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No último dia do Seminário Liberdade e Independência Sindical da Esquerda Marxista, que aconteceu de 24 e 26 de novembro de 2017, em Joinville, Santa Catarina, definiram-se linhas de ação a partir dos debates realizados ao longo desta histórica atividade.

A eleição hondurenha está sendo decidida nas ruas; em todo o país surgiu uma rebelião popular contra a fraude eleitoral que está adquirindo caráter abertamente revolucionário. No dia 26 de novembro, os eleitores foram convocados às urnas. O atual presidente, Juan Orlando Hernández (JOH) é o herdeiro direto do golpe de estado de 2009, que derrubou Juan Manuel Zelaya. JOH mudou a lei para poder se reeleger e, como a votação não o favorece agora, está querendo mudar os resultados para se impor novamente na presidência.

Nos anos recentes, a luta contra a opressão de gênero e a discriminação com base na orientação sexual evoluiu para movimentos de massa em muitos países. Temos visto protestos em larga escala expressando descontentamento e revolta – acumulados por anos e décadas – contra a interferência exasperante de um sistema que não somente força a uma luta diária para pagar as contas, mas também reivindica o direito de decidir o que você pode ou não fazer na sua vida privada, com quem você pode se relacionar, sexual ou amorosamente, se você pode criar uma criança etc. e que sujeito qualquer um que não se encaixe nas normas da dita “família tradicional” a guetos sociais e legais.

A burguesia espanhola e seu aparato de Estado estão tratando de tirar vantagem do conflito na Catalunha para recompor a base social de apoio ao regime, depois do “golpe de autoridade” contra a Generalitat e a intervenção da autonomia catalã com o Artigo 155 da Constituição. Utilizam o narcótico do nacionalismo espanhol e sua bandeira para esconder a pilhagem a que é submetida a sociedade e a opressão que exercem sobre a classe trabalhadora.

O afastamento de Robert Mugabe na terça-feira, 21 de novembro, da presidência do Zimbábue após 37 anos no cargo reverberou por todo o sul da África. Em Uganda, fez emergir muitas tensões que se escondiam sob a superfície social.

Uma massa de trabalhadores avança unida, inteligente, decidida e sem temor frente ao que se apresenta adiante. “O Quarto Estado”, pintura de Giuseppe Volpedo, estampava a faixa do Seminário Liberdade e Independência Sindical, que teve sua abertura na noite desta sexta-feira (24/11) e tem programação até domingo. Disposta atrás da mesa de palestras, sua inscrição afirmava no mesmo espírito do quadro de 1901: “VIVA O SINDICATO LIVRE, CLASSISTA E DE BASE!”

A proclamação da República pelo Parlamento Catalão em 27 de outubro teve vida curta. O Estado espanhol foi capaz de esmagá-la de forma decisiva, enquanto o governo catalão não tinha planos e nenhuma estratégia para defendê-la. Isto contudo não é o fim do movimento.

Depois de uma semana de reviravoltas, indecisão e uma tentativa de última hora para uma saída negociada, a República Catalã foi proclamada na sexta-feira, 27 de outubro. Dezenas de milhares de pessoas celebraram nas ruas de Barcelona e em diversas cidades da Catalunha.

Na quinta-feira (9/11), um grupo conjunto de organizações sindicais classistas e de políticas revolucionárias de esquerda, que vêm se articulando há um mês em uma frente unitária da classe trabalhadora na cidade de Caracas, realizaram um contundente protesto no Ministério do Trabalho, chegando inclusive a bloquear durante aproximadamente três horas os acessos ao prédio sede da instituição.

A decisão de prender oito membros do governo catalão e de emitir uma ordem de prisão para o presidente catalão Carles Puigdemont, juntamente com outros quatro membros de seu governo, é uma violação muito grave e sem precedentes dos direitos democráticos básicos que reviveu o movimento catalão de independência.

Jorge Martin narra como a prisão de dois funcionários catalães reacendeu o movimento de massas pela independência. O chicote da opressão do estado espanhol levou as massas de volta à ação, o clima está incendiário e restou pouco espaço para o presidente Puidgemont manobrar.

