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Quando se examina a história, esta não parece ser outra coisa além de uma grande massa de contradições. Os acontecimentos se perdem em um labirinto de revoluções, guerras, períodos de progresso e decadência. Os conflitos entre as classes sociais e entre nações se movem no caos do desenvolvimento social. Como é possível entender e explicar estes fatos, quando não parecem ter base racional alguma?

Como havíamos explicado no último editorial de nossa revista Socialist Appeal – “Aprofundam-se as divisões na classe dominante” – a paralisia do governo estadunidense devido à crise orçamentária federal e à oposição Republicana à reforma sanitária de Barack Obama (“Obamacare”) é, em última instância, reflexo das contradições insolúveis do capitalismo. Devido ao grande interesse de nossos leitores sobre o que está acontecendo nos EUA, decidimos ampliar nossa explicação e análise da situação atual.

Há um crescente aumento na temperatura nas lutas da classe trabalhadora em todo o mundo. No Brasil, depois das jornadas de junho, o governo Dilma, não atendendo nenhuma das reivindicações levantadas pela juventude e pela classe trabalhadora, anunciou seu pacote de maldades com a privatização em massa: portos, petróleo, estradas e aeroportos.

Este artigo foi escrito antes da prisão da liderança de Amanhecer Dourado. No entanto, a análise que ele contém foi absolutamente confirmada pelos eventos subsequentes. A Tendência Comunista acompanha os desenvolvimentos e publicará mais artigos com nossas análises e conclusões.

O presente artigo, embora redigido em 1999, mantém toda sua atualidade e nos ensina a compreender os desdobramentos da atual crise, de sua relação com o mercado mundial com o capital fictício, com a supeprodução e com o sistema financeiro globalizado. Um excelente estudo que pode ajudar a todos na compreensão do que se passa hoje no mundo nos limites do sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção e de sua anarquica lógica.

O capitalismo grego continua a ser o elo mais fraco da Zona do Euro e ainda se encontra sob o “tratamento intensivo” dos mecanismos de apoio da União Europeia pelo quarto ano consecutivo, bem como em recessão pelo sexto ano consecutivo. O declínio global do PIB desde que a crise começou atingirá 25% no final de 2013 e o desemprego alcançará 30%. De acordo com o Instituto do Trabalho (INE) da Confederação Geral do Trabalho da Grécia (GSEE), vai demorar no mínimo 20 anos para se retornar aos níveis anteriores à crise!

A crise mundial do capitalismo está levando a um profundo questionamento das estruturas, instituições, políticos e partidos da sociedade burguesa. Da Grécia à Itália, do Brasil à Turquia, do Egito ao Irã, a consciência das massas está experimentando uma profunda transformação.

A chanceler alemã, Ângela Merkel, e sua Aliança Democrática Cristã (CDU/CSU) celebraram uma vitória esmagadora nas eleições federais alemãs que ocorreram no último domingo. Na base de uma subida de 7,8 pontos percentuais, a CDU/CSU obteve mais de 18 milhões de votos e uma votação de 41,5% - seu melhor resultado em eleições nacionais em 20 anos. Contudo, devido ao sistema alemão de representação proporcional, esta importante subida não foi suficiente para assegurar a maioria absoluta das cadeiras parlamentares da CDU/CSU no novo Bundestag, o parlamento federal com sede no antigo prédio do Reichstag, em Berlin.

A Revolução Egípcia capturou a atenção das massas em todo o mundo. Na Indonésia, os ativistas estão discutindo vividamente o papel da Irmandade Muçulmana na revolução, a intervenção dos militares, a natureza da revolução e suas perspectivas futuras. Abaixo, em resposta a Muhammad Ridha, ativista do Partido do Povo Trabalhador (Partai Rakyat Pekerja, PRP) na Indonésia Ted Sprague descreve o processo dialético da Revolução Egípcia.

