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No final da tarde do dia 19, depois de serem realizadas manifestações gigantescas em várias capitais do país e em tantas outras cidades, o prefeito de São Paulo anunciou junto com o Governador do Estado, Geraldo Alckmin que as tarifas de metrô e ônibus voltam a ser R$ 3,00. Em Minas o governo estuda de também reduzir a tarifa, no Rio também foi reduzida e em Recife, mesmo antes das manifestações tomarem as ruas, a tarifa já havia sido reduzida. Prefeitos do interior começam a anunciar a redução, após São Paulo e Rio. É uma vitória que repercute no país inteiro.

A declaração de Obama de que os EUA irão intensificar o seu apoio aos rebeldes na Síria representa uma mudança na situação. O anúncio da Casa Branca significa que os EUA vão abastecer ajuda militar direta à oposição síria pela primeira vez. O porta-voz Ben Rhodes não forneceu detalhes sobre a ajuda militar, além de dizer que seria “diferente em alcance e escala ao que já proporcionamos”.

Em São Paulo, aproximadamente 15 mil jovens e trabalhadores manifestaram-se contra o reajuste do preço das passagens. Em Florianópolis, os motoristas e cobradores entraram em greve. Em Recife, os metroviários ameaçam greve. Para o dia 20 de junho, estão convocadas manifestações nos pais inteiro contra o reajuste dos preços de passagens. Em Mato Grosso do Sul, em uma ocupação de terras, um índio terena foi assassinado pelas tropas federais. Em São Paulo um promotor pede que a PM atire nos manifestantes. A temperatura está subindo na luta de classes e só não vê os que vão passear em Paris e esquecem o sofrimento do povo.

O magnífico movimento dos trabalhadores e da juventude da Turquia é uma inspiração para o mundo inteiro. O que começou como um protesto pacífico contra o corte de árvores em um parque para facilitar a construção de um centro comercial se converteu em uma vaga de protestos massivos contra o cruel e sanguinário regime de Erdogan, que adquiriu dimensões insurrecionais.

“O problema de se poder atribuir ao pensamento humano uma verdade objetiva não é um problema teórico, e sim um problema prático. É na prática onde o homem tem que demonstrar a verdade, isto é, a realidade e o poder, a concretude de seu pensamento. A disputa em torno à realidade ou irrealidade do pensamento – isolado da prática – é um problema puramente escolástico” (Marx, Segunda Tese sobre Feuerbach).

A recontagem dos votos nos quatro centros de votação do Waziristão do Sul foi descaradamente manipulada. Foi roubada a vitória do candidato marxista ao Parlamento, Alí Wazir. Mas, enquanto o Parlamento é o objetivo final dos carreiristas políticos corruptos, para os marxistas a campanha foi somente um passo na luta contra o apodrecido sistema capitalista.

Alan Woods estava na França em maio de 68 buscando contatar trabalhadores e jovens. Neste relato-análise, publicado pela primeira vez em maio de 2008, ele fala do que viu nesta que foi a maior greve geral da história e que colocou o poder praticamente nas mãos da classe trabalhadora.

Avgi" (A Alvorada) é o jornal oficial do partido da esquerda grega, SYRIZA. Sua edição de domingo tem uma grande circulação (a quinta maior da Grécia). Em 28 de abril de 2013, este jornal publicou uma entrevista de página inteira com o editor do Marxist.com, Alan Woods. Segue uma tradução completa da entrevista.

Um novo boletim para uma nova situação política, onde a crise mundial se aprofunda e chega ao Brasil. 1º de Maio! Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. A Esquerda Marxista lança o número 1 do Boletim Foice e Martelo. Fazemos isso nesta data não só para prestar uma homenagem aos operários assassinados em 1886 em Chicago, mas fundamentalmente para propiciar aos trabalhadores e jovens um instrumento de apoio à construção de organização revolucionária marxista.

Depois do grande colapso financeiro de 2008, encontramo-nos em um período turbulento. Desemprego em massa e ataques selvagens sobre os níveis de vida estão na ordem do dia; os levantamentos revolucionários no Oriente Médio, na Europa e na América, são a resposta. Muitas pessoas começaram a fazer perguntas fundamentais sobre a forma como a sociedade está organizada; particularmente, o papel dos bancos e das instituições financeiras – o “capital financeiro” – foram colocados sob o microscópio.

Encontrei Ted Grant pela primeira vez em uma escola da Juventude Socialista, em julho de 1966. Ele estava dando uma palestra sobre a Revolução Russa e causou-me grande impacto. Em consequência, juntei-me à Tendência Militante e ajudei a construir o que viria a se tornar uma grande força à esquerda.

