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O que aconteceu na Espanha no Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras foi memorável. Um comentarista do jornal El Periódico, de Barcelona, descreveu como “mais do que uma greve, quase uma revolução”. Mais de 6 milhões de trabalhadores, na sua maioria mulheres, mas também homens, entraram em greve. Foi a primeira vez que uma greve foi convocada para marcar o 8 de Março.

Dados os últimos acontecimentos no Oriente Médio, principalmente Irã, Iêmen e Arábia Saudita, republicamos nossa análise das revoluções que varreram o mundo árabe em 2011. Muitos elementos permanecem atuais e a correlação de forças coloca acontecimentos cada vez mais radicais no horizonte.

Longe de normalizar a situação, as eleições de 21 de dezembro, convocadas por Madri com base no Artigo 155 da Constituição espanhola e apesar da repressão e dos tropeços do Estado, deram uma nova vitória ao independentismo, perpetuando o conflito e a instabilidade. Os resultados representam um duro golpe contra o espanholismo reacionário, com um aumento do apoio às forças republicanas de cerca de 100 mil votos e uma clara rejeição ao Artigo 155 e ao bloco monárquico.

A Itália vai às eleições em 4 de março em um contexto de crise econômica e um impasse generalizado na situação política. Parece que as eleições produzirão um parlamento apertado com nenhum vencedor absoluto. A direita emergirá fortalecida, mas aparentemente o Movimento das Cinco Estrelas será o maior partido único. E o que restar da esquerda estará em colapso. O quadro que se destaca é o horror generalizado das massas pelos velhos partidos estabelecidos. Nessas condições, os camaradas italianos da Corrente Marxista Internacional (CMI) decidiram ter a sua agremiação independente. Saiba mais sobre a campanha da eleição dos camaradas italianos em ...

Durante a semana passada, as tensões dentro da coalizão liderada pelos sauditas que combate as forças houthis no Iêmen chegaram a um ponto crítico. Entre o domingo e a quarta-feira, tropas leais ao Conselho de Transição do Sul (CTS) tomaram todas as áreas restantes da cidade portuária de Áden e cercaram o palácio e o gabinete presidencial.

É evidente que nas últimas semanas o imperialismo estadunidense e seus países lacaios aumentaram a agressão contra a Venezuela. O objetivo é público e declarado: propiciar um golpe de estado que derrube o governo do presidente Maduro e permitir à oligarquia voltar a tomar o controle. É necessário responder com medidas revolucionárias que golpeiem o poder econômico da oligarquia, os agentes do imperialismo no país.

Após quatro dias de debates, atividades culturais e formações políticas, os jovens que participaram do Acampamento Revolucionário 2018, em Florianópolis, saíram com a certeza de que uma revolução socialista é possível e necessária. O desafio que surge a partir do evento, ocorrido de 25 a 28 de janeiro, é o de transformar todo esse aprendizado em ações práticas em cada escola e universidade do país.

O interesse no socialismo disparou nos últimos dois anos. Milhões de pessoas anseiam por mudança e querem lutar contra o capitalismo. Elas estão buscando ideias e uma organização que possam ajudá-las a fazer exatamente isto. Mas ainda não há nenhum ponto de referência viável, nenhum partido socialista de massas, nenhuma saída clara e confiável do edifício em chamas. Em consequência, a maioria das pessoas duvida que se possa levantar um desafio sério ao sistema e às suas instituições, e muito menos derrubá-lo totalmente. Isso explica o renascimento do interesse no reformismo.

A luta aberta das massas depois das eleições em Honduras só se equipara à greve de 1954 e ao movimento contra o golpe de Estado em 2009. É um dos maiores acontecimentos da luta de classes na história do país. Isso somente se pode explicar pelas grandes contradições concentradas na sociedade que colocaram o país à beira da revolução. Apesar de todo esse impulso revolucionário, Juan Orlando Hernández (JOH) acaba de prestar juramento como presidente, embora acossado pelos protestos populares que exigem sua saída. Trata-se de um governo profundamente desprestigiado e débil que se verá submetido à pressão dos trabalhadores que podem fazer com que não termine seus quatro anos de mandato.

A situação econômica que as massas enfrentam na Venezuela piorou consideravelmente no período natalino. Os problemas que já existiam pioraram, com os preços em espiral descontrolada, além do colapso do sistema de transporte e o agravamento da escassez (de alimentos, combustíveis e dinheiro). Isso levou a protestos dispersos e a incidentes de pilhagem.

