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Na brilhante e ensolarada tarde de 22 de maio, milhares de pessoas, principalmente jovens adolescentes, reuniram-se em um concerto de música pop na Manchester Arena. Mas o que se pretendia ser um momento feliz se transformou em um banho de sangue quando um suicida solitário detonou um dispositivo explosivo improvisado cheio de estilhaços no vestíbulo lotado onde os pais esperavam por seus filhos.

“As ideias do marxismo nunca foram mais relevantes. Enquanto enfrentamos a maior crise do capitalismo desde a Grande Depressão, as ideias de Marx, que desvelam as contradições insolúveis do capitalismo, oferecem o único caminho a seguir”.

Desde outubro do ano passado, Al Hoceima e suas regiões vizinhas têm visto um grande movimento de protesto. A razão direta por traz disso foi o esmagamento de um jovem vendedor de peixes (Mohsen Fikri) em um container de lixo por funcionários locais depois de protestar a confiscação de seus bens. Atrás do movimento, no entanto, há razões mais profundas, como a ditadura, exploração, marginalização e desemprego: isto é, o capitalismo e o seu estado.

As últimas reuniões tempestuosas no encontro do G7 e na conferência da Otan deixaram às claras a tensão crescente nas relações internacionais. Isso podia ser visto mais explicitamente entre o líder do “mundo livre”, Donald Trump, e a líder de facto da União Europeia, a chanceler alemã Angela Merkel. “A primeira visita de Trump à Europa foi estranha e suas consequências, explosivas”, comentou o Financial Times, grande porta-voz do capital financeiro.

O governo de Michel Temer, empossado após o processo de impeachment de Dilma Roussef (PT) no ano passado, é um governo que não tem base social (está com 4% de apoio) e tem enfrentado massivas manifestações populares no último período.

A convocação da Assembleia Constituinte e das eleições Regionais foi respondida com uma escalada da política de “mudança do regime” por parte da oposição. Este é um momento crítico para a Revolução Bolivariana na Venezuela.

Em 23 de maio, o Presidente Maduro anunciou as regras para a convocação da Assembleia Constituinte e, ao mesmo tempo, pediu ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para convocar as eleições regionais que estavam suspensas desde 2016.

Poucas horas depois do lançamento do manifesto Tory, a vantagem Conservadora sobre o Partido Trabalhista nas pesquisas foi reduzida à metade. Os Tories estão em crise devido ao escândalo de seu “imposto da demência”, que é um ataque direto aos idosos e enfermos, os setores mais vulneráveis da sociedade.

A eleição de Donald Trump nos EUA e a ascensão de Marine Le Pen nas eleições presidenciais francesas foram recebidas naturalmente com alarme por milhões de pessoas no mundo. Alguns até advertiram sobre uma nova ascensão do fascismo. Como marxistas, sentimos que é importante não substituir a análise séria por alarmismos e exageros. Neste artigo, Rob Sewell – editor de Socialist Appeal – pergunta: o que é o fascismo? É ele uma ameaça iminente hoje?

Na terça-feira, uma fonte anônima vazou o manifesto preliminar do Partido Trabalhista para as próximas eleições gerais – sem dúvida o manifesto mais audaz e mais à esquerda que o Trabalhismo já levantou em décadas. As propostas cobrem desde a renacionalização do Royal Mail [Serviço postal nacional do Reino Unido – NDT] à restauração dos direitos sindicais e à construção de 100 mil casas municipais ao ano.

A organização de jovensLiberdade e Luta publicou em sua páginaum artigo de Alan Woods, dirigente da Corrente Marxista Internacional, intitulado “Marxismo e anarquismo”.O grupo anarquista Bandeira Negra escreveu um texto contrário ao artigo do camarada Alan, que, por sua vez, redigiu uma resposta às críticas recebidas, em defesa do ponto de vista marxista sobre a questão. Segue a primeirade quatropartes desta resposta

As reviravoltas diárias da vida sob o regime de Trump têm sua forma de fazer 2016 parecer uma lembrança remota. Mas, com o espetáculo de Hillary Clinton se juntando a #TheResistance e com a repentina demissão do diretor do FBI, James Comey, por Trump justo alguns dias depois de testemunhar ante o Comitê Judiciário do Senado sobre alegações de que ele teria influenciado a eleição, todas as camadas da sociedade estão fazendo uma séria reflexão sobre primárias, eleição e a trajetória que levou a este ponto.

