Portuguese

Em 28 de setembro de 1864, delegados de diferentes países se reuniram em St. Martin’s Hall, Londres. Esta foi a mais séria tentativa até então feita para unir as camadas avançadas da classe trabalhadora em escala internacional. A reunião foi convocada em consequência da solidariedade internacional em apoio ao levante polonês de 1863.

Há cento e cinquenta anos, em 28 de setembro de 1864, a Associação Internacional dos Trabalhadores, mais comumente conhecida como a Primeira Internacional, nascia. Esta primeira organização internacional proletária pavimentou o caminho para o crescimento da organização da classe trabalhadora e difundiu o Marxismo por todo o mundo. Em seus dias, a classe dominante tremia diante desta ameaça revolucionária.

O senhor Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, tentou invocar os espíritos das profundezas como os personagens de Shakespeare, Glendower e Hotspur. “Vou fazer o que for necessário”, disse ele alguns anos atrás. Se supunha que tais espíritos salvariam o Euro e restaurariam o crescimento. No entanto, embora o Euro tenha se estabilizado, temporariamente, a crise europeia com certeza se aprofundou. Desta vez, ela está ameaçando lançar a União Europeia no pesadelo de uma deflação ao estilo japonês.

Faltando apenas sete dias para a realização do referendo da independência escocesa, durante a semana passada ocorreu uma grande mudança nas pesquisas de opinião. Até agora a maioria das pesquisas colocavam a campanha do “não” à frente com uma margem em torno dos 10%. Esta vantagem veio se reduzindo desde o ano passado, mais ainda assim parecia prever uma confortável vitória para o campo pró-união.

No Congresso Mundial da CMI tivemos a presença fraterna de um camarada dirigente do grupo Borotba (A Luta), da Ucrânia que fez importantes relatos do que se passa  em seu país e como a situaçãoi e a luta se desenvolvem. Dmitry já havia publicado na revista que dirige a Nota conjunta PCB/Esquerda Marxista sobre a luta contra o fascismo e o governo de Kiev.

Às vésperas da reunião de cúpula da OTAN no País de Gales, a crise ucraniana está proporcionando uma escalada retórica. As mesmas pessoas que nos falaram das “Armas de Destruição em Massa” de Saddam Hussein estão agora levantando clamores sobre milhares, talvez dezenas de milhares, de tropas russas invadindo a Ucrânia e estão exigindo uma ação rápida para combatê-las.

Depois do colapso da União Soviética e da contrarrevolução capitalista na China, um imenso vácuo político se abriu na ideologia e na política em escala mundial. Nestas condições, ocorreu a ressurgência do Islã político e do fundamentalismo religioso.

A raiz da crise na Ucrânia encontra-se nos efeitos desastrosos da restauração do capitalismo. A destruição da economia planificada foi um tremendo revés não só do ponto de vista econômico, mas também social.

O Partido Comunista Brasileiro e a Esquerda Marxista têm acompanhado com preocupação os fatos que se desenrolam na Ucrânia. É mais um capítulo da intromissão imperialista no país e da luta entre frações oligárquicas que marcam a história ucraniana desde sua separação da URSS. Estes oligarcas emergiram como força dominante ao se apropriar, através de manobras e privatizações escusas, do patrimônio construído com muito sacrifício pelo povo soviético. Suas ações levaram o país à situação atual, à beira da bancarrota econômica e social.

As tensões estão altas na Tailândia enquanto uma crise política que permaneceu latente durante anos alcança o ponto de ebulição. Em 22 de maio um golpe militar depôs o governo. O governo, que nada tem a ver com a esquerda, enfrentava uma oposição de direita nas ruas.

Desenvolve-se no Brasil um processo na luta de classes no qual podemos ver o inicio de greves de massas e, inclusive, com transbordamentos das direções burocráticas. É uma consequência direta da virada na situação política que o país conhece desde junho de 2013.

Thomas Piketty, economista e acadêmico francês, tornou-se uma sensação da noite para o dia graças ao seu livro “O Capital no Século XXI”, um best-seller que tem suscitado debate por todos os lados por sua detalhada análise da desigualdade sob o capitalismo, para o júbilo e louvor dos reformistas de esquerda, e horror e medo dos direitistas do livre mercado.