Das pessoas entre 18 e 24 anos de idade, 24% veem a direita e as grandes empresas como as coisas mais perigosas do mundo atual. Em comparação, apenas 9% disseram o mesmo sobre os comunistas. Essas constatações de uma enquete da ComRes deixaram o establishment inquieto.

Os trabalhadores da Grã-Bretanha estiveram sob ataques dos patrões e do governo conservador durante anos. No entanto, muitos líderes sindicais não se mostram capazes de reagir. Essa é uma das razões pelas quais os sindicatos experimentaram, no ano passado, a maior queda da filiação desde que os registros começaram. A filiação total aos sindicatos hoje é de apenas 6,2 milhões de trabalhadores, comparados aos 13,2 milhões de 1979.

Ondas de protestos heroicos se espalharam rapidamente pelas cidades de todo o Irã durante as últimas duas semanas. Foi uma explosão espontânea de raiva da juventude de classe média baixa e da classe trabalhadora contra a pobreza, a elevação dos preços e a miséria, bem como contra a riqueza e a corrupção da elite iraniana – em especial do establishment clerical. Estima-se que 21 pessoas foram mortas nos protestos até agora e mais de 1.700 pessoas foram presas. Os líderes ocidentais de Washington a Londres imediatamente levantaram um coro defendendo os direitos humanos do povo iraniano.

Donald Trump saudou o Ano Novo em sua própria e inimitável forma: cercado por seu clã social e político no ambiente opulento de seu clube exclusivo Mar-a-Lago, na Flórida, acompanhado por um representativo grupo de todos os segmentos da sociedade estadunidense – de estrelas de cinema a bilionários.

O governo federal avança a toda velocidade tentando impor o ajuste disfarçado de reforma. Assim o conjunto de reformas tributária, previdenciária e trabalhista é de vital importância para o empresariado no governo, para aprofundar a transferência da crise capitalista mundial sobre as costas dos trabalhadores e do povo pobre.

O fato de que os principais partidos de oposição venezuelanos decidiram boicotar as eleições municipais de 10 de dezembro abriu espaço para candidatos que representam a ala revolucionária do movimento bolivariano se levantarem contra os candidatos selecionados oficialmente pelo partido dominante, o PSUV. A burocracia e o estado responderam usando todos os tipos de truques para evitar que concorram. As campanhas de Eduardo Samán em Caracas e de Angel Prado em Simón Planas (Lara) expuseram as contradições latentes dentro do chavismo.

No último dia do Seminário Liberdade e Independência Sindical da Esquerda Marxista, que aconteceu de 24 e 26 de novembro de 2017, em Joinville, Santa Catarina, definiram-se linhas de ação a partir dos debates realizados ao longo desta histórica atividade.

A eleição hondurenha está sendo decidida nas ruas; em todo o país surgiu uma rebelião popular contra a fraude eleitoral que está adquirindo caráter abertamente revolucionário. No dia 26 de novembro, os eleitores foram convocados às urnas. O atual presidente, Juan Orlando Hernández (JOH) é o herdeiro direto do golpe de estado de 2009, que derrubou Juan Manuel Zelaya. JOH mudou a lei para poder se reeleger e, como a votação não o favorece agora, está querendo mudar os resultados para se impor novamente na presidência.

Nos anos recentes, a luta contra a opressão de gênero e a discriminação com base na orientação sexual evoluiu para movimentos de massa em muitos países. Temos visto protestos em larga escala expressando descontentamento e revolta – acumulados por anos e décadas – contra a interferência exasperante de um sistema que não somente força a uma luta diária para pagar as contas, mas também reivindica o direito de decidir o que você pode ou não fazer na sua vida privada, com quem você pode se relacionar, sexual ou amorosamente, se você pode criar uma criança etc. e que sujeito qualquer um que não se encaixe nas normas da dita “família tradicional” a guetos sociais e legais.

A burguesia espanhola e seu aparato de Estado estão tratando de tirar vantagem do conflito na Catalunha para recompor a base social de apoio ao regime, depois do “golpe de autoridade” contra a Generalitat e a intervenção da autonomia catalã com o Artigo 155 da Constituição. Utilizam o narcótico do nacionalismo espanhol e sua bandeira para esconder a pilhagem a que é submetida a sociedade e a opressão que exercem sobre a classe trabalhadora.