A análise marxista da história – isto é, a análise dialética e materialista da história – explica que a principal força motriz da história é a necessidade da sociedade desenvolver as forças produtivas: aumentar nosso conhecimento e domínio sobre a natureza; reduzir o tempo de trabalho socialmente necessário para produzir e reproduzir as condições de vida; melhorar o estilo e os padrões de vida.

O Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (COSATU, em suas siglas em inglês) convocará um congresso nacional extraordinário para lidar com as divisões que devastaram a maior federação sindical da África do Sul no último período. O anúncio foi feito em 19 de agosto depois de três dias de reunião do Comitê Central Executivo (CEC), realizada em Johannesburgo. Isto ocorreu depois que nove sindicatos filiados escreveram ao CEC, solicitando a realização desse Congresso. Isto representa um passo na direção correta dado pela federação. A constituição de COSATU declara que, para que um Congresso extraordinário seja convocado, pelo menos um terço dos filiados (sete) deve fazer tal requerimento. O

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Na edição deste ano da Escola Mundial da CMI, realizada na Grécia, Stella Christou, apoiadora de Socialist Appeal e membro de SYRIZA, em Londres, falou com Stamatis Karagiannopoulos, membro da Tendência Comunista de SYRIZA, sobre a situação econômica, social e política que os trabalhadores e jovens gregos hoje enfrentam. Stamatis – que recentemente foi eleito para o Comitê Central de SYRIZA – discutiu a profunda crise do capitalismo grego, bem como a natureza dos vários partidos políticos dentro da Grécia, como SYRIZA, o KKE [Partido Comunista Grego] e o Amanhecer Dourado.

Na terça-feira, 17 de setembro, o militante antifascista, cantor de rap e ativista do sindicato dos metalúrgicos, Pavlos Fyssas, de 34 anos de idade, foi assassinado a punhaladas por um membro da organização fascista Amanhecer Dourado. O fato ocorreu em um bairro operário próximo ao Pireo. Esta é mais uma, e das mais graves, de uma série de agressões violentas lançadas nos últimos dias por parte de membros do Amanhecer Dourado contra opositores políticos, incluindo ativistas comunistas. Publicamos baixo a tradução de um panfleto político publicado pela Tendência Comunista imediatamente após o assassinato.

A revolta espontânea das massas sírias, inspirada nos eventos na Tunísia e no Egito, degenerou em um banho de sangue sectário. Privado de uma liderança revolucionária, o início promissor se transformou em tragédia. Por outro lado, os hipócritas e belicosos zig-zags do imperialismo EUA são uma farsa completa e absoluta, e ilustram graficamente os limites do poder dos EUA.

Slavoj Zizek construiu uma reputação como um respeitado “marxista” acadêmico e é visto como uma espécie de “estrela do rock” da esquerda. No entanto, sua recente tentativa de traduzir suas teorias em políticas concretas para um possível futuro governo de SYRIZA na Grécia revela que não há nada de revolucionário em seu pensamento. Ele, de fato, está proporcionando credibilidade acadêmica a uma corrente moderna de reformistas e tornou-se um apologista do deslocamento à direita de parte da liderança de SYRIZA.

Encerramos aqui, com a publicação deste terceira parte do artigo de Alan Woods, escrito em 1979, a análise da trágica experiência das lutas dos trabalhadores chilenos, que se ergueram em massa em defesa de uma revolução, que pela traição efetuada por meio dos dirigentes que abraçaram a política da colaboração de classes, foram derrotados em 1973, por um violento e sanguinário golpe ditatorial. Hoje, quando as massas chilenas estão diante da possibilidade da volta do odiado governo Bachelet, depois das recentes e grandiosas manifestações da juventude e dos trabalhadores, uma vez mais, se coloca a necessidade de erguer a construção de um verdadeiro partido revolucionário, capaz de levar

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Apresentamos a seguir a segunda parte do artigo de Alan Woods sobre os ensinamentos da revolução e do golpe de 1973 no Chile.  Alan diz: "A única forma de desarmar a reação e esmagar a resistência dos grandes proprietários de terra teria sido a de armar os camponeses pobres, organizando-os em comitês de ação para ocupar as terras, com o apoio do governo. Diante de um movimento poderoso das massas armadas, os proprietários de terra e seus pistoleiros poderiam ter sido derrotados, com um mínimo derramamento de sangue". Era necessário romper com a burguesia e não ter ilusões na legalidade da democracia e nas instituições burguesas.

