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O marxismo, ou socialismo científico, é o nome que se dá ao conjunto de ideias concebidas pela primeira vez por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). Em sua totalidade, estas ideias proporcionam uma base teórica completamente elaborada para a luta da classe trabalhadora para alcançar uma forma superior de sociedade humana – o socialismo.

Enquanto os anos 1960 se tornavam os anos 1970, Hobsbawm deixou de defender a economia nacionalizada planificada e passou a fazer parte da tendência eurocomunista dentro do Partido Comunista. Ali, proporcionou as justificações teóricas não somente para a dissolução do Partido Comunista, como também para uma virada à direita do Partido Trabalhista na Grã-Bretanha, algo que lhe valeu o apelido de “marxista favorito de Kinnock”.

É difícil acreditar que já se passaram quase quatro anos desde a eleição de Barack Obama. As ruas estavam cheias de carros buzinando, bandeiras e gritos de emoção. Lágrimas de alegria desenfreada e alívio corriam nas faces de muitos. Depois de oito longos anos de Bush, a mudança finalmente chegara?! Ou não? À medida que os meses – e a crise – avançavam, se tornou cada vez mais claro que no essencial, a presidência de Obama era uma espécie de Bush 2.0, mais do que um novo amanhecer de paz e prosperidade.

Na madrugada de 26 de outubro de 2012 foi incendiado um dos espaços estudantis mais importantes e históricos do país: a sede do Comitê de Luta Estudantil do Politécnico – Comitê Estudantil em Defesa da Educação Pública (CLEP-CEDEP). Este espaço foi ganho depois da greve estudantil de 1968 e se manteve ativo por quase 44 anos para a organização dos estudantes filhos dos trabalhadores e para a organização do povo trabalhador em seu conjunto. Aqui se abriga uma parte importante da memória dos estudantes mexicanos, contando com arquivos datados desde 1968 até as recentes lutas, muitos destes arquivos tristemente se perderam para sempre.

Lev Davidovich Bronstein Trotsky foi, junto com Lênin, um dos dois grandes marxistas do século XX. Dedicou sua vida à causa da classe trabalhadora e do socialismo internacional. E que vida! Desde sua mais precoce juventude – quando trabalhava à noite elaborando volantes ilegais para as greves, o que lhe acarretaria seu primeiro encarceramento e desterro à Sibéria – até agosto de 1940, quando foi assassinado por um agente de Stalin, trabalhou duro e sem cessar pela causa do movimento revolucionário.

A notícia da morte de Eric Hobsbawm em 1º de outubro foi marcada por uma explosão sem precedentes de lisonjas e adulação na mídia burguesa.

A corrupta e sanguinária monarquia marroquina foi abalada pela primavera árabe e tenta maquiar o regime com reformas cosméticas. Greves e manifestações se desenvolvem. A seção marroquina da CMI participa ativamente das lutas construindo a perspectiva da revolução socialista do Marrocos e do Magreb. Agora são os mineiros que lutam e são duramente reprimidos. É preciso solidariedade internacional imediata.  

m 19 de setembro a Espanha acordou com a notícia da morte de Santiago Carrillo, Secretário-Geral do Partido Comunista Espanhol (PCE) durante os cruciais anos 1960-82. Ele faleceu com a idade de 97 anos em sua residência em Madri. Usualmente, a morte de um líder do movimento dos trabalhadores apenas ensejaria uma cobertura de imprensa limitada e talvez uma ou outra declaração oficial dos sindicatos dos trabalhadores, dos ramos locais dos partidos socialista e comunista etc. Mas esta morte foi completamente diferente.

A campanha da Esquerda Marxista, do começo ao fim, foi uma campanha de construção de uma corrente que tem como princípio a independência de classes, a luta pela construção de uma organização revolucionária de massas, que combate no PT e na luta de classes para a construção do socialismo, pela ruptura da direção do partido e do governo Dilma com seus aliados da burguesia.

Maravilhoso! Não tem outra palavra para descrever a situação de 3 de outubro. Os trabalhadores em toda a Indonésia entraram em greve e tomaram as ruas. Esta primeira greve em meio século verdadeiramente eleva as expectativas e esperanças de uma virada no movimento dos trabalhadores da Indonésia.