Em um raro momento de sinceridade, o presidente interino da Ucrânia Turchynov admitiu que suas forças eram “impotentes” para sufocar a revolta no Leste da Ucrânia, enquanto a insurgência pró-russa se encontra em ascensão. Além disso, ele admitiu que as forças de segurança ucranianas não são confiáveis e que “algumas dessas unidades ou ajudam ou cooperam com grupos terroristas”. Agora, o objetivo seria evitar que a insurgência pró-russa se espalhe para as regiões de Kharkov e Odessa. Isto equivale a uma declaração de derrota.

Na segunda-feira, 2 de junho, estiveram na Livraria Marxista, em São Paulo, três policiais militares. Três sargentos, para sermos mais exatos. Da última vez que a PM esteve na Livraria Marxista, há três anos, no dia seguinte assaltantes invadiram o local durante o dia, armados de revolver, e conheciam tudo. Roubaram os computadores, documentos e não se incomodaram nada com haver apenas R$100,00 no caixa. Vamos ver o que vai acontecer agora.

Em 14 de maio foi assinado pela Fim, FIOM e Uilm [Os sindicatos nacionais dos metalúrgicos. N.d.T.] o acordo com a Electrolux. Apesar de não conter o que foi ameaçado nos últimos meses pela empresa, como o fechamento de estabelecimentos, demissões e redução drástica dos salários, apresenta de qualquer forma um forte agravamento das condições e cargas de trabalho.

Os acontecimentos dramáticos que se desdobraram neste país nas últimas semanas – entre eles o sequestro de mais de 300 alunas por Boko Haram – confirmam mais que nunca a completa impotência da inepta e extremamente corrupta classe dominante nigeriana, e também a podridão das forças armadas do país face à insurgência.

274 mineiros foram declarados mortos e até uma centena deles ainda estão presos sob a terra depois de uma explosão em uma mina de carvão na Turquia, na cidade ocidental de Soma. O acidente revela a impiedosa exploração e a desigualdade extrema que há por trás do crescimento econômico da última década. Ao que parece, a cifra já subiu a 282 mortos e, segundo as horas passam, evaporam-se as esperanças de se encontrar com vida a aproximadamente uma centena de mineiros ainda encerrados na mina – Nota do Tradutor].

Em Bauru, a Esquerda Marxista mantém um local no centro da cidade destinado a reuniões, exibição de filmes e encontros que são também utilizados por movimentos populares, sindicatos partidos políticos entre outros movimentos sociais.

Séculos de investigações e pesquisas científicas serviram para impulsionar a sociedade à frente e para melhorar a vida de milhões de pessoas. Esta força do método científico e sua capacidade de descobrir e inovar foi tão grande que criou um sentimento místico e envolvente de infalibilidade científica. Mas, da mesma forma que em todas as outras áreas da sociedade, a senilidade e decadência do capitalismo agora se refletem também na questão da ciência, e muitas pessoas estão começando a se preocupar com a fiabilidade da pesquisa.

A Índia é apresentada como sendo muito moderna, mas no meio dos prédios imponentes e praças corporativas existem enormes faixas de guetos transbordando de pobreza intensa e miséria, onde os seres humanos são forçados a viver em condições bestiais de habitações anti-higiênicas e imundas. O brilho artificial e a fachada de modernidade não conseguem esconder as condições sociais e econômicas primitivas que prevalecem em toda a Índia. Estas condições são refletidas na política e, particularmente, nas eleições que estão sendo realizadas em nove etapas de 7 abril - 12 maio deste ano.

Começou em 21 de março a Campanha da Flaskô para obter por 10 MIL ASSINATURAS para que seja garantida uma AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO sobre o PROJETO DE LEI DO SENADO 257/2012, proposto pelos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica que decreta a Flaskô como de interesse social para fim de sua desapropriação.

A tentativa dos fascistas para assassinar ativistas de esquerda em Malmö, Suécia, teve resposta massiva. Durante um fim de semana, houve uma série de manifestações, reuniões e encontros em todo o país. O artigo do Conselho Editorial de Avanti, órgão da secção sueca da Corrente Marxista Internacional, explica o que se passa.

Um novo documentário produzido pela BBC, chamado “A Vida Secreta do Caos”, tentou, com algum sucesso, revelar como os últimos desenvolvimentos na ciência através da “teoria do caos” estão finalmente começando a tornar redundante qualquer explicação religiosa do funcionamento do universo e do surgimento da vida inteligente.