Publicaremos nesta semana, em 3 partes, o texto de Alan Wodds redigido em 1979 abordando o desenvolvimento da história da luta de classes no Chile. Ao completar 40 anos do Golpe Militar no Chile, a leitura deste texto nos propicia ensinamentos acerca de questões primordiais para a luta revolucionária, principalmente os erros que levaram ao estabelecimento da Frente Popular que abriu as portas ao golpe.

Enquanto no EUA o Comitê de Relações Exteriores do Senado acaba de aprovar nesta semana que Obama pode usar forças militares na Síria, na semana passada o primeiro Ministro Cameron sofreu uma derrota: o parlamento britânico votou contra a participação da Inglaterra na guerra contra a Síria. Leiam neste artigo análise sobre a derrota de Cameron

Quando a presente crise começou, havia alguns que a descreveram como uma crise apenas Ocidental; uma crise que atingia unicamente a Europa – devido aos problemas causados por sua moeda comum – e a América – devido ao escândalo das hipotecas sub-prime e à consequente crise do crédito.

Os tambores da guerra em Washington estão batendo bem alto o som de sua música macabra, anunciando um ataque iminente dos EUA contra a Síria. No Reino Unido, o fiel escudeiro, Cameron, está de bom grado fazendo coro à chamada. A intervenção imperialista direta marca uma mudança fundamental na situação na Síria depois que a tempestade de uma guerra civil sectária apagou o potencial revolucionário dos protestos contra o regime, desencadeados em janeiro de 2011 pelos acontecimentos da Primavera Árabe.

As forças de segurança egípcias esmagaram sangrentamente e desmantelaram os acampamentos de protesto dos partidários da Irmandade Muçulmana (IM), montados na Praça Al-Nahda e em Raba’a al-Adawiyya, no Cairo, que eram os pontos de reagrupamento e mobilização de suas forças depois da derrubada de Morsi. Isto assinala outra mudança dramática na situação enfrentada pela revolução egípcia. 

A luta pela redução da tarifas do transporte público, iniciada em São Paulo, provocou uma virada na situação política do país. A Esquerda Marxista participou ativamente desta luta desde o início, aliás, foi um dos iniciadores, como se pode ver pelo artigo publicado em maio. Dizia o artigo de Caio Dezórzi:

Publicamos abaixo um artigo escrito no dia 30 de junho analisando os acontecimentos que antecederam a derrubada de Morsi. Sua leitura é importante para se compreender o que veio a ocorrer depois e os dias atuais da revolução egípcia. Em seguida publicaremos outro texto abordando diretamente a queda de Morsi e analisando todo o processo revolucionário que se desenvolve no Egito.

Nenhuma confiança nos generais e políticos burgueses! Todo poder ao povo! Após quatro dias de mobilizações revolucionárias de massas do povo egípcio e depois do começo de uma greve geral nacional, finalmente o presidente Morsi foi removido do poder. O que assistimos foi mais um exemplo do poder das massas de trabalhadores e jovens, camponeses e dos pobres quando começam a se mover.

Nos dias 29 e 30 de junho a Folha de São Paulo publicou pesquisa mostrando uma queda recorde de Dilma, tanto na aprovação do governo quanto na “intenção de voto”. Caiu de 57% para 30%. As luzes de alarme se acendem em todo o PT e curiosamente, liderado por Aécio Neves, o PSDB corre a declarar que “todos os políticos estão em cheque”. 

