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Após um período de alguns meses que se seguiram à sua fundação, o Momentum - movimento de apoio a Corbyn dentro e fora do Partido Trabalhista - deu o importante passo de se tornar uma associação de membros. Através de medidas que tornem a organização do Momentum mais coesa, a posição de esquerda dentro do Partido Trabalhista será fortalecida. Isto, por sua vez, servirá para solidificar a posição de Corbyn contra a direita do Partido Trabalhista, que busca tirá-lo de cena.

O sentimento de que “o sistema é manipulado” está afetando milhões de estadunidenses enquanto estamos nos encaminhando para a reta final de seleção dos candidatos. Tanto Bernie Sanders quanto Donald Trump, que são vistos como intrusos pelo establishment, se aproveitaram deste profundo filão de descontentamento.

A Frente Única dos partidos burgueses decidiu pelo impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derrubá-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

A Frente única dos partidos burgueses decidiu pelo Impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política aquilo que Lula e a direção do PT mais temiam, massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derruba-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

Quase todo mundo está implicado no Establishment (Nota: ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado), no mundo dos ricos e da classe dominante: chefes e ex-chefes de Estado; magnatas dos negócios; e celebridades. O maior vazamento de dados da história revelou como a elite global usa 200.000 empresas fantasmas criadas pelo escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, para garantir o seu dinheiro em paraísos fiscais no exterior para protegê-los de qualquer investigação.

A burguesia brasileira decidiu que é hora de retomar o governo diretamente. Não quer mais um governo terceirizado. A burguesia sempre prefere seu próprio governo. Por isso se viu, em 13/03, a Frente Única da burguesia convocando as manifestações. Todas as grandes empresas, as federações e confederações, todos os órgãos de imprensa burguesa organizando e convocando as manifestações, enfim, quase todas as forças da reação juntando forças e confluindo para forçar o governo a renunciar ou para a aprovação do Impeachment.

A ascensão do sistema feudal seguindo-se ao colapso de Roma foi acompanhada por um longo período de estagnação cultural em toda a Europa ao norte dos Pirineus. Com a exceção de duas invenções: a roda d’água e os moinhos de vento, não houve nenhuma outra invenção real por cerca de mais de mil anos. Mil anos depois da queda de Roma, as únicas estradas decentes na Europa eram estradas romanas. Em outras palavras, houve um total eclipse da cultura. Isto resultou do colapso das forças produtivas, das quais, em última instância, a cultura depende. É isto o que entendemos

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Apesar de amplamente prevista, a esmagadora vitória de Bernie Sanders nas primárias de New Hampshire provocou ondas de choque. Depois de perder por pouco em Iowa (e é muito provável que o resultado tenha sido manipulado), Sanders venceu Clinton por uma margem de mais de 20 pontos na última terça-feira, 9 de fevereiro. Este resultado causou desconcerto entre os comentaristas. Isto era algo que supunham que não podia acontecer.

Ainda antes de começarem, as chamadas negociações de paz sobre o futuro da Síria vieram abaixo. O enviado especial das ONU à Síria, Steffan de Mistura, pediu uma “pausa” nas conversações e sua retomada em 25 de fevereiro. Enquanto isto, o Exército Sírio Árabe e seus aliados deram um golpe demolidor nos Jihadistas apoiados pelo Ocidente no Norte de Aleppo. Como o equilíbrio de forças está sendo desfeito na guerra, nenhuma das partes envolvidas no terreno têm qualquer motivo para adotar medidas sérias nas conversações.

Em 12 de janeiro, oito ex-funcionários da Goodyear, incluindo cinco membros eleitos da Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores confederações sindicais da França, foram sentenciados a dois anos de prisão, dos quais no mínimo nove meses devem ser mantidos.

Toda a história humana consiste precisamente na luta da humanidade para se elevar acima do nível animal. Essa longa luta começou há sete milhões de anos, quando nossos remotos ancestrais humanoides primeiro ficaram de pé e foram assim capazes de libertar suas mãos para o trabalho manual. Desde então, sucessivas etapas de desenvolvimento social surgiram com base nas mudanças no desenvolvimento da força produtiva do trabalho – isto é, de nosso poder sobre a natureza.

