Portuguese

Na semana passada, perto de 2.000 pessoas chegaram à Espanha por via marítima, a maioria delas viajando em botes totalmente inadequados para a jornada, arriscando suas vidas. O navio Aquarius chamou a atenção da mídia depois que o recém-instalado presidente, Pedro Sánchez, decidiu permitir que seus passageiros desembarcassem depois que a Itália se recusou a deixá-los encostar. O navio estava carregando 629 pessoas, 123 delas com menos de 18 anos de idade, que viajavam por conta própria.

O segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, realizado em 17 de junho, deu a vitória ao candidato reacionário de direita Ivan Duque (apoiado por trás do cenário pelo ex-presidente Alvaro Uribe), que recebeu 54% da votação (10 milhões de votos). No entanto, esta foi a primeira vez na história que um candidato atacado pela classe dominante como “comunista” perigoso, Gustavo Petro, foi ao segundo turno, recebendo respeitáveis 42% (8 milhões de votos).

Há poucos meses atrás, Kim Jong-un e Donald Trump trocavam insultos e ameaças. Alguns analistas da imprensa burguesa chegaram a dizer que uma terceira guerra mundial estava à vista, com dois líderes fora de controle e com armas nucleares prontas a serem lançadas ao aperto de um botão. Explicamos desde o início que tais ameaças, de ambas as partes, eram na realidade bravatas.

Na sexta-feira. 25 de maio, a Irlanda foi às urnas para decidir sobre a revogação da 8 a emenda da Constituição, que negava às mulheres o direito ao aborto enquanto o feto não-nascido apresentasse batimentos cardíacos. Sob essas leis, que faziam parte do legado da dominação da Igreja Católica da Irlanda, o aborto era ilegal, inclusive sob as circunstâncias terríveis de estupro, incesto ou anormalidades fetais. A revogação da 8 a emenda é uma bofetada marcante na face da Igreja Católica e do establishmentna República.

O líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Pedro Sanchez, tornou-se primeiro-ministro depois de derrotar o manchado pela corrupção Mariano Rajoy em um voto parlamentar de desconfiança. Sanchez prometeu algumas mudanças cosméticas, mas manterá o orçamento aprovado pelo Partido Popular (PP) de Rajoy e prometeu “garantir a responsabilidade econômica e fiscal”, bem como cumprir os “deveres europeus”.

Dezenas de manifestantes pacíficos foram massacrados pelas autoridades estatais em Tamil Nadu, Índia, depois de se organizarem para exigir o fechamento de uma fábrica que está causando estragos ao meio ambiente e problemas de saúde aos habitantes locais. Louis Thomas informa de Tamil Nadu.

Membro proeminente do establishment capitalista diz: Marx estava certo! Uma década após o início da crise, a classe dominante está cada vez mais preocupada.

A marcha programada pelo movimento de protesto Thai “Queremos Eleições”, na Tailância, foi submetida à brutal repressão policial. Esse movimento coincide com o 4o aniversário do golpe militar de 2014 e pede uma eleição geral em novembro de 2018.

Nicolas Maduro foi reeleito para mais um mandato nas eleições Presidenciais venezuelanas do passado Domingo, 20 de Maio. A maior parte da oposição reaccionária, com o pleno apoio de Washington e Bruxelas, apelara ao boicote, o que originou uma participação muito baixa nas zonas de classe média e alta nas principais cidades. A exigência de que se cancelassem as eleições obteve eco por parte dos governos de direita da região. Tal significa que muitas pessoas das áreas pobres e da classe trabalhadora fossem votar com o intuito de repudiar a descarada intromissão imperialista. Contudo, mesmo nestas zonas a participação foi visivelmente inferior à das anteriores eleições. A profunda crise

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À medida que se aproxima a eleição presidencial venezuelana de 20 de maio, a campanha de agressão imperialista pelos EUA e seus aliados se intensifica. O objetivo é claro: implementar uma mudança de regime. Ao mesmo tempo, a crise econômica que atravessa o país alcançou níveis intoleráveis para os trabalhadores e os pobres, e as políticas do governo são impotentes para resolver a situação. É necessária uma alternativa revolucionária, uma alternativa que seja capaz de combater a direita e mostrar uma saída real da hiperinflação, da escassez e da depressão econômica.

