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Sob nossa direção política na Cipla, reduzimos a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem reduzir salários nem direitos. Nenhum defensor dos interesses da classe dominante pode tolerar que continuemos com este combate que mostrava na prática que os patrões são parasitas, desnecessários, e que a classe operária pode governar ela mesma.

Com ordens judiciais e mandatos de prisão contra os dirigentes da fábrica que está sob controle operário, a decisão é passar a administração para um interventor a mando dos antigos patrões. O interventor já demitiu 50 trabalhadores, a começar por todos os membros do Conselho de Fábrica eleitos em assembléia.

Os trabalhadores da fábrica ocupada Cipla foram surpreendidos esta manhâ por 150 homens, fortemente armados, da Policia Federal que invadiram a fábrica para prender os dirigentes da comissão.

Neste 23 de Maio, os trabalhadores da Cipla e Interfibra somam-se à Coordenação dos Movimentos Sociais (que reúne CUT, MST, UNE, e mais de 30 entidades) na jornada de lutas pela Estatização das Fábricas Ocupadas, Reforma Agrária já, Reestatização das ferrovias e de todas as empresas públicas privatizadas, Não à Emenda 3.

Infelizmente, os estudantes desconhecem a verdadeira história da abolição da escravidão no Brasil. Na escola, desde o ensino fundamental, as únicas recordações que ficam no imaginário popular são da princesa boazinha que "libertou" os escravos. E por aí vai se reproduzindo a "história oficial".