Recentemente a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou um relatório que sugere uma nova ideia: convencer a população mundial a comer insetos para evitar a fome em massa. Na realidade, já é possível alimentar a todos, sem a necessidade de comer insetos. O que impede isto é o “mercado”, isto é, o capitalismo.

Recentemente a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou um relatório que sugere uma nova ideia: convencer a população mundial a comer insetos para evitar a fome em massa. Na realidade, já é possível alimentar a todos, sem a necessidade de comer insetos. O que impede isto é o “mercado”, isto é, o capitalismo.

1 – O crescimento do movimento revolucionários proletário em todos os países suscita os esforços convulsivos da burguesia e dos agentes que ela possui nas organizações operárias para descobrir os argumentos filosófico-políticos capazes de servir à defesa da dominação dos exploradores.A condenação da ditadura e a defesa da democracia figuram entre esses argumentos.A mentira e a hipocrisia de tal argumentação repetida à saciedade na imprensa capitalista e na conferência da Internacional Amarela de Berna em fevereiro de 1919 são evidentes para todos os que procuram não trair os princípios fundamentais do socialismo.

Sob a chamada de “Unidade na rua”, a direita venezuelana se lançou em uma nova guarimba* contra a revolução bolivariana. Embora o governo bolivariano tenha feito chamados para tentar trabalhar junto com políticos da oposição, a fim de resolver diferentes problemas do país, os setores mais extremos dessa oposição prepararam uma nova ofensiva desestabilizadora.

Em junho de 2013, um maravilhoso movimento eclodiu no Brasil. Ao todo, milhões de pessoas saíram às ruas por todo o país, em centenas de cidades, num período de menos de duas semanas. Protestavam centralmente contra o aumento das tarifas do transporte público e contra a repressão policial. Acuados, os governantes revogaram o aumento das tarifas e diversificaram as formas de repressão. As massas, sem um programa comum, saíram das ruas, mas podem voltar a qualquer momento.

A física quântica ocupa um lugar fascinante na vanguarda da moderna investigação científica. Desenvolvida pela primeira vez no início do século XX, a teoria quântica está permitindo aos cientistas de hoje sondar novas profundidades quando se trata da matéria e do movimento. Um novo livro, Ciência Social Quântica, de Andrei Khrennikov e Emmanuel Haven argumenta que a aplicação da lógica da teoria quântica aos sistemas sociais pode elevar nosso entendimento da sociedade humana a um nível totalmente novo.

Em 1933, Trotsky tratou da questão da pertinência das reivindicações democráticas enquanto a classe operária alemã estava sendo esmagada pela ascensão de Hitler. Aqui vamos publicar uma introdução ao artigo de Trotsky “Fascismo e Slogans Democráticos” (Julho 1933), juntamente com o artigo original. Escrito para o público iraniano, que explica a necessidade dos marxistas estarem na linha da frente da luta pelas reivindicações democráticas, e, ao mesmo tempo, explicando que as aspirações democráticas das massas só podem ser satisfeitas na luta pelo socialismo.

A economia mundial está mergulhada em uma profunda crise desde 2007. Os burgueses já tentaram de tudo para sair da crise, a partir da quantitative easing [flexibilização quantitativa], passando desde a taxa zero de juros, até a socialização das perdas bancárias, que nada adiantaram. Por que uma versão moderna do Keynesianismo não pode funcionar?

No dia 21 de janeiro de 1924 chegava ao fim a vida do grande revolucionário marxista Vladimir Ilyich Ulyanov (Lênin), principal líder do Partido Bolchevique e da Revolução Russa de 1917. Logo após a sua morte, há 90 anos, Leon Trotsky escreveu esta bela homenagem que reproduzimos abaixo:

O 9º Congresso do Partido da Refundação Comunista (PRC) foi realizado em Perugia (Itália) entre os dias 6 e 8 de dezembro de 2013. Foi um congresso que expressou a profunda crise em que o partido se encontra. Eles não foram capazes de chegar a uma decisão sobre como e quem devem eleger para secretário geral. A única decisão real foi adiar a tomada de qualquer decisão!

O que é valor? Esta questão tem intrigado a mente humana por mais de dois mil anos. Os economistas burgueses clássicos lidaram com a questão, como o fez Marx. Depois de muito debaterem, encontraram a ideia correta de que o trabalho era a fonte de valor. Isto, então, se tornou um dos pilares da economia política burguesa, começando com Adam Smith. Sobre esta questão, havia um terreno comum entre Marx e os economistas burgueses clássicos.