Menos de 15 minutos após ser aberto, o mercado acionário chinês foi fechado por desligamento automático. Este desligamento foi disparado duas vezes na última semana devido às rápidas quedas de mais de 7%. Este mecanismo “interruptor” foi imposto pelo governo há apenas cinco meses depois de perdas igualmente dramáticas. O governo agora suspendeu esta medida, não por uma confiança recém-descoberta, mas por um sobressalto adicional de pânico.

Iniciamos hoje a publicação de um novo trabalho de Alan Woods que nos oferece uma explicação compreensiva do método marxista de análise da história. O primeiro artigo estabelece as bases científicas do materialismo histórico. A causa final de toda mudança social deve ser buscada, não no cérebro humano, mas nas mudanças no modo de produção.

“Adeus Ano Velho. Feliz Ano Novo”. Essa sempre foi a mensagem encorajadora de Ano Novo. Mas em todas as comemorações e explosões de garrafas de champanhe não havia sinal de qualquer otimismo ou de esperança no futuro do lado da classe dominante e seus estrategistas. Pelo contrário, as colunas da imprensa burguesa estão cheias de pessimismo e apreensão.

No dia 16 de dezembro de 2015 ocorreu o Congresso Econômico do PSUV que foi convocado pelo presidente Maduro como resultado da Assembleia Extraordinária de delegados e delegadas ao congresso do PSUV ocorrido no dia 10 de dezembro. Esse Congresso Econômico teve por objetivo definir e precisar as retificações e tarefas necessárias para poder derrotar a guerra econômica, que de concreto significa erradicar os níveis atuais de inflação e escassez existentes, que jogaram um papel de primeira ordem na vitória da contrarrevolução ocorrida em 6 de dezembro passado.

Os venezuelanos irão às urnas em 6 de dezembro para eleger deputados à Assembleia Nacional. Uma combinação de fatores tornou este o mais difícil desafio que a Revolução Bolivariana enfrentou nos 17 anos desde que o Presidente Chávez foi eleito pela primeira vez em 1998. Aos costumeiros desafios de uma oposição profundamente antidemocrática e às provocações imperialistas, temos de acrescentar uma combinação de fatores econômicos nacionais e internacionais que trabalham para sufocar a Venezuela e que leva a uma só conclusão: ou a

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Na última sexta-feira, Paris foi cenário de um massacre em massa em que pelo menos cento e vinte e nove pessoas, a maioria formada por jovens que se divertiam em cafés e shows de rock, foram abatidas a sangue frio. Os assassinos, gritando Allah Akbar (‘Deus é grande’), descarregaram suas armas e voltaram a carregá-las calmamente antes de matar mais pessoas que jaziam indefesas no solo.

Três recentes publicações científicas reacenderam o debate em um assunto que sempre foi uma questão de disputa entre a ciência e a religião: o desenvolvimento da humanidade da Pré-História até agora. Nos últimos vinte anos, avanços na ciência confirmaram a necessidade de se estudar todos os campos do conhecimento, desde biologia até cosmologia, com uma abordagem dialética. Essa abordagem nos permite interpretar o mundo enquanto ele está em constante movimento e em contradição, em transformação permanente, e nos ensina como estudar processos mutuamente conexos. Isso leva em conta a complexidade fascinante que tudo isso implica.

A política portuguesa tornou-se muito interessante nas últimas semanas. As eleições parlamentares de 4 de Outubro representaram uma virada à esquerda na sociedade que reflete o descontentamento e a radicalização semeados pela crise do capitalismo num dos países mais afetados.

O Fundo Monetário Internacional foi forçado, não somente a rebaixar repetidamente suas previsões de crescimento, como também agora prevê uma queda do PIB Mundial em termos de dólares, a primeira desde 2009. Isto é um reflexo da crise mundial em que nos encontramos.

As Dívidas Interna e Externa dispararam. A Dívida Interna atingiu R$3,6 Trilhões e a Dívida Externa bruta chegou a U$ 555 bilhões de dólares. O capital internacional começa a ter medo de não receber.

