outra decidiu boicotar as eleições. Em 11 de janeiro, Juan Guaidó, presidente da oposicionista Assembleia Nacional (em desacato à lei desde 2015), recusou-se a reconhecer a posse de Maduro e declarou-se disposto a assumir a presidência “com o apoio das forças armadas, do povo e da comunidade internacional”.

A Casa Branca publicou um documento intitulado “Os Custos de Oportunidade do Socialismo” que reconhece a crescente popularidade do socialismo nos Estados Unidos (particularmente entre os jovens) e tenta proporcionar uma refutação científica em favor do capitalismo. Alan Woods, editor do portal “In Defence of Marxism”, responde às calúnias desse documento e demonstra porque as ideias socialistas estão ganhando terreno nos EUA.

Ultimamente, os meios de comunicação burgueses, sobretudo na Europa, se deleitaram com a “milagrosa” mudança de sorte de Portugal. Há apenas sete anos, a economia portuguesa estava à beira do colapso. O país se dirigia para o tipo de agitação social que causou uma situação pré-revolucionária na Grécia e que levou a um enorme movimento de massas na vizinha Espanha.

Theresa May sobreviveu para viver mais um dia depois de passar por um voto de desconfiança entre os parlamentares de seu partido com uma maioria de 200 a 117 votos. Mas embora a líder do Tory possa ter ganhado essa batalha, certamente perdeu a guerra.

O primeiro-ministro húngaro de direita, Viktor Orbán, sofreu um golpe quando uma onda de protestos se espalhou pelo país. Os protestos foram desencadeados por uma nova legislação, rotulada como a “lei dos escravos”, que foi aprovada em 12 de dezembro. Esse ataque cruel aos trabalhadores húngaros permitirá que os empregadores aumentem a quantidade de horas extras, podendo exigir dos trabalhadores de 250 a 400 horas ao ano, o que equivale a aproximadamente oito horas por semana. Não apenas isso, também pode haver um atraso no pagamento dessas horas extras de até três anos.

Pelo quinto sábado consecutivo, os manifestantes coletes amarelos tomaram as ruas da França em 15 de dezembro no que foi chamado de “Ato V” do movimento. Este ocorreu depois dos anúncios de Macron das “concessões” em 10 de dezembro; e em uma semana que viu uma mobilização de estudantes e um dia nacional de ação, convocado pela CGT. Depois de cinco semanas, que estágio alcançou o movimento e quais são suas perspectivas?

O movimento Colete Amarelo entrou em seu “quarto ato” nesta semana, com outra rodada de protestos radicais com mais de 130.000 pessoas por todo o país. Dessa vez, a resposta do estado foi ainda mais brutal, com 89.000 gendarmes mobilizados por toda a França numa tentativa de impedir que os coletes amarelos se manifestassem – pacificamente ou não – resultando em mais de 2.000 prisões.

A situação social e política na França está mudando a uma velocidade vertiginosa. Em menos de um mês, o desenvolvimento do movimento dos coletes amarelos colocou o país no limiar de uma crise revolucionária. Nos próximos dias, esse limite pode ser ultrapassado. O que definirá?

O discurso de Emmanuel Macron em 27 de novembro pela manhã foi uma longa e interminável provocação. Enquanto os coletes amarelos exigem, no mínimo, medidas imediatas contra o elevado custo de vida, o presidente falou, principalmente, sobre a situação do mundo até 2050. Ele não nos poupou sequer de considerações sobre “método” e “pedagogia”. Mas nem uma única medida concreta foi anunciada. A variação dos impostos de acordo com o preço do petróleo não é uma medida concreta: é uma vaga suposição, não quantificada e sem prazo de validade.

Desde 1 de dezembro, o último dia dos protestos de massas na França, a mídia francesa transmite incansavelmente as cenas de conflito entre os manifestantes “Coletes Amarelos” e a polícia antimotim, que abalaram Paris. Jornalistas e políticos estão realizando uma corrida de revezamento para “condenar toda violência” – com a notável exceção da violência cometida pela polícia antimotim, que resultou até agora pelo menos na morte de um manifestante e feriu muitos manifestantes pacíficos.