Depois de aproximadamente um quarto de século de ditadura fascista, a revolução em Portugal abriu uma nova etapa da revolução europeia e mundial. Tendo sido iniciada como um pronunciamento ou golpe militar, demonstrou que existem reservas inesgotáveis de força e resistência nas fileiras da classe trabalhadora, devido ao seu papel na sociedade.

Na segunda parte deste artigo, vamos examinar as contradições do capitalismo egípcio que o tornam incapaz de resolver as tarefas mais básicas com as quais ele se enfrenta. Só uma revolução socialista pode resolver as tarefas da revolução. Mas como podemos conectar a luta pelo socialismo com o dia-a-dia das lutas das massas?

Mais de dois anos se passaram desde os primeiros passos da revolução egípcia. No início, o movimento estava em estado de euforia indo de vitória em vitória, varrendo todos os obstáculos em seu caminho. O clima era intenso e até mesmo festivo. Milhões de pessoas, oprimidas durante décadas, reuniram-se na Praça Tahrir imbuídas do sentido de seu próprio poder. Elas sentiram que todos os problemas poderiam ser superados com a mesma facilidade com a qual elas derrubaram Mubarak. Elas sentiram que nenhuma força podia detê-las, e elas tinham razão para se sentir assim. Mas a experiência está ensinando a elas que as coisas não são assim tão fáceis.

Hugo Chávez já não está mais conosco. Sempre um lutador, Chávez passou seus últimos meses numa luta de vida ou morte contra um inimigo cruel e implacável: o câncer. Brigou valentemente até o último momento, mas no final suas forças falharam. Na terça-feira, cinco de março, às 16 horas e 25 minutos, a causa da liberdade, do socialismo e da humanidade perdeu um grande homem e o autor destas linhas perdeu um grande amigo.

Quatro ativistas bolivarianos mortos, dezenas de centros de saúde, sedes do PSUV, escolas infantis, fontes de abastecimento populares, etc. atacados por bandos fascistas da oposição "democrática". Os EUA, a OEA e a Espanha aderem ao coro exigindo uma recontagem dos votos. O que há na Venezuela é uma tentativa de golpe de Estado contra a vontade que foi democraticamente expressa pelo povo.

O candidato bolivariano Nicolas Maduro ganhou a eleição presidencial venezuelana de 14 de abril por uma estreita margem. Com 99,12% dos votos contados, houve 78,71% de comparecimento às urnas, com Maduro recebendo 7.505.378 votos (50,56%) e Capriles 7.270.403 votos (49,07%). Capriles declarou que não reconhece o resultado e exigiu uma auditoria de 100% dos votos.

O PSUV está chamando a realização de manifestações populares em apoio ao resultado eleitoral enquanto a direita não reconhece o resultado. Uma disputa democrática? Vejamos como encara a situação o comando da oposição.

A TV está cheia de desabafos bajuladores de comentaristas de direita e políticos sobre a súbita morte de Margaret Thatcher. O establishment se reuniu para elogiá-la. A rainha enviou uma mensagem pessoal de condolências à família de Thatcher. Os noticiários estão cheios de homenagens, retratando Thatcher como uma espécie de defensora da liberdade. É claro, nada poderia estar mais longe da verdade. Ela era uma campeã - campeã do capitalismo, da classe dominante e de tudo que ele representa.

Nas últimas semanas, centenas de pessoas inocentes foram detidas pela polícia de Montreal, mesmo não tendo cometido nenhum crime. É muito claro que esta é apenas a mais recente tentativa do Estado de amedrontar os trabalhadores e jovens que demonstram oposição à agenda da classe dominante. Mas, ao fazer isso, eles estão jogando um jogo muito perigoso, correndo de risco de destruir o véu que é a democracia burguesa.

Um filme que tenta mostrar Thatcher com heroína feminista e encobrir seus crimes cometidos contra as trabalhadoras e trabalhadores ingleses está sendo lançado na Inglaterra. Rob Seel resgata a real política de Thatcher desnudando seu caráter reacionário

Quantas vezes ouvimos professores universitários, economistas, políticos e jornalistas declarando que Marx estava errado e que, embora tenha tido algumas percepções de como funciona o capitalismo, fracassou em ver o dinamismo do sistema capitalista e sua capacidade de se recuperar das crises e ir em frente? No entanto, alguns anos depois, enquanto o sistema mergulha na mais séria crise da história, de vez em quando se ouve comentaristas declarando que Marx estava certo. O mais recente é um artigo publicado por Time magazine ontem, intitulado A Vingança de Marx: Como a Luta de Classes se alastra pelo Mundo.