O sofrimento do povo do Paquistão é largamente desconhecido no Ocidente. Uma cortina de silêncio foi cuidadosamente montada em relação ao número de pessoas mortas a cada dia por drones [aviões não tripulados] americanos e assassinos talibãs. Mas, recentemente, um pequeno canto da cortina foi levantado em consequência de um acontecimento particularmente assustador. Ontem, Malala Yousafzai foi brutalmente baleada por bandidos quando voltava da escola e ia para sua casa. Assassinos mascarados detiveram um ônibus cheio de crianças aterrorizadas, identificaram-na e a balearam a curta distância na cabeça e no pescoço.

O presidente venezuelano Hugo Chávez venceu, mais uma vez, as eleições presidenciais em sete de outubro, domingo, com uma confortável margem de 54,84% contra os 44,55% de seu adversário Henrique Capriles. Esta é outra vitória para a Revolução Bolivariana que deve ser aproveitada com o objetivo de levar a revolução até o seu final.

“Em 1989 (no Caracazo) nas ruas de Caracas começou a revolução mundial que hoje está nas ruas da Grécia, Espanha, Portugal e no resto do mundo".  Hugo Chávez

A eleição presidencial de 7 de outubro representa um momento decisivo na história da Venezuela. O resultado dessas eleições terá um grande impacto em todo o continente americano e internacionalmente. Desnecessário dizer que a Campanha Tirem as Mãos da Venezuela está apoiando ativamente o candidato bolivariano Hugo Chávez e lutando contra qualquer tentativa da oligarquia e do imperialismo de sabotar as eleições. A CMI defende firmemente a reeleição de Hugo Chávez. Por que tomamos essa posição?

Um brutal e barato filme anti-islâmico intitulado “A inocência dos Muçulmanos”, produzido e promovido por reacionários fundamentalistas cristãos nos Estados Unidos e publicado na internet em julho, levou a manifestações em muitos países ao redor do mundo, incluindo ataques a embaixadas dos EUA. No caso da Líbia levou à morte de quatro diplomatas americanos no consulado dos EUA em Benghazi. Nós analisamos por que isso está acontecendo.

A marcha dos cooperativistas mineiros, convocada pela Federação Nacional de Cooperativas Mineiras, terminou com a brutal agressão dos filiados da Cooperativa 26 de Fevereiro à sede nacional da Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia. Em consequência, quatro mineiros assalariados ficarm feridos pela chuva de bananas de dinamite lançadas de forma indiscriminada e criminosa pelos cooperativistas. Um dos mineiros feridos, o companheiro Héctor Choque, de 22 anos de idade, faleceu. Outro, o companheiro Wilson Miranda, de 19 anos, encontra-se em condições muito delicadas, debatendo-se entre a vida e a morte.

A marcha dos cooperativistas mineiros, convocada pela Federação Nacional de Cooperativas Mineiras, terminou com a brutal agressão dos filiados da Cooperativa 26 de Fevereiro à sede nacional da Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia. Em consequência, quatro mineiros assalariados ficarm feridos pela chuva de bananas de dinamite lançadas de forma indiscriminada e criminosa pelos cooperativistas. Um dos mineiros feridos, o companheiro Héctor Choque, de 22 anos de idade, faleceu. Outro, o companheiro Wilson Miranda, de 19 anos, encontra-se em condições muito delicadas, debatendo-se entre a vida e a morte.

A nacionalização de Colquiri está em risco. Como mostra o plano gráfico de La Razón, a promulgação do DS 1337, de 29 de agosto, acordado com o setor cooperativo de forma unilateral, concede à minoria de mineiros filiados à Cooperativa 26 de Fevereiro a maior parte da jazida de Colquiri. A mediação com os interesses dos cooperativistas põe em risco a sustentabilidade econômica da jazida estatal e contradiz uma decisão assumida e apoiada pelo povo de Colquiri e pela classe trabalhadora em seu conjunto. Em Colquiri, a defesa das políticas públicas de manejo dos recursos está em jogo, por isto a COB deve convocar uma mobilização nacional.