Há dez anos, em 14 de setembro de 2007, os clientes do banco Northern Rock formavam longas e enfurecidas filas do lado de fora das filiais do banco cercado. Seria um ponto de virada histórica – a primeira corrida a um banco britânico em 144 anos.

O processo pela independência catalã está em um momento crítico. A questão crucial é avançar ou retroceder. O Tribunal Constitucional proibiu a realização da plenária do Parlament[1] da Catalunha na segunda-feira, que devia ratificar o resultado do Referendo de 1-O[2] e proclamar a República catalã. Ao contrário do

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A série de atos com a presença de Alan Woods na América Latina chegou ao seu fim com um ato vitorioso no Rio de Janeiro. Na noite de segunda-feira (9/10), durante uma semana de feriadão, reuniram-se mais de 100 pessoas no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, no Centro do Rio de Janeiro, para comemorar o centenário da Revolução Russa e estudar e debater sua atualidade com o lançamento do livro “Stálin”, de Leon Trotsky.

O editor do site marxist.com, Alan Woods, iniciou uma série de palestras pela América Latina com encontros organizados pelos marxistas da Argentina, do Paraguai e do Brasil. As visitas continuarão em novembro com uma série de encontros na Cidade do México organizados por Esteban Volkov e o Museu de Trotsky.

Nestes dias o povo da Catalunha está lutando uma batalha épica contra o aparato repressivo de todo um Estado, levantando o direito de decidir seu destino na frente de todos os cachorros e lobos que uivam vinganças diante do desafio revolucionário de não aceitar sua legalidade (do referendo de 1 de outubro, sigla “1-O”) nem suas imposições. Dezenas de milhares saem diariamente nas ruas de toda a Catalunha, vemos os primeiros passos da classe trabalhadora entrando em cena nestes acontecimentos, e também, os primeiros elementos de organização popular com a criação de comitês de luta em alguns bairros. Milhões observam confusos e expectantes no resto do Estado espanhol. Os próximos dias se

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Nós publicamos aqui um comunicado da Corrente Marxista Internacional sobre a crise na Espanha. O referendo da independência catalã desafia o regime espanhol de 1978. Ele está sendo confrontado com um pesado aparato de repressão por parte do Estado espanhol. A CMI apoia o direito do povo catalão de autodeterminação. Por uma República Socialista Catalã como uma faísca para a revolução ibérica!

Um terremoto político é a melhor maneira de se caracterizar as eleições federais que ocorreram na Alemanha no domingo, 24 de setembro. Pela primeira vez, na história do pós-guerra, um partido de extrema-direita foi eleito ao Bundestag (parlamento federal). Ao mesmo tempo, os partidos que formavam a “Grande Coalizão” liderada pela Chanceler Angela Merkel, desde 2003, sofreram uma derrota histórica.

O povo Catalão está escrevendo hoje uma página heroica, determinado a decidir seu destino apesar da brutal repressão organizada pelo Estado por ordem do governo franquista de Rajoy, que tem lançado seus cachorros loucos contra pessoas comuns desprotegidas, que apenas portam em suas mãos um papel impresso em suas casas para ir votar. Anciões indefesos foram golpeados até que sangrassem. Os feridos se contam em centenas, alguns deles em estado grave, mas a população segue resistindo valentemente em centenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, onde há filas quilométricas e centenas de milhares puderam votar.

A brutal repressão policial não pôde deter o referendo da independência catalã diante da determinação de centenas de milhares de pessoas para superar todos os obstáculos à participação. O que vimos ontem na Catalunha foi, por um lado, o verdadeiro e feio rosto do regime espanhol criado durante a chamada “Transição” no final do regime de Franco, e, por outro, a mobilização e auto-organização em massa do povo catalão para exercer seu direito de autodeterminação.

Este ano, vimos elevar-se uma tensão excepcional entre os EUA e a Coreia do Norte. Uma recente prova de mísseis norte-coreanos (em 29 de agosto) lançou, pela primeira vez, um foguete através do espaço aéreo japonês, antes de explodir em local desconhecido. Isto na sequência de meses de hostilidades, enquanto a administração estadunidense repetidamente fazia ameaças contra o país.