O texto que segue abaixo é um apelo escrito por três marxistas do partido grego de esquerda Syriza em preparação ao congresso do final deste ano (...). Nós, membros do Syriza que lançamos este apelo, expressamos nossa oposição às claras tentativas dos camaradas da direção do Syriza de conduzir o partido na direção das falidas posições ideológicas e políticas da socialdemocracia, que defende uma gestão “progressista” e “democrática” do sistema capitalista.

O texto que segue abaixo é um apelo escrito por três marxistas do partido grego de esquerda Syriza em preparação ao congresso do final deste ano (...). Nós, membros do Syriza que lançamos este apelo, expressamos nossa oposição às claras tentativas dos camaradas da direção do Syriza de conduzir o partido na direção das falidas posições ideológicas e políticas da socialdemocracia, que defende uma gestão “progressista” e “democrática” do sistema capitalista.

A luta de classes continua na Grécia. Uma greve geral do transporte público em Atenas foi abortada depois de cinco dias de duração, quando o governo obrigou aos trabalhadores retomar seus postos de trabalho, utilizando uma legislação reacionária produto deste período de reação aberta. Uma semana mais tarde, acontecia o mesmo ao setor pesqueiro. O governo de Samaras está recuperando o pulso e passando à ofensiva. Somente neste ano serão destruídos 25 mil postos de trabalho no setor público como resultado dos acordos com a Troika. Contudo, não houve nenhuma resposta séria por parte dos dirigentes sindicais gregos.

Já se passou mais de uma semana desde a morte de Hugo Chávez e até há pouco havia filas quilométricas de gente que vinha de todo o país para se despedir pela última vez do presidente. Foram convocadas novas eleições para 14 de abril e o ambiente é de crescente raiva da popiulação diante das provocações da oligarquia. (Vejam ao lado da foto da Planária Nacional do PSUV realizada em Caracas).

Hugo Chávez deixou de existir. A luta pela liberdade, pelo socialismo, pela humanidade perdeu um valente lutador. Morreu na terça-feira, 05 de março, às 4,25 horas, hora local. A notícia foi dada pelo vice-presidente Nicolás Maduro. O presidente Chávez tinha apenas 58 anos e havia governado o país durante 14. Sua luta contra o câncer se prolongou por dois anos, mas apesar disso a notícia de sua morte causou um forte impacto.

Em um período de crise e declínio do capitalismo, a religião é a única ‘certeza’ na qual muitas pessoas se agarram. Mas se o próprio Papa já não está convencido que ele pode manter-se em seu posto até sua morte, esta ilusão de solidez começa a quebrar-se. Na consciência de mais de um bilhão de católicos, o efeito do surpreendente anúncio da sua aposentadoria pelo Papa Bento XVI será como um terremoto espiritual, e, sem dúvida, também terá consequências políticas.

A guerra entre Apple e Samsung  se desenrola desde antes 24 de Agosto de 2012. Nesta data a Samsung, gigante sul-coreana de tecnologia, foi condenada por um tribunal em San José, na Califórnia, a pagar mais de um bilhão de dólares para a Apple, outro nome forte do setor, em indenizações por violação de patentes.  Foi o começo de uma disputa comercial, que dura até hoje, pela patente de smartphones. Isso só vem a confirmar a decadência do sistema capitalista em que vivemos.

Bento XVI é o primeiro papa a renunciar depois de 600 anos. É o quinto papa na longa história da Igreja Católica que toma esta resolução. Trata-se, portanto, de um fenômeno importante na história, sobre o qual dedicamos estas poucas linhas.

Em 31 de janeiro, o jornal espanhol El País publicou vários documentos que mostram os principais líderes do Partido Popular recebendo pagamentos regulares em dinheiro do partido. O dinheiro vinha de doações ilegais oriundas de empresas do mais alto nível, particularmente dos setores de construção e segurança privada.

Na manhã de seis de fevereiro, o importante dirigente de esquerda, Chokri Belaid, foi assassinado em frente a sua casa em Túnis. Milhares de pessoas saíram às ruas, atacando escritórios do partido governante Ennahda, que é considerado responsável pelo assassinato, convocou-se uma greve geral para oito de fevereiro. Este pode ser o incidente que desencadeie uma segunda revolução, mais que necessária, dois anos depois da derrubada do odiado regime de Ben Alí. (Na foto manifestantes acompanham enterro de Belaid)

É característico do pensamento político mecânico e idealista imaginar que o partido dominante na sociedade está livre para fazer o que quiser ao governar uma sociedade. Se aceitarmos isto, então todas as tendências que a história exibe de degeneração de regimes em despotismo, corrupção e ineficiência têm de ser explicadas subjetivamente. Isto é claramente anticientífico, e o regime de Chiang Kai-shek não foi nenhuma exceção à regra.