O afastamento de Robert Mugabe na terça-feira, 21 de novembro, da presidência do Zimbábue após 37 anos no cargo reverberou por todo o sul da África. Em Uganda, fez emergir muitas tensões que se escondiam sob a superfície social.

Uma massa de trabalhadores avança unida, inteligente, decidida e sem temor frente ao que se apresenta adiante. “O Quarto Estado”, pintura de Giuseppe Volpedo, estampava a faixa do Seminário Liberdade e Independência Sindical, que teve sua abertura na noite desta sexta-feira (24/11) e tem programação até domingo. Disposta atrás da mesa de palestras, sua inscrição afirmava no mesmo espírito do quadro de 1901: “VIVA O SINDICATO LIVRE, CLASSISTA E DE BASE!”

A proclamação da República pelo Parlamento Catalão em 27 de outubro teve vida curta. O Estado espanhol foi capaz de esmagá-la de forma decisiva, enquanto o governo catalão não tinha planos e nenhuma estratégia para defendê-la. Isto contudo não é o fim do movimento.

Depois de uma semana de reviravoltas, indecisão e uma tentativa de última hora para uma saída negociada, a República Catalã foi proclamada na sexta-feira, 27 de outubro. Dezenas de milhares de pessoas celebraram nas ruas de Barcelona e em diversas cidades da Catalunha.

Na quinta-feira (9/11), um grupo conjunto de organizações sindicais classistas e de políticas revolucionárias de esquerda, que vêm se articulando há um mês em uma frente unitária da classe trabalhadora na cidade de Caracas, realizaram um contundente protesto no Ministério do Trabalho, chegando inclusive a bloquear durante aproximadamente três horas os acessos ao prédio sede da instituição.

A decisão de prender oito membros do governo catalão e de emitir uma ordem de prisão para o presidente catalão Carles Puigdemont, juntamente com outros quatro membros de seu governo, é uma violação muito grave e sem precedentes dos direitos democráticos básicos que reviveu o movimento catalão de independência.

Jorge Martin narra como a prisão de dois funcionários catalães reacendeu o movimento de massas pela independência. O chicote da opressão do estado espanhol levou as massas de volta à ação, o clima está incendiário e restou pouco espaço para o presidente Puidgemont manobrar.

Há dez anos, em 14 de setembro de 2007, os clientes do banco Northern Rock formavam longas e enfurecidas filas do lado de fora das filiais do banco cercado. Seria um ponto de virada histórica – a primeira corrida a um banco britânico em 144 anos.

O processo pela independência catalã está em um momento crítico. A questão crucial é avançar ou retroceder. O Tribunal Constitucional proibiu a realização da plenária do Parlament[1] da Catalunha na segunda-feira, que devia ratificar o resultado do Referendo de 1-O[2] e proclamar a República catalã. Ao contrário do

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A série de atos com a presença de Alan Woods na América Latina chegou ao seu fim com um ato vitorioso no Rio de Janeiro. Na noite de segunda-feira (9/10), durante uma semana de feriadão, reuniram-se mais de 100 pessoas no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, no Centro do Rio de Janeiro, para comemorar o centenário da Revolução Russa e estudar e debater sua atualidade com o lançamento do livro “Stálin”, de Leon Trotsky.

O editor do site marxist.com, Alan Woods, iniciou uma série de palestras pela América Latina com encontros organizados pelos marxistas da Argentina, do Paraguai e do Brasil. As visitas continuarão em novembro com uma série de encontros na Cidade do México organizados por Esteban Volkov e o Museu de Trotsky.

Nestes dias o povo da Catalunha está lutando uma batalha épica contra o aparato repressivo de todo um Estado, levantando o direito de decidir seu destino na frente de todos os cachorros e lobos que uivam vinganças diante do desafio revolucionário de não aceitar sua legalidade (do referendo de 1 de outubro, sigla “1-O”) nem suas imposições. Dezenas de milhares saem diariamente nas ruas de toda a Catalunha, vemos os primeiros passos da classe trabalhadora entrando em cena nestes acontecimentos, e também, os primeiros elementos de organização popular com a criação de comitês de luta em alguns bairros. Milhões observam confusos e expectantes no resto do Estado espanhol. Os próximos dias se

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Nós publicamos aqui um comunicado da Corrente Marxista Internacional sobre a crise na Espanha. O referendo da independência catalã desafia o regime espanhol de 1978. Ele está sendo confrontado com um pesado aparato de repressão por parte do Estado espanhol. A CMI apoia o direito do povo catalão de autodeterminação. Por uma República Socialista Catalã como uma faísca para a revolução ibérica!