De 14 de agosto a 10 de setembro será eleito o secretário do Partido Trabalhista da Grã-Bretanha. Pela primeira vez, votarão não somente os filiados como também os simpatizantes do partido, uma novidade que está criando muitos problemas para a ala direita que promovera antes esta medida com a intenção de diluir o peso do voto militante. A candidatura de Jeremy Corbyn, deputado da esquerda trabalhista, está catalisando a raiva e o descontentamento de muitos jovens e trabalhadores e lidera as intenções de voto.

Há 75 anos, um agente a mando de Stalin assassinou um dos maiores gênios da humanidade, Leon Trotsky. Publicamos aqui, em homenagem a Trotsky, artigo de Alan Woods que retoma a trajetória e os combates desse grande revolucionário.

O Primeiro Ministro Alexis Tsipras convocou novas eleições parlamentares para o dia 20 de setembro. Imediatamente a Plataforma de Esquerda do Syriza anunciou a formação de um novo partido que concorrerá a essas eleições. Abaixo temos a resolução dos Marxistas Gregos da Tendência Comunista do Syriza sobre os acontecimentos recentes.

As bolsas mundiais entraram em colapso de Xangai e Shenzhen a Londres e Nova Iorque. Um mar de luzes vermelhas tomou as telas dos computadores das bolsas de valores de todo o mundo em um pânico global de vendas em massa. A comoção e a incredulidade entre os investidores eram onipresentes. Mesmo que Dow Jones tenha se recuperado de suas piores perdas, extrema volatilidade impregna todo o sistema. Seria este um acidente isolado, que rapidamente voltará ao normal, ou o início de uma série de choques em uma cadeia interminável de acontecimentos?

Em 26 de agosto, após o encerramento da manifestação de 11 meses do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa, a polícia da Cidade do México atacou um grupo de ativistas que se dirigiam às suas casas, ferindo vários deles. Entre os manifestantes reprimidos estavam mães de estudantes de Ayotzinapa, bem como dirigentes de La Izquierda Socialista (seção da CMI no México) e do o CLEP (Comitê de Luta dos Estudantes do Politécnico).

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras anunciou na semana passada (20 de agosto) que deixará o cargo. Ele perdeu sua maioria parlamentar e o Syriza está dividido, com o líder da esquerda Lafazanis anunciando a formação de um novo partido, a Unidade Popular. Em um discurso transmitido pela televisão na noite passada, Tsipras afirmou que o governo do Syriza iria aceitar sua renúncia e convocar eleições. Tsipras disse que os gregos ainda têm lutas pela frente, mas que a Grécia está "determinada a honrar" o mais recente chamado pacote de resgate. O que isto significa?

Um terremoto político está estremecendo as bases do Partido Trabalhista. Sem precedentes na história, 610 mil pessoas se inscreveram para votar na eleição de um novo líder. Os desdobramentos estão sendo sentidos em todos os lugares. O sentimento de raiva e o amargor que se formou na sociedade têm procurado, desesperadamente, por uma válvula de escape. Na Escócia, ela foi encontrada no referendo e no ascenso do SNP [Partido Nacional Escocês – NDT]. E agora a campanha de Corbyn para liderar o Partido Trabalhista tem exercido atração para todo o descontentamento. Ela aparenta ter atingindo um estágio irreversível, com Jeremy Corbyn rumo à vitória na disputa da

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Em 26 de agosto, após o encerramento da manifestação de 11 meses do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa, a polícia da Cidade do México atacou um grupo de ativistas que se dirigiam às suas casas, ferindo vários deles. Entre os manifestantes reprimidos estavam mães de estudantes de Ayotzinapa, bem como dirigentes de La Izquierda Socialista (seção da CMI no México) e do o CLEP (Comitê de Luta dos Estudantes do Politécnico).

Na sexta-feira (07/08) em torno de 500.000 manifestantes tomaram as ruas de Bagdá depois de uma semana inteira de uma escalada de protestos em toda área ao sul e ao centro do Iraque.

De 14 de agosto a 10 de setembro será eleito o secretário do Partido Trabalhista da Grã-Bretanha. Pela primeira vez, votarão não somente os filiados como também os simpatizantes do partido, uma novidade que está criando muitos problemas para a ala direita que promovera antes esta medida com a intenção de diluir o peso do voto militante. A candidatura de Jeremy Corbyn, deputado da esquerda trabalhista, está catalisando a raiva e o descontentamento de muitos jovens e trabalhadores e lidera as intenções de voto.