No momento, a classe capitalista chinesa, em sua totalidade, está feliz em cooperar com o status quo. Eles não enxergam nenhuma alternativa e estão com medo de levantar a tampa da panela de pressão da ira da classe trabalhadora, o que os faz buscar a estabilidade a todo custo.

Sábado, dia 2 de fevereiro, marcou o septuagésimo aniversário do final da Batalha de Stalingrado, com a rendição das tropas alemãs. Um ponto de viragem na Segunda Guerra Mundial, onde cerca de 800 mil alemães e tropas do Eixo foram ou mortos ou capturados, incluindo todo o Sexto Exército Alemão e seu comandante -em-chefe – um golpe demolidor em Hitler. A Batalha de Stalingrado marca o momento em que o poder da Wermacht foi finalmente detido após uma sangrenta troca de golpes pelo controle da cidade de Stalingrado (agora, chamada de Volgograd) no sudoeste da União Soviética. Comparativamente, a vitória britânica na Batalha de El Alamein foi um episódio insignificante.

François Hollande (Presidente da França – nota do tradutor) saudou a aprovação "unânime" à esta guerra na Assembleia Nacional e no Senado. A UMP (União por um Movimento Popular – nota do tradutor) (direita) e a Frente Nacional (extrema direita) também a aprovam. O Partido Socialista o aprova igualmente. Porém Hollande também contou com o apoio da direção do nosso

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Em 31 de janeiro, o jornal espanhol El País publicou vários documentos que mostram os principais líderes do Partido Popular recebendo pagamentos regulares em dinheiro do partido. O dinheiro vinha de doações ilegais oriundas de empresas do mais alto nível, particularmente dos setores de construção e segurança privada.

Uma outra variação da demanda por um "imposto sobre os ricos" é a proposta de um imposto sobre operações financeiras, também conhecido como "Imposto sobre Transações Financeiras" (ITF), ou "Imposto Tobin" (referência ao premiado com o Nobel de Economia, James Tobin, que foi o primeiro que propôs a ideia em 1972), ou "Imposto Robin Hood" (ou seja, tirar dos ricos para dar aos pobres).

Uma recente série de documentários da BBC intitulada “Donos do Dinheiro” examinou as ideias de três gigantes da história da economia: Keynes, Hayek e Marx. Neste artigo, vamos comparar e confrontar suas ideias no contexto da presente crise do capitalismo, para vermos se algum deles e seus escritos têm realmente respostas para resolver os problemas que a sociedade enfrenta atualmente.

A atual crise econômica foi descrita de diversos modos pelos comentaristas. Todos os tipos de "soluções" foram propostas, tanto por políticos e economistas burgueses, quanto pelas lideranças reformistas da classe trabalhadora. O que esses comentaristas e representantes não podem aceitar é que esta crise não será resolvida com a reforma disto ou daquilo. A sociedade está vivendo uma crise do capitalismo e a escolha que a humanidade enfrenta é simples: socialismo ou barbárie.

Quarta-feira passada, Caracas foi cenário de mais uma mobilização das massas em defesa da revolução. Dia 23 de Janeiro é uma data de luta no país. Foi nesse dia que o infame ditador Marcos Pérez Jimenez caiu em 1958, derrubado pelas manifestações realizadas pela população mais pobre.

A crise se avoluma e se aprofunda na Europa, a economia britânica está colapsando. Rob Sewell analisando a situação da crise britânica vaticina que "o capitalismo zumbi é resultado de sua existência prolongada. O sistema atingiu seu limite, e as contradições só se acrescentam às contradições. Só pode oferecer pesadelos à classe trabalhadora. A única saída é extingui-lo". 

Ao contrário do que afirma François Hollande e seu Governo, a intervenção do exército francês no Mali não tem nada a ver com os chamados "valores franceses", "direitos humanos" ou outras preocupações "humanitárias". Esta é uma intervenção imperialista para proteger os interesses das multinacionais francesas na região. 

Este artigo de Alan Woods trata da barbárie e do desenvolvimento da sociedade humana. Nos escritos pós-modernos, a história aparece essencialmente como uma série inexplicável de acidentes aleatórios e sem sentido. Ela não seria governada por nenhuma lei que possamos compreender. Uma variação deste tema é a ideia, agora muito popular em alguns círculos acadêmicos, de que não há um conjunto de formas de desenvolvimento social e cultural, mais altos ou mais baixos. Esta negação do progresso na história é característica da psicologia da burguesia na fase de decadência do capitalismo.