Durante seu discurso na massiva manifestação bolivariana do Dia do Trabalhador, o presidente venezuelano Nicolas Maduro anunciou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que ele descreveu como uma assembleia dos trabalhadores e comunal. A oposição venezuelana imediatamente a rejeitou como parte do “golpe do regime” e convocou a escalada de protestos.

O isolacionista Trump mudou de rumo. Em vez de sua promessa de se manter fora do Oriente Médio, ele se utilizou da indignação por um ataque de armas químicas sobre a população civil de Khan Shaykhun, na Síria, para lançar 59 mísseis de cruzeiro contra uma base aérea do governo sírio. A Casa Branca foi rápida em anunciar que a ação enviava um forte sinal não somente a Assad, como também ao restante do mundo.

Dia 6 de abril, a marinha americana lançou uma série de ataques com mísseis contra a base aérea de Al Shayrat, localizada no centro da região síria de Homs. Sete pessoas teriam morrido e vários jatos militares teriam sido danificados no ataque.

Sem qualquer consulta e sem sequer se preocupar em conseguir o apoio de qualquer instituição internacional (fazendo exatamente o oposto do que havia falado anteriormente sobre não intervir na Síria), Trump lançou um ataque unilateral contra as forças do governo sírio.

As últimas três semanas viram a rápida progressão do candidato de França Insubmissa nas pesquisas para a eleição presidencial: partindo do quinto lugar, com cerca de 11% das intenções de voto, chega agora ao terceiro lugar, com mais de 18%. Esta rápida ascensão veio acompanhada da diminuição lenta, mas constante, das intenções de voto para os dois candidatos no topo, o da extrema-direita Le Pen (que caiu de 28% a 24%), e o do thatcherista liberal Macron (que caiu de 26% a 23%).

“Golpe de Estado na Venezuela! Maduro concentra todo o poder!” Somente a alguns dias do aniversário de 15 anos do golpe de Estado contra o presidente democraticamente eleito Hugo Chávez (de 11 a 13 de abril de 2002), os mesmos que o levaram a cabo (a oligarquia venezuelana, seus amos em Washington e seus cãs ladradores em Buenos Aires, Brasília, Santiago do Chile e Lima, acompanhados pela matilha midiática em Madrid e nos Estados Unidos) agora estão gritando e ladrando como hienas contra um suposto “autogolpe de Estado” do presidente Maduro.

Na semana passada, de 17 a 19 de março, os marxistas na Grã-Bretanha deram um importante passo à frente na conferência nacional de ativistas e apoiantes de Socialist Appeal em Londres. Não só foi esta a maior e mais bem-sucedida conferência até agora, como também marcou o lançamento do novo jornal quinzenal Socialist Appeal – uma tremenda realização e um importante marco para as forças do marxismo na Grã-Bretanha.

Há 46 anos, durante o governo de Salvador Allende, uma votação unânime no Congresso nacionalizou o cobre chileno. Durante a ditadura assassina de Pinochet, abriu-se caminho ao investimento estrangeiro que atualmente responde por mais de dois terços dos lucros de produção e dos empregados no setor. Mesmo assim o que fica para o país constitui 13% do PIB, chamado de “salário do Chile”. Enquanto a empresa estatal CODELCO é a maior produtora de cobre de mina do mundo, a mina a céu aberto com a maior produção cuprífera do mundo é a Minera Escondida, controlada pela BHP Billiton...

No clássico estilo de “dividir e governar”, Donald Trump busca introduzir uma cunha na classe trabalhadora. Dando minúsculas migalhas a poucos e fazendo dos outros bodes expiatórios, ele espera nos distrair da verdadeira fonte dos problemas que todos os trabalhadores enfrentam: o capitalismo.

Em 6 de março, os estivadores iniciam uma greve contra um decreto do Governo do PP que destrói até os alicerces os direitos sociais obtidos com a organização e a luta, e recolhidos em convênios e leis, como o Convênio 137 da Organização Internacional do Trabalho, ratificado pela Espanha em 1973, para garantia e regularidade do emprego e das retribuições mínimas deste coletivo de trabalhadores.