A Bolívia denunciou o "sequestro" de seu presidente Evo Morales, impedido de decolagem de Viena, Áustria, onde fez um pouso de emergência ontem à tarde, depois da França e Portugal, em primeiro lugar e, em seguida, Itália e Espanha, se recusarem a autorizar o uso de seu espaço aéreo e aeroportos.  O vice-presidente Álvaro Garcia Linera denunciou, em La Paz, a violação da Convenção de Viena e pediu expressões de repúdio internacional.

O que começou com uma pequena manifestação contra um aumento de vinte centavos no preço da tarifa de transporte público em São Paulo tornou-se movimento de massas em escala nacional que mobilizou mais de um milhão de pessoas em 80 cidades, depois de ter obrigado ao prefeito da cidade, Haddad, e ao governador do estado de São Paulo, Alckmin, a recuar em 19 de junho.

As manifestações populares contra o reajuste das tarifas de transporte público foram enfrentadas inicialmente pelos governantes com repressão pura e dura. A repressão desatada nas manifestações quinta-feira, 13/06/2013, teve seu ponto culminante em São Paulo onde a polícia realizou uma verdadeira operação de guerra contra a população.  Mas, ao invés de desbaratar a manifestação, a repressão encontrou resistência e se chocou com uma impressionante solidariedade de toda a população. No dia seguinte a burguesia e os governantes foram obrigados a inflexionar e tratar de outra forma a situação.

No final da tarde do dia 19, depois de serem realizadas manifestações gigantescas em várias capitais do país e em tantas outras cidades, o prefeito de São Paulo anunciou junto com o Governador do Estado, Geraldo Alckmin que as tarifas de metrô e ônibus voltam a ser R$ 3,00. Em Minas o governo estuda de também reduzir a tarifa, no Rio também foi reduzida e em Recife, mesmo antes das manifestações tomarem as ruas, a tarifa já havia sido reduzida. Prefeitos do interior começam a anunciar a redução, após São Paulo e Rio. É uma vitória que repercute no país inteiro.

A declaração de Obama de que os EUA irão intensificar o seu apoio aos rebeldes na Síria representa uma mudança na situação. O anúncio da Casa Branca significa que os EUA vão abastecer ajuda militar direta à oposição síria pela primeira vez. O porta-voz Ben Rhodes não forneceu detalhes sobre a ajuda militar, além de dizer que seria “diferente em alcance e escala ao que já proporcionamos”.

Em São Paulo, aproximadamente 15 mil jovens e trabalhadores manifestaram-se contra o reajuste do preço das passagens. Em Florianópolis, os motoristas e cobradores entraram em greve. Em Recife, os metroviários ameaçam greve. Para o dia 20 de junho, estão convocadas manifestações nos pais inteiro contra o reajuste dos preços de passagens. Em Mato Grosso do Sul, em uma ocupação de terras, um índio terena foi assassinado pelas tropas federais. Em São Paulo um promotor pede que a PM atire nos manifestantes. A temperatura está subindo na luta de classes e só não vê os que vão passear em Paris e esquecem o sofrimento do povo.

O magnífico movimento dos trabalhadores e da juventude da Turquia é uma inspiração para o mundo inteiro. O que começou como um protesto pacífico contra o corte de árvores em um parque para facilitar a construção de um centro comercial se converteu em uma vaga de protestos massivos contra o cruel e sanguinário regime de Erdogan, que adquiriu dimensões insurrecionais.

“O problema de se poder atribuir ao pensamento humano uma verdade objetiva não é um problema teórico, e sim um problema prático. É na prática onde o homem tem que demonstrar a verdade, isto é, a realidade e o poder, a concretude de seu pensamento. A disputa em torno à realidade ou irrealidade do pensamento – isolado da prática – é um problema puramente escolástico” (Marx, Segunda Tese sobre Feuerbach).