Os protestos dos Coletes Amarelos (Gilets Jaunes) na França estão em um momento decisivo. Ante a ascensão do radicalismo, que agora ameaça a própria sobrevivência de seu governo, Macron mudou seu tom desafiante e prometeu ‘suspender’ o aumento do imposto sobre os combustíveis que provocou o movimento. Essa retirada veio depois das batalhas de rua durante a semana entre milhares de manifestantes e a polícia que deixaram mais de 200 feridos somente em Paris e que resultaram em pelo menos uma morte.

A mobilização do movimento de protesto dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) assinala um passo importante no desenvolvimento da luta de classes na França. Sem nenhum partido ou sindicato e nenhuma organização prévia, centenas de milhares de pessoas participaram desse movimento contra o aumento dos impostos sobre o diesel e a gasolina, varrendo para o lado as falsas concessões e ameaças do governo. Eles são apoiados por uma grande maioria da população.

A mobilização do movimento de protesto dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) assinala um passo importante no desenvolvimento da luta de classes na França. Sem nenhum partido ou sindicato e nenhuma organização prévia, centenas de milhares de pessoas participaram desse movimento contra o aumento dos impostos sobre o diesel e a gasolina, varrendo para o lado as falsas concessões e ameaças do governo. Eles são apoiados por uma grande maioria da população.

A Casa Branca publicou um documento intitulado “Os Custos de Oportunidade do Socialismo” que reconhece a crescente popularidade do socialismo nos Estados Unidos (particularmente entre os jovens) e tenta proporcionar uma refutação científica em favor do capitalismo. Alan Woods, editor do portal “In Defence of Marxism”, responde às calúnias desse documento e demonstra porque as ideias socialistas estão ganhando terreno nos EUA.

A Casa Branca publicou um documento intitulado “Os Custos de Oportunidade do Socialismo” que reconhece a crescente popularidade do socialismo nos Estados Unidos (particularmente entre os jovens) e tenta proporcionar uma refutação científica em favor do capitalismo. Alan Woods, editor do portal “In Defence of Marxism”, responde às calúnias desse documento e demonstra porque as ideias socialistas estão ganhando terreno nos EUA.

Bolsonaro ganhou o segundo turno da eleição presidencial brasileira com 55% da votação, derrotando Haddad – o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) – que recebeu 45%. Todas as esperanças de uma recuperação de última hora se desfizeram. Esse resultado é um revés para a classe trabalhadora e para os pobres. Precisamos entender o que significa, o que levou a essa situação e qual estratégia o movimento dos trabalhadores deve seguir diante desse governo reacionário.

Há 26 anos, após a queda da União Soviética, os defensores do capitalismo estavam eufóricos. Falavam da morte do socialismo e do comunismo. O liberalismo triunfou e, assim, a história havia alcançado sua expressão final na forma do capitalismo. Foi nesse momento que Yoshihiro Francis Fukuyama pronunciou sua famosa (ou notória) previsão de que a história havia terminado. O que ele quis dizer com isso foi o seguinte: agora que o socialismo (na forma da União Soviética) fracassou, o único sistema socioeconômico possível era o capitalismo, ou como ele e outros preferiam descrevê-lo: “a economia de livre mercado”.

Bolsonaro venceu a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil com 55 porcento dos votos, derrotando Haddad – o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) – que obteve 45 porcento. Quaisquer esperanças de uma alteração em cima da hora viram-se goradas. Este resultado é um retrocesso para a classe trabalhadora e para os pobres. Precisamos de compreender o que significa, o que levou a esta situação e que estratégia deve seguir o movimento dos trabalhadores, perante este governo reaccionário.