Uma publicação apareceu recentemente no tabloide londrino Evening Standard (10 de fevereiro de 2017), escrita por um certo Victor Sebestyen, a respeito da exposição “Arte Russa de 1917-1920” na Academia Real britânica.

E assim começa a era Trump: com protestos, pessimismo e polarização em todo o mundo. O espetáculo cuidadosamente organizado da posse teve que ser protegido por 28 mil policiais. A polícia militarizada manteve as pessoas esperando durante horas em postos de controle de veículos, chegando até a confiscar qualquer fruta que encontrasse, para que não fosse lançada na comitiva presidencial ao vivo pela televisão. Em 2008, perto de dois milhões de estadunidenses acudiram para ver Obama depois de sua promessa de Change We Can Believe In[Podemos acreditar na mudança]. Em 2012, depois de quatro anos de amarga decepção, mais de um milhão apareceu. Trump, que afirma ter o apoio da

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Os resultados do referendo sobre a reforma política na constituição italiana que propunha maiores poderes para o governo executivo nacional em detrimento do parlamento e o repentino anúncio da renúncia de Mario Renzi (Primeiro Ministro do PD Partido Democrático Ntd) estão causando comoção em toda Europa. Se esperava uma vitória do “No”, porém a magnitude da derrota, com quase 60% de apoio ao “No”, vai muito mais além do que haviam antecipado as pesquisas de boca de urna.

As teorias de Marx fornecem ao pensador iniciante uma compreensão de forma global. É a tarefa de cada trabalhador e estudante conquistar para si as teorias de Marx e Engels, como um pré-requisito para a conquista da sociedade pelos trabalhadores.

Às 10:29 horas da noite de sexta-feira, 25 de novembro, o líder revolucionário cubano Fidel Castro morreu com a idade de 90 anos. Seu irmão, Raul Castro, deu a notícia à população cubana e ao mundo por volta da meia-noite em um discurso televisionado. Sua morte não foi inesperada, uma vez que esteve doente durante vários anos e já havia deixado de lado suas responsabilidades políticas formais, mas ainda assim foi um choque tanto para os amigos quanto para os inimigos.

Mais uma vez o Egito está à beira de uma importante virada. Três anos depois que Abdel Fatah al-Sisi chegou ao poder, seu regime está sendo engolido pela crise em todos os níveis.

Na quarta-feira, 9 de novembro, o “mundo livre” despertou para descobrir que tinha um novo líder. Donald J. Trump foi eleito como o 45o presidente dos Estados Unidos da América. As ondas de choque imediatamente se espalharam pelo mundo com esta notícia, que contradizia todas as confiantes expectativas das sondagens prévias.

Esta semana as manifestações estudantis que se têm deflagrado nacionalmente nas últimas quatro semanas, tiveram um aumento substancial. O movimento de protestos está varrendo o país e não mostra qualquer sinal de encolhimento. Manifestações desse tamanho e com esse escopo não foram vistas desde as revoltas estudantis de meados dos anos 1980.

Depois de quase um ano sem governo, duas eleições gerais pouco auspiciosas e a perspectiva de uma terceira eleição, Mariano Rajoy, líder do direitista Partido Popular (PP), foi nomeado presidente na última hora com o apoio do partido liberal Ciudadanos e com a abstenção do socialdemocrata PSOE.

Assim termina a “escola dos democratas”. O que antes parecia inimaginável – algo semelhante a um filme de ficção científica – tornou-se uma realidade surreal. À medida que a “muralha azul” de estados “certos” para Hillary Clinton desmoronava, mudando os ventos a favor de Donald Trump, os especialistas midiáticos tentavam manter a compostura, mas estavam claramente abalados – assim como milhões de pessoas.

Ontem, 31 de outubro, a casa do camarada ZareefRindem Turat, no Baluchistão, foi atacada por atiradores não identificados. Seu irmão de 18 anos, HasilRindBaloch – ativista da Organização dos Estudantes do Baluchistão(BSO) – foi morto com um tiro na cabeça. No entanto, está bastante claro que o verdadeiro alvo do ataque era ZareefRind, que estava em casa não muito distante de onde seu irmão foi assassinado, embora passe a maior parte do tempo na cidade de Karachi. Uma vez que ele e seu irmão eram muitos parecidos, os assassinos devem ter se confundido e

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Shakespeare transformou a literatura inglesa, atingindo alturas antes inéditas e que não foram atingidas posteriormente. Como um meteorito ardente, cruzou o firmamento e lançou uma luz gloriosa sobre todo um período de nossa história. Seu impacto na literatura mundial foi, sem dúvida, maior que a de qualquer outro escritor. Suas obras foram traduzidas em todas as línguas. Séculos após sua morte, sua estrela não empalideceu, pelo contrário, brilha tão intensamente como no primeiro dia.