A recontagem dos votos nos quatro centros de votação do Waziristão do Sul foi descaradamente manipulada. Foi roubada a vitória do candidato marxista ao Parlamento, Alí Wazir. Mas, enquanto o Parlamento é o objetivo final dos carreiristas políticos corruptos, para os marxistas a campanha foi somente um passo na luta contra o apodrecido sistema capitalista.

Alan Woods estava na França em maio de 68 buscando contatar trabalhadores e jovens. Neste relato-análise, publicado pela primeira vez em maio de 2008, ele fala do que viu nesta que foi a maior greve geral da história e que colocou o poder praticamente nas mãos da classe trabalhadora.

Avgi" (A Alvorada) é o jornal oficial do partido da esquerda grega, SYRIZA. Sua edição de domingo tem uma grande circulação (a quinta maior da Grécia). Em 28 de abril de 2013, este jornal publicou uma entrevista de página inteira com o editor do Marxist.com, Alan Woods. Segue uma tradução completa da entrevista.

Um novo boletim para uma nova situação política, onde a crise mundial se aprofunda e chega ao Brasil. 1º de Maio! Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. A Esquerda Marxista lança o número 1 do Boletim Foice e Martelo. Fazemos isso nesta data não só para prestar uma homenagem aos operários assassinados em 1886 em Chicago, mas fundamentalmente para propiciar aos trabalhadores e jovens um instrumento de apoio à construção de organização revolucionária marxista.

Depois do grande colapso financeiro de 2008, encontramo-nos em um período turbulento. Desemprego em massa e ataques selvagens sobre os níveis de vida estão na ordem do dia; os levantamentos revolucionários no Oriente Médio, na Europa e na América, são a resposta. Muitas pessoas começaram a fazer perguntas fundamentais sobre a forma como a sociedade está organizada; particularmente, o papel dos bancos e das instituições financeiras – o “capital financeiro” – foram colocados sob o microscópio.

Encontrei Ted Grant pela primeira vez em uma escola da Juventude Socialista, em julho de 1966. Ele estava dando uma palestra sobre a Revolução Russa e causou-me grande impacto. Em consequência, juntei-me à Tendência Militante e ajudei a construir o que viria a se tornar uma grande força à esquerda.

Depois de aproximadamente um quarto de século de ditadura fascista, a revolução em Portugal abriu uma nova etapa da revolução europeia e mundial. Tendo sido iniciada como um pronunciamento ou golpe militar, demonstrou que existem reservas inesgotáveis de força e resistência nas fileiras da classe trabalhadora, devido ao seu papel na sociedade.

Na segunda parte deste artigo, vamos examinar as contradições do capitalismo egípcio que o tornam incapaz de resolver as tarefas mais básicas com as quais ele se enfrenta. Só uma revolução socialista pode resolver as tarefas da revolução. Mas como podemos conectar a luta pelo socialismo com o dia-a-dia das lutas das massas?

Mais de dois anos se passaram desde os primeiros passos da revolução egípcia. No início, o movimento estava em estado de euforia indo de vitória em vitória, varrendo todos os obstáculos em seu caminho. O clima era intenso e até mesmo festivo. Milhões de pessoas, oprimidas durante décadas, reuniram-se na Praça Tahrir imbuídas do sentido de seu próprio poder. Elas sentiram que todos os problemas poderiam ser superados com a mesma facilidade com a qual elas derrubaram Mubarak. Elas sentiram que nenhuma força podia detê-las, e elas tinham razão para se sentir assim. Mas a experiência está ensinando a elas que as coisas não são assim tão fáceis.

Hugo Chávez já não está mais conosco. Sempre um lutador, Chávez passou seus últimos meses numa luta de vida ou morte contra um inimigo cruel e implacável: o câncer. Brigou valentemente até o último momento, mas no final suas forças falharam. Na terça-feira, cinco de março, às 16 horas e 25 minutos, a causa da liberdade, do socialismo e da humanidade perdeu um grande homem e o autor destas linhas perdeu um grande amigo.