Já se passou mais de um mês desde que os mineiros da mina de platina de Lonmin, em Marikana, África do Sul, se declararam em greve indefinida. Foram atacados e vilipendiados, vendo como 34 deles foram assassinados pela polícia em 16 de agosto, a maioria a sangue frio, e 270 foram detidos, acusados e torturados frequentemente durante sua detenção. Os dirigentes do Sindicato Nacional de Mineiros (NUM), a patronal e o Estado firmaram um “acordo de paz” às costas dos mineiros, a quem a empresa vem dando repetidos ultimatos para que encerrassem a greve e voltassem ao trabalho. No entanto, a greve ainda continua e os mineiros mantêm sua exigência de aumento salarial a 12.500 rands (1 dólar

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O Congresso Mundial de 2012 da CMI, que foi realizado em Marina di Massa, um balneário na Toscana, Itália, marcou um importante avanço para o marxismo em todo o mundo. Durou uma semana – de 24 a 29 de julho – com a participação de mais de 250 camaradas de todo o mundo. Havia delegados e visitantes de toda a Europa, da Ásia, da Oceania e das Américas, além de um número recorde de camaradas paquistaneses.

Na segunda-feira, 3 de setembro, começou a primeira jornada da MARCHA OPERÁRIA do SAT(Sindicato Andaluz dos Trabalhadores) na província de Málaga. Quinta província, quinta “marcha de protesto” em terras andaluzas. As anteriores foram, respectivamente, nas províncias de Jaén, Córdoba, Cádiz e Granada.

O que é hoje o PCCh e seus bilionários dirintes, a luta de camarilhas e frações saqueando as conquistas da revolução de 1949, o aprofundamento das privatizações e o debate sobre qual saída para colocar fim à ditadura, na corrupção e reconquistar o que foi perdido, é disso que este texto trata.

A validade histórica e constitucional de um referendo de independência da Escócia volta a estar na agenda política britânica. Essa é uma ótima oportunidade para analisar este assunto tão importante.

As eleições municipais no Brasil estão marcadas pela chegada da crise econômica mundial com mais força ao país; pelo perpetuamento da submissão do Governo Lula/Dilma ao imperialismo e à burguesia nacional (centralmente através do pagamento da dívida pública, interna e externa); e pela política de conciliação de classes (através do aprofundamento das alianças do partido da classe trabalhadora brasileira com os partidos da burguesia). Um último aspecto – e não menos importante – é o das eleições presidenciais da Venezuela acontecerem não só no mesmo período, mas no mesmo dia das eleições municipais no Brasil.

A luta se espalha nas duas maiores cidades sírias, Damasco e Aleppo e o movimento de massas deu lugar à luta de guerrilha nas ruas. Para onde vai a Síria e qual será o resultado da revolução, ou pelo menos, o que sobra dela?

O dia 20 de Agosto marcou o aniversário do assassinato de Leon Trotsky. Há 72 anos, ele foi covardemente foi golpeado na cabeça por uma picareta que levava nas mãos o assassino estalinista. Trotsky logo entrou em coma e morreu no dia seguinte, 21 de Agosto de 1940.

A turbulência nos mercados é um reflexo preciso do estado mental da burguesia, que se caracteriza por extremo nervosismo. Isto, por sua vez, é um reflexo do fato de que a atual crise é sem paralelo em seu alcance. A burguesia se encontra à deriva em águas desconhecidas, sem nenhum mapa ou bússola.

Nas ruas do México irromperam protestos em massa contra a fraude eleitoral. A versão oficial dos resultados da eleição presidencial deu a Enrique Peña Nieto, o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), 38,21% dos votos, 31,59% para o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD); e 25,41% para Josefina Vázques Mota, do conservador Partido Ação Nacional (PAN). O pequeno partido Nueva Alianza obteve 2,29%.