Um terremoto político é a melhor maneira de se caracterizar as eleições federais que ocorreram na Alemanha no domingo, 24 de setembro. Pela primeira vez, na história do pós-guerra, um partido de extrema-direita foi eleito ao Bundestag (parlamento federal). Ao mesmo tempo, os partidos que formavam a “Grande Coalizão” liderada pela Chanceler Angela Merkel, desde 2003, sofreram uma derrota histórica.

O povo Catalão está escrevendo hoje uma página heroica, determinado a decidir seu destino apesar da brutal repressão organizada pelo Estado por ordem do governo franquista de Rajoy, que tem lançado seus cachorros loucos contra pessoas comuns desprotegidas, que apenas portam em suas mãos um papel impresso em suas casas para ir votar. Anciões indefesos foram golpeados até que sangrassem. Os feridos se contam em centenas, alguns deles em estado grave, mas a população segue resistindo valentemente em centenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, onde há filas quilométricas e centenas de milhares puderam votar.

A brutal repressão policial não pôde deter o referendo da independência catalã diante da determinação de centenas de milhares de pessoas para superar todos os obstáculos à participação. O que vimos ontem na Catalunha foi, por um lado, o verdadeiro e feio rosto do regime espanhol criado durante a chamada “Transição” no final do regime de Franco, e, por outro, a mobilização e auto-organização em massa do povo catalão para exercer seu direito de autodeterminação.

Este ano, vimos elevar-se uma tensão excepcional entre os EUA e a Coreia do Norte. Uma recente prova de mísseis norte-coreanos (em 29 de agosto) lançou, pela primeira vez, um foguete através do espaço aéreo japonês, antes de explodir em local desconhecido. Isto na sequência de meses de hostilidades, enquanto a administração estadunidense repetidamente fazia ameaças contra o país.

A classe trabalhadora organizada conscientemente, na forma de um partido socialista de massas, pode deter o processo de germinação de um movimento fascista. Imagens ao vivo de violentas batalhas de rua entre manifestantes “brancos nacionalistas” e neonazistas e um mar de contramanifestantes em Charlottesville, Estado da Virginia, inundaram o noticiário mundial e a mídia social em 12 de agosto.

A oposição burguesa fascista, com apoio do imperialismo norte-americano e europeu, ameaça esmagar a revolução venezuelana e destruir suas conquistas. Os ataques fascistas nos bairros operários e contra todos os chavistas são uma demonstração do que virá caso a oposição tome o poder. Eles preparam um banho de sangue. Essa oposição ultrarreacionária tem que ser derrotada agora, o que só a iniciativa revolucionária dos trabalhadores pode fazer.

A oposição venezuelana está intensificando sua campanha com uma “consulta soberana” no domingo, 16 de julho. As três questões apresentadas nessa consulta são sobre a legitimidade da Assembleia Constituinte que o governo convocou, a necessidade de uma intervenção das forças armadas para remover o governo e a formação de um chamado “governo de unidade nacional”. A oposição anunciou que a consulta em 16 de julho vai ser a “hora zero” de um “trancazo” nacional [bloqueio de rodovias], permanente e aberto, até a “queda da ditadura”.

A operação Lava Jato promove mais um capítulo de seu espetáculo: a condenação de Lula por Sérgio Moro.Como a Esquerda Marxista já analisou em outros textos, a Lava Jato é uma operação norteada por interesses da classe dominante. Seu objetivo político central é promover uma “faxina” e a renovação dos quadros políticos da burguesia para salvar as instituições desmoralizadas da ira popular. As denúncias contra Temer, Aécio e demais políticos de diferentes matizes são parte desta operação.

 

Oscar Alberto Perez

As coisas na Venezuela mudam de um dia para o outro; às vezes, de uma hora para outra. Dia 27 de junho, um oficial de polícia se apossou de um helicóptero e atacou os prédios do Ministério do Interior e Justiça e da Suprema Corte de Justiça, enquanto transmitia um apelo para que outros se juntassem a ele e derrubassem o governo de Maduro.