A classe trabalhadora organizada conscientemente, na forma de um partido socialista de massas, pode deter o processo de germinação de um movimento fascista. Imagens ao vivo de violentas batalhas de rua entre manifestantes “brancos nacionalistas” e neonazistas e um mar de contramanifestantes em Charlottesville, Estado da Virginia, inundaram o noticiário mundial e a mídia social em 12 de agosto.

A oposição burguesa fascista, com apoio do imperialismo norte-americano e europeu, ameaça esmagar a revolução venezuelana e destruir suas conquistas. Os ataques fascistas nos bairros operários e contra todos os chavistas são uma demonstração do que virá caso a oposição tome o poder. Eles preparam um banho de sangue. Essa oposição ultrarreacionária tem que ser derrotada agora, o que só a iniciativa revolucionária dos trabalhadores pode fazer.

A oposição venezuelana está intensificando sua campanha com uma “consulta soberana” no domingo, 16 de julho. As três questões apresentadas nessa consulta são sobre a legitimidade da Assembleia Constituinte que o governo convocou, a necessidade de uma intervenção das forças armadas para remover o governo e a formação de um chamado “governo de unidade nacional”. A oposição anunciou que a consulta em 16 de julho vai ser a “hora zero” de um “trancazo” nacional [bloqueio de rodovias], permanente e aberto, até a “queda da ditadura”.

A operação Lava Jato promove mais um capítulo de seu espetáculo: a condenação de Lula por Sérgio Moro.Como a Esquerda Marxista já analisou em outros textos, a Lava Jato é uma operação norteada por interesses da classe dominante. Seu objetivo político central é promover uma “faxina” e a renovação dos quadros políticos da burguesia para salvar as instituições desmoralizadas da ira popular. As denúncias contra Temer, Aécio e demais políticos de diferentes matizes são parte desta operação.

 

Oscar Alberto Perez

As coisas na Venezuela mudam de um dia para o outro; às vezes, de uma hora para outra. Dia 27 de junho, um oficial de polícia se apossou de um helicóptero e atacou os prédios do Ministério do Interior e Justiça e da Suprema Corte de Justiça, enquanto transmitia um apelo para que outros se juntassem a ele e derrubassem o governo de Maduro.

 

Na brilhante e ensolarada tarde de 22 de maio, milhares de pessoas, principalmente jovens adolescentes, reuniram-se em um concerto de música pop na Manchester Arena. Mas o que se pretendia ser um momento feliz se transformou em um banho de sangue quando um suicida solitário detonou um dispositivo explosivo improvisado cheio de estilhaços no vestíbulo lotado onde os pais esperavam por seus filhos.

“As ideias do marxismo nunca foram mais relevantes. Enquanto enfrentamos a maior crise do capitalismo desde a Grande Depressão, as ideias de Marx, que desvelam as contradições insolúveis do capitalismo, oferecem o único caminho a seguir”.

Desde outubro do ano passado, Al Hoceima e suas regiões vizinhas têm visto um grande movimento de protesto. A razão direta por traz disso foi o esmagamento de um jovem vendedor de peixes (Mohsen Fikri) em um container de lixo por funcionários locais depois de protestar a confiscação de seus bens. Atrás do movimento, no entanto, há razões mais profundas, como a ditadura, exploração, marginalização e desemprego: isto é, o capitalismo e o seu estado.

As últimas reuniões tempestuosas no encontro do G7 e na conferência da Otan deixaram às claras a tensão crescente nas relações internacionais. Isso podia ser visto mais explicitamente entre o líder do “mundo livre”, Donald Trump, e a líder de facto da União Europeia, a chanceler alemã Angela Merkel. “A primeira visita de Trump à Europa foi estranha e suas consequências, explosivas”, comentou o Financial Times, grande porta-voz do capital financeiro.

O governo de Michel Temer, empossado após o processo de impeachment de Dilma Roussef (PT) no ano passado, é um governo que não tem base social (está com 4% de apoio) e tem enfrentado massivas manifestações populares no último período.

A convocação da Assembleia Constituinte e das eleições Regionais foi respondida com uma escalada da política de “mudança do regime” por parte da oposição. Este é um momento crítico para a Revolução Bolivariana na Venezuela.