Uma grande multidão de milhares e milhares (o secretário do sindicato CCOO de Madri diz que chega a meio milhão de pessoas) mostrou sua solidariedade com os punhos erguidos, slogans e canções revolucionárias, acompanhando os mineiros por todo o caminho, desde a Cidade Universitária até a Praça Puerta del Sol, o mesmo local onde os indignados se reuniram por várias vezes nas lutas do ano passado.

Por todos os ângulos que analisemos, a greve geral foi um fracasso. Antecipamos isso em nossa declaração anterior. A mobilização da Praça de Maio refletiu o apoio limitado que a greve da CGT encontrou na classe operária. A realidade é que a greve encontrou mais simpatias entre a pequena burguesia reacionária e na oposição de direita do que na classe operária. A conclusão é clara: deve-se levar a sério a classe operária, sua mobilização não é uma torneira que alguém possa abrir e fechar à vontade.

As eleições realizadas em maio provocaram a derrota do PASOK e do KKK (partido Comunista), fazendo com que, fossem convocadas novas eleições. Entre a primeira e a segunda eleição o Syriza se fortaleceu enormemente, mas não ganhou as eleições. Leia abaixo qual a postura e o combate apresentado pelos marxistas.

Publicamos em seguidas as propostas dos marxistas gregos para o combate no Syriza. Estas propostas foram redigidas antes das eleições gregas e deixam claro que para sair da crise, a premissa fundamental está em que o controle sobre a economia deve ser retirado das mãos dos grandes monopólios e colocado sobre o controle e administração dos trabalhadores.

A crise grega se aproxima a um salto qualitativo. Antes das eleições de 17 de junho, se difundiram muitas palavras tranquilizadoras, mas todos sabem que estão sendo preparados os planos para a saída do euro numa tentativa de minimizar as consequências e lançar a culpa sobre a “irresponsabilidade” dos gregos.

Após a tentativa fracassada de golpe na Venezuela em 2002 e as ações de bandos fascistas pra desestabilizar o governo de Evo Morales em 2008, após o golpe realizado em Honduras em 2009 e a tentativa fracassada no Equador em 2010. Agora, novamente, um governo eleito pela vontade popular é deposto na América Latina atendendo aos desejos golpistas da burguesia nacional e internacional.

Esta é a primeira vez desde os 24,2% dos votos obtidos por EDA, em 1958 [EDA era, então, uma frente política eleitoral do Partido Comunista, KKE], que um partido do movimento comunista obteve uma percentagem de votos tão alta nas eleições, rompendo uma barreira histórica que revela que as ideias do verdadeiro socialismo têm o potencial de se converterem em majoritárias na sociedade.

Na eleição, Ahmad Shafiq, um dos velhos ministros de Mubarak, enfrentará Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana. Os marxistas não podem oferecer apoio a nenhum destes candidatos, uma vez que ambos representam as forças da contrarrevolução. No entanto, os Socialistas Revolucionários no Egito decidiram fazer exatamente isto, e isto é um erro muito grave.

Os resultados das eleições parlamentares de ontem representam uma “frágil” vitória política para a classe dominante grega. Enquanto isso, vemos um movimento em massa das massas trabalhadoras em direção à Syriza nas maiores cidades, entre a classe trabalhadora, os mais jovens e mais ativos. No seio destas camadas houve uma verdadeira avalanche de apoio à Syriza.

Apresentamos no texto que segue a ultima parte da análise sobre a situação na Grécia após as eleições. A possibilidade de vitória do SYRIZA nas novas eleições abre imensas possibilidades para as massas trabalhadoras elegerem um governo de esquerda.

Aí vamos nós de novo. Mais quatro anos se passaram desde o último ciclo de eleições presidenciais, e mais uma vez, o trabalho organizado encontra-se sem nenhuma opção real.

Artigo de Alan Woods que analisa o desenvolvimento da crise na Europa, os resultados das eleições na Grécia e na França e as tarefas colocadas aos trabalhadores gregos diante da atual situação.

Disponibilizamos aos nossos leitores a primeira parte do relato do 29º Congresso da Esquerda Marxista. Ainda esta semana divulgaremos a íntegra do relato e em breve divulgaremos as resoluções ali aprovadas. Mãos à obra, na luta por nossa construção!