A vitória do “não” (“oxi” em grego), com mais do que 60% dos votos, é um acontecimento revolucionário. O povo deu um mandato ao governo para a resistência revolucionária e para que não se negocie nenhum programa de austeridade. Chegou a hora de nacionalizar os bancos, cancelar o pagamento da dívida e dar um fim aos programas de ajuste e ao selvagem capitalismo que gerou tudo isso.

Os eleitores rejeitaram de forma contundente as condições de um resgate internacional. O referendo do domingo foi um tapa na cara dos banqueiros e dos capitalistas da zona do euro. O resultado final do referendo, publicado pelo Ministério do Interior, foi de 61,3% para o “NÃO’, contra 38,7% que votaram “SIM”. A maioria das previsões de que o SIM teria uma base nas zonas rurais se mostrou equivocada.

Este artigo foi publicado originalmente na segunda-feira, 29 de junho, no site da Corrente Marxista Internacional (www.marxist.com). A Troika tenta impor o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores gregos. O governo chamou um referendo para o próximo domingo. A guerra se intensificou, alguns setores pressionam para que se alcance um acordo por medo das consequências da ruptura da Grécia com a zona do euro para a economia mundial.

“Atenção”, anuncia a principal manchete da revista The Economist. “É apenas uma questão de tempo antes que a próxima recessão golpeie. O mundo rico não está preparado”. A foto de capa diz tudo: um cavaleiro da classe dominante, vestindo brilhante armadura e olhando para trás em direção à fera vencida da crise financeira, não se dá conta de que está caminhando direto para as mandíbulas salivantes de um monstro ainda maior – e desta vez sem nenhum tipo de arma a sua disposição.

Entre os dias 11 e 13 de junho, ocorreu o melancólico 5º Congresso do PT. Um Congresso marcado pelo desinteresse do plenário nos discursos, por vaias dos participantes e manobras da mesa, pelo pessimismo sobre a situação política, por uma crise que se aprofunda a cada dia no partido, sem luz no fim do túnel, pois a linha política que provocou tudo isso, foi reafirmada por este Congresso enquadrado pelos interesses do planalto.

A situação evoluiu drasticamente no Burundi. Semanas de luta das massas contra o plano do Presidente Nkurunziza de ficar por mais um mandato conduziram a divisões profundas no aparelho de Estado. O regime inteiro foi abalado. Mas, na ausência de um partido capaz de dirigir as massas, o vácuo foi preenchido por setores do exército.

Hoje, as grandes empresas e os gatos gordos da City de Londres estão celebrando a vitória de seus amigos do Partido Conservador. Estão abrindo garrafas de champanha enquanto os preços das ações se elevam. O partido dos ricos está de volta ao trono, e com uma inesperada maioria na Casa dos Comuns. Este será um governo dos ricos, pelos ricos e para os ricos. Os super-ricos expressam um suspiro de alívio. Seu botim agora estará a salvo sob um governo Conservador.

SYRIZA e os Gregos Independentes (ANEL) acabaram de completar três meses de governo na Grécia. A situação econômica, social e política da Grécia se caracteriza pelo agravamento da profunda crise do capitalismo grego e pela crescente intransigência dos credores externos. Seu destino está sendo selado pela destruição das ilusões da nova administração com respeito à possibilidade de romper com a austeridade e com o Memorando nos marcos da política burguesa.

Está ocorrendo um enfrentamento entre o governo grego e os credores do país que pode terminar com a Grécia dando um calote em sua dívida, deixando o euro e até mesmo a própria União Europeia. Isto pode produzir consequências muito sérias tanto para o povo grego quanto para a economia europeia e mundial. A que isto conduz?

A morte de Freddie Gray, em Baltimore, estado de Maryland, é o caso mais recente de uma série de assassinatos de homens negros pela polícia. A morte de Freddie tem marcado a retomada de mobilizações contra o racismo e a violência policial. A situação deve seguir quente nos próximos meses. Uma questão importante deve ser colocada: qual caminho o movimento deve seguir?