Na noite de domingo os candidatos Republicano e Democrata se reuniram na Universidade de Washington em St. Louis, Missouri, para se enfrentarem em um segundo debate televisionado. Em um país assediado pelos chamados palhaços assassinos, o bobo da corte (Trump) mais odiado pelos meios de comunicação liberais e "Killary" Clinton, deram inicio ao debate e “discussão” dos os problemas que os EUA e o mundo enfrentam. O que aconteceu depois foi um desastre em câmera lenta - um reflexo fiel da classe capitalista depois de ter caducado há um século.

Os governos de centro-esquerda e os partidos tradicionais da classe trabalhadora estão em crise em todo o mundo. O reformismo esbarrou na realidade e não é capaz de oferecer nada aos trabalhadores e à juventude nestes tempos de austeridade. Daniel Morley examina a crise da socialdemocracia e aponta o caminho para líderes como Corbyn, que lutam para defender as conquistas do passado.

O estado de choque entre a direita do Partido Trabalhista ficou evidente nas faces dos que deixavam a Conferência do Partido no sábado. Os sonhos de uma vitória de Owen Smith, o candidato tido como “consenso”, esvaneceram criando uma sensação de confusão e desunião entre a direita do Partido Trabalhista. Embora muitos tenham aceitado a derrota de seu candidato, existia ainda a esperança de diminuir a margem de vitória de Corbyn, mas falharam miseravelmente, apesar de todos os esforços.

A madre Teresa (1910-1997) foi canonizada pelo papa Francisco depois de uma série de milagres que foram extraídos dos registros atualizados de toda sua vida, provenientes de suas clínicas para os pobres na Índia e onde a importância da medicina moderna estava convenientemente escondida sob o tapete. Estes anos de crise e revolução foram um período de escassez para a Igreja Católica, que se vê forçada a produzir uma série de santos para manter seu atrativo.

Desde o pôr do sol de ontem (12/09) um novo e grande cessar-fogo foi acordado na Síria. Mas o que isso significa para a Síria, para o Oriente Médio e para as relações internacionais?

Nesta primeira parte de uma série de cinco dedicada à análise do papel do dinheiro na sociedade capitalista, Adam Booth busca as origens do dinheiro associadas à ascensão da produção de mercadorias e da sociedade de classes.

Por 61 votos a favor e 20 contra, foi aprovado no podre Senado Federal o impeachment de Dilma e, consequentemente, seu afastamento definitivo do cargo. É o capítulo final desse processo iniciado em dezembro de 2015, com a abertura realizada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Acontecimentos dramáticos abalaram a Turquia ontem enquanto tropas armadas se movimentavam nas ruas de Istambul e Ankara. Foram fechados os principais aeroportos e pontes enquanto jatos militares rugiam em voos rasantes sobre a cidade. Um golpe estava em andamento.

Durante um comício em Soweto no dia 30 de abril, a organização Economic Freedom Fighters (EFF) lançou seu manifesto para as eleições de governo local que acontecerão em 3 de agosto. Foi um grande evento com um mar de cores vermelhas inundando o Orlando Stadium. Para a classe trabalhadora, os estudantes e os pobres que compareceram, aquela foi uma oportunidade de ouvir o discurso do líder Malema, no qual o manifesto foi tornado público.

Os ataques contra a revolução Bolivariana se intensificaram nos últimos dias e semanas. Editoriais e primeiras páginas de jornais estadunidenses e espanhóis estão vociferando sobre fome na Venezuela e exigindo a remoção do “regime ditatorial”. Contínuos problemas de escassez levaram a casos de saques. A oposição de direita está tentando ativar um referendo revogatório presidencial, mas também está ameaçando com ações violentas e apelando às potências externas, incluindo em alguns casos a intervenção militar. O que realmente

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