Em 23 de maio, o Presidente Maduro anunciou as regras para a convocação da Assembleia Constituinte e, ao mesmo tempo, pediu ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para convocar as eleições regionais que estavam suspensas desde 2016.

Poucas horas depois do lançamento do manifesto Tory, a vantagem Conservadora sobre o Partido Trabalhista nas pesquisas foi reduzida à metade. Os Tories estão em crise devido ao escândalo de seu “imposto da demência”, que é um ataque direto aos idosos e enfermos, os setores mais vulneráveis da sociedade.

A eleição de Donald Trump nos EUA e a ascensão de Marine Le Pen nas eleições presidenciais francesas foram recebidas naturalmente com alarme por milhões de pessoas no mundo. Alguns até advertiram sobre uma nova ascensão do fascismo. Como marxistas, sentimos que é importante não substituir a análise séria por alarmismos e exageros. Neste artigo, Rob Sewell – editor de Socialist Appeal – pergunta: o que é o fascismo? É ele uma ameaça iminente hoje?

Na terça-feira, uma fonte anônima vazou o manifesto preliminar do Partido Trabalhista para as próximas eleições gerais – sem dúvida o manifesto mais audaz e mais à esquerda que o Trabalhismo já levantou em décadas. As propostas cobrem desde a renacionalização do Royal Mail [Serviço postal nacional do Reino Unido – NDT] à restauração dos direitos sindicais e à construção de 100 mil casas municipais ao ano.

A organização de jovensLiberdade e Luta publicou em sua páginaum artigo de Alan Woods, dirigente da Corrente Marxista Internacional, intitulado “Marxismo e anarquismo”.O grupo anarquista Bandeira Negra escreveu um texto contrário ao artigo do camarada Alan, que, por sua vez, redigiu uma resposta às críticas recebidas, em defesa do ponto de vista marxista sobre a questão. Segue a primeirade quatropartes desta resposta

As reviravoltas diárias da vida sob o regime de Trump têm sua forma de fazer 2016 parecer uma lembrança remota. Mas, com o espetáculo de Hillary Clinton se juntando a #TheResistance e com a repentina demissão do diretor do FBI, James Comey, por Trump justo alguns dias depois de testemunhar ante o Comitê Judiciário do Senado sobre alegações de que ele teria influenciado a eleição, todas as camadas da sociedade estão fazendo uma séria reflexão sobre primárias, eleição e a trajetória que levou a este ponto.

Durante seu discurso na massiva manifestação bolivariana do Dia do Trabalhador, o presidente venezuelano Nicolas Maduro anunciou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que ele descreveu como uma assembleia dos trabalhadores e comunal. A oposição venezuelana imediatamente a rejeitou como parte do “golpe do regime” e convocou a escalada de protestos.

O isolacionista Trump mudou de rumo. Em vez de sua promessa de se manter fora do Oriente Médio, ele se utilizou da indignação por um ataque de armas químicas sobre a população civil de Khan Shaykhun, na Síria, para lançar 59 mísseis de cruzeiro contra uma base aérea do governo sírio. A Casa Branca foi rápida em anunciar que a ação enviava um forte sinal não somente a Assad, como também ao restante do mundo.

Dia 6 de abril, a marinha americana lançou uma série de ataques com mísseis contra a base aérea de Al Shayrat, localizada no centro da região síria de Homs. Sete pessoas teriam morrido e vários jatos militares teriam sido danificados no ataque.

Sem qualquer consulta e sem sequer se preocupar em conseguir o apoio de qualquer instituição internacional (fazendo exatamente o oposto do que havia falado anteriormente sobre não intervir na Síria), Trump lançou um ataque unilateral contra as forças do governo sírio.

As últimas três semanas viram a rápida progressão do candidato de França Insubmissa nas pesquisas para a eleição presidencial: partindo do quinto lugar, com cerca de 11% das intenções de voto, chega agora ao terceiro lugar, com mais de 18%. Esta rápida ascensão veio acompanhada da diminuição lenta, mas constante, das intenções de voto para os dois candidatos no topo, o da extrema-direita Le Pen (que caiu de 28% a 24%), e o do thatcherista liberal Macron (que caiu de 26% a 23%).