Em 12 de dezembro milhares de estudantes secundaristas por toda a Áustria entraram em paralisação. Esse é o maior movimento estudantil dos últimos tempos. Nós publicamos um relato abaixo da Rebellion – a organização de estudantes marxistas na Áustria.

O anúncio pela China de uma zona de identificação de defesa aérea dá relevo às tensões entre os imperialismos chinês e estadunidense. Este passo ameaçador da China é a prova de que a era de ouro de estabilidade relativa do imperialismo ianque está chegando ao fim e uma nova etapa de instabilidade e conflitos surge no horizonte, e que o epicentro da contradição fundamental entre as potências capitalistas está se movendo para o Pacífico Ocidental.

As eleições municipais de oito de dezembro na Venezuela deram uma nova vitória à revolução bolivariana, com o Partido Socialista Unido (PSUV) e seus aliados no Grande Polo Patriótico (GPP) recebendo 5,1 milhões de votos (49,24% do total) frente a 4,4 milhões de votos da oposição (47,72%). Se incluirmos os votos dos candidatos bolivarianos que se apresentaram por fora do GPP, o total de votos para a revolução soma mais de 54%.

O documento que segue abaixo foi redigido e publicado na Venezuela antes das eleições ocorridas em 8 de dezembro. O publicamos agora em português para que nossos leitores possam entrar em contato com as proposições com as quais nossos camaradas da CMI Venezuelana travaram e travarão a batalha em defesa da revolução cada vez mais ameaçada pela burguesia e pelo imperialismo. Uma vez mais o sinal de alerta foi dado. Embora o PSUV tenha conquistado a maioria das prefeituras, a revolução segue ameaçada. Quais as tarefas dos revolucionários? Quais as ações que devem adotar o governo?

Por todo o país as pessoas se reuniram para prestar homenagem a um lutador da liberdade. No Soweto, onde Mandela viveu parte de sua vida, as pessoas saíram às ruas para lamentar sua morte e comemorar sua vida. A bandeira nacional tremulará a meia altura até seu funeral.

Já se observou em diversas ocasiões que os analistas burgueses sérios frequentemente chegam às mesmas conclusões que os marxistas, embora com um ligeiro atraso. Esta ideia nunca ficou mais evidente do que em um artigo recente de Paul Krugman, o economista que ganhou o Prêmio Nobel, intitulado “Uma Recessão Permanente”.

ste artigo foi originalmente publicado na revista teórica In Defence of Marxism. Publicamos a sua primeira parte em janeiro deste ano na Web da Esquerda Marxista, posteriormente, por um equívoco divulgamos o artigo junto com a segunda parte como sendo o artigo completo. Na verdade o mesmo tem 3 partes. O publicamos agora na íntegra. 

A recente tragédia no litoral de Lampedusa causou uma sensação geral de raiva e indignação, tanto pela magnitude quanto pela forma como o desastre ocorreu, e que vai muito além das vergonhosas e hipócritas palavras e lágrimas de crocodilo das classes governantes e dos políticos da Itália e da Europa, os verdadeiros cúmplices e instigadores de tais desgraças.

O governo Dilma, ao lançar suas tropas contra os manifestantes que se ergueram contra o Leilão do Campo de Libra, aprofundou as medidas repressivas do Estado contra os que lutam por suas justas reivindicações. Ela abriu a tampa do caldeirão do inferno e por ela começam a passar os demônios da direita.

Centenas de milhares de estudantes, professores e pais marcharam ontem, 24 de outubro, em mais de setenta cidades na Espanha contra os cortes e contrarreformas e em defesa do ensino público gratuito e qualificado como parte de um dia de greve de todo os sistema educacional.

Entendemos a revolta dos jovens com essa “democracia”, como se expressam os jovens do movimento dos Black Blocs. Mas não se justifica um rechaço da democracia representativa em geral. Fazendo isso só estão facilitando o caminho de todos aqueles que hoje erguem a voz clamando por um golpe militar de tipo fascista. Negar toda a democracia só pavimenta a via da reação burguesa que está louca para proibir e esmagar as organizações do movimento operário e da juventude. O “sem partido”, “sem política” dos novos anarquistas em nada ajudou o espetacular movimento de massas eclodido nas jornadas de junho e julho.