A vitória de Bolsonaro é a demonstração do colapso político do regime da Nova República e do pacto social efetivado com a Constituição de 1988. É também a demonstração do colapso da “Democracia” para enormes setores das massas, aliás, a maioria (eleitores de Bolsonaro, brancos, nulos e abstenção) deixou claro que pouco lhe importa “esta democracia”, e ignorou os apelos de Haddad/PT, e outros, para “defender a democracia”, que só fez até agora piorar suas vidas e ampliar seu sofrimento e a angustia permanentemente.

Terminado o 1º turno das eleições presidenciais Haddad e o PT desvestem a camisa vermelha usada para reanimar petistas melancólicos e põem respeitáveis ternos com camisas brancas, trocam os símbolos da campanha para as cores da bandeira do Brasil, verde, amarelo e azul, retiram Lula das fotografias e escondem o vermelho do PT.

Bolsonaro venceu o primeiro turno e tem a possibilidade de ser o próximo presidente da república. Ele recebeu apoio de cerca de 33% dos 147 milhões de eleitores. Haddad recebeu apoio de cerca de 21% dos eleitores. Do total de eleitores, 27,32% (mais de 40 milhões) decidiu não votar em nenhum candidato. Essa é a expressão do sentimento que perpassa as ruas. A contagem dos ditos “votos válidos” pela Justiça Eleitoral produz a falsa impressão de que o ganhador tem a maioria da população ao seu lado.

A postura dos marxistas não é a de combater Bolsonaro usando a moral burguesa. A nossa moral reflete os interesses do conjunto da classe trabalhadora e nosso combate expressa a forma mais resoluta desse combate. É desse ponto que devemos partir.

As grandes manifestações de 29/9 foram mais uma demonstração da disposição de luta na base. Convocadas inicialmente pelo grupo de Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, os chamados se multiplicaram pela internet.

O chanceler do Partido Trabalhista John McDonnell se posicionou confiantemente em seu discurso à conferência do Partido Trabalhista de 2018. Enquanto os chanceleres-sombra normalmente abordam a conferência para atenuar as expectativas, John declarou que faria o oposto, porque “quanto maior a desordem que herdamos, mais radical temos que ser”.

Um ano depois do 1º de outubro é hora de se fazer um balanço. Depois daqueles combates históricos, dos esforços heroicos do povo catalão na luta por seus direitos e liberdades, onde nos encontramos atualmente?

A economia turca entrou em estado de instabilidade orgânica. Um agudo conflito político com os EUA, que impôs tarifas punitivas sobre as importações de aço e alumínio turcos, causou uma queda no valor da lira turca. Em seu ponto mais baixo, a moeda valeu 40% menos que em janeiro. A subsequente “estabilização” da moeda apenas significou que, na semana passada, os dólares podiam ser trocados por 30% a mais de liras do que antes do início da crise.

Às 17h41, uma poderosa explosão foi ouvida perto da tribuna onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro se dirigia a um desfile na Avenida Bolívar em Caracas para assinalar o 81o aniversário da Guarda Nacional Bolivariana. Maduro resultou ileso, mas sete membros da Guarda Nacional foram feridos.

Em 1º de agosto temos o primeiro aniversário do desaparecimento forçado e morte de Santiago Maldonado, pelas mãos da Gendarmería [1], enquanto se manifestava em apoio às justas reivindicações do povo mapuche [2]. A Gendarmería o reprimiu selvagemente, com balas de borracha e de chumbo. Seu cadáver foi encontrado recentemente em 17 de outubro de 2017, no rio Chubut, em um local vasculhado anteriormente.

No dia 24 de julho iniciou o Congresso Mundial da Corrente Marxista Internacional (CMI) com a presença de aproximadamente 370 militantes de mais de 20 países. A discussão foi aberta com o informe do camarada Alan Woods sobre a conjuntura internacional e as tarefas da CMI, destacando a continuidade da crise orgânica do capitalismo que se desenvolve desde 2008. Em termos gerais, há uma incapacidade da burguesia de resolver esta crise e mesmo de retomar um crescimento econômico consistente.

“Nossas relações nunca foram piores do que são agora. No entanto, isso mudou a cerca de quatro horas atrás. Realmente, acredito nisso”. A opinião do Presidente Donald J. Trump, exposta desde as alturas de Helsinki, seguiu-se logo após sua primeira reunião de cúpula com o Presidente Vladimir V. Putin. Em todo caso, foi ainda mais bizarro do que sua visita à cúpula da OTAN e ao Reino Unido há poucos dias. E produziu impactos ainda maiores.

Protestos massivos irromperam na última sexta-feira (6 de julho) por todo o Haiti em oposição ao plano do governo de cortar os subsídios aos combustíveis. O presidente Jovenel Moïse, de início, parecia disposto a ir em frente apesar dos protestos, mas com as manifestações aumentando em tamanho e alcance, o governo recuou no sábado e anunciou a suspensão temporária do aumento dos preços.

Publicamos aqui um texto bastante citado, “A revolução sexual na Rússia”, do Dr. Grigory Batkis, que foi publicado na Alemanha em 1925 como contribuição aos trabalhos da Liga Mundial pela Reforma Sexual. Uma cópia do original em alemão foi encontrada e traduzida para o inglês por nossos camaradas alemães e austríacos da Corrente Marxista Internacional.

Este artigo foi publicado em espanhol em 10 de maio, antes da eleição de Andrés Manuel López Obrador (AMLO) como Presidente do México. No entanto, pensamos que ainda é relevante mesmo depois das eleições mexicanas, uma vez que revela a preparação do conflito entre AMLO e a classe dominante mexicana.

Os analistas burgueses estão assustados. A última pesquisa do IBOPE (realizada de 21 a 24 de junho) mostrou que o número de brasileiros que pretende votar em branco ou nulo é de 31%. Além disso, 28% recusaram-se a responder ou não sabem. O resultado é que 59% não tem candidato a presidente para as próximas eleições.

A dívida pública da Itália é de assombrosos 2,3 trilhões de euros ou 132% do Produto Interno Bruto (PIB): a terceira maior do mundo depois do Japão e da Grécia. Além disso, os bancos da Itália detêm a maior parcela dos empréstimos vencidos da Europa, totalizando 224 bilhões de euros. Ao contrário da Grécia, que é um jogador relativamente pequeno na Europa, a Itália tem a terceira maior economia da zona do euro, contribuindo com mais de 15% de seu PIB total. A Itália se tornou um enorme risco para a estabilidade financeira de toda a União Europeia.

Ontem, 1 de julho, deu-se uma participação massiva nas eleições onde estavam em jogo 18.299 cargos eletivos, mas que, sem a menor dúvida, o mais importante e fundamental era a eleição presidencial. Com um colégio eleitoral de mais de 89 milhões de eleitores, a participação, dados os primeiros números de participação em nível geral, vai ser uma das mais elevadas na história. Essa votação representa um verdadeiro terremoto político e social. A oligarquia e o imperialismo, que sempre estiveram acostumados a mandar e a ser obedecidos, têm pela frente um governo que os enfrentou, que disse que vai separar o poder econômico do político e que sua prioridade vão ser os pobres.

Na semana passada, perto de 2.000 pessoas chegaram à Espanha por via marítima, a maioria delas viajando em botes totalmente inadequados para a jornada, arriscando suas vidas. O navio Aquarius chamou a atenção da mídia depois que o recém-instalado presidente, Pedro Sánchez, decidiu permitir que seus passageiros desembarcassem depois que a Itália se recusou a deixá-los encostar. O navio estava carregando 629 pessoas, 123 delas com menos de 18 anos de idade, que viajavam por conta própria.

O segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, realizado em 17 de junho, deu a vitória ao candidato reacionário de direita Ivan Duque (apoiado por trás do cenário pelo ex-presidente Alvaro Uribe), que recebeu 54% da votação (10 milhões de votos). No entanto, esta foi a primeira vez na história que um candidato atacado pela classe dominante como “comunista” perigoso, Gustavo Petro, foi ao segundo turno, recebendo respeitáveis 42% (8 milhões de votos).