Donald Trump anunciou ontem sua decisão de retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã. Em um discurso repleto de mentiras, distorções e pura hipocrisia, ele anunciou que sua administração vai impor o “mais alto nível de sanções econômicas” ao Irã.

A máquina midiática do establishment está a toda marcha desde as eleições municipais da última quinta-feira, na Inglaterra, tentando retratar os resultados como mais um desastre para o Partido Trabalhista e seu líder, Jeremy Corbyn. Mas, depois de três anos vomitando bile, ninguém mais presta atenção a tais distorções e histeria.

Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo. (Karl Marx, Teses sobre Feuerbach)

Atualização: no momento em que os camaradas publicaram este artigo, houve a notícia de que o governo da Nicarágua, em reunião com a iniciativa privada, decidiu revogar a reforma. É importante que agora o movimento dos trabalhadores e estudantil se arregimente com um programa para assegurar que a crise do sistema de aposentadorias seja pago pelos capitalistas.

A Esquerda Marxista realizou seu 6º Congresso Nacional em Barra do Sul (SC) de 29 de abril a 1º de maio, sendo precedido por dois dias de escola nacional de formação. O congresso teve como objetivo preparar a atuação da organização diante da conjuntura nacional e internacional do capitalismo, além de sustentar essa prática com a teoria e a análise proporcionadas pelo marxismo.

Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Barcelona mais uma vez no domingo 15 de abril para rejeitar a repressão do Estado espanhol. Uma demanda fundamental foi a liberdade para os presos políticos catalães – os manifestantes marcharam sob o slogan “Us volem a casa” (“Nós os queremos em casa”). Isso aconteceu no final de uma semana em que o Estado tentou (e fracassou) acusar membros dos Comitês para a Defesa da República (CDRs) de terrorismo. A massiva manifestação revelou a capacidade de resiliência do movimento, apesar de uma liderança que não está conseguindo mostrar o caminho a seguir.

Foi confirmado que os últimos de nossos camaradas paquistaneses sequestrados foram libertados em segurança e agradecidos a todos os camaradas e apoiadores que participaram de nossa campanha de solidariedade, que foi fundamental para garantir a integridade dos sequestrados. Publicamos a seguinte mensagem de Progressive Youth Alliance (PYA), celebrando o retorno seguro de nossos camaradas e a vitória de nossa campanha internacional.

Foi confirmado que os últimos de nossos camaradas paquistaneses sequestrados foram libertados em segurança e agradecidos a todos os camaradas e apoiadores que participaram de nossa campanha de solidariedade, que foi fundamental para garantir a integridade dos sequestrados. Publicamos a seguinte mensagem de Progressive Youth Alliance (PYA), celebrando o retorno seguro de nossos camaradas e a vitória de nossa campanha internacional.

Acabamos de receber a informação de que 4 dos 7 ativistas marxistas sequestrados no último domingo por esquadrões da morte no Paquistão foram libertados! É evidente que a campanha internacional pressionando as embaixadas paquistanesas em dezenas de países teve um grande impacto. As autoridades do regime autoritário do Paquistão se deram conta de que não poderiam desaparecer com mais estes 7 sem que houvesse uma repercussão internacional muito forte. Esta é uma primeira vitória que deve ser comemorada e queremos agradecer a cada um que fez a sua parte. Isso salvou vidas! Mas não devemos parar. Pelo contrário! Devemos intensificar a pressão sobre a embaixada paquistanesa no Brasil para

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[Atualização 24/04/18: Mais quatro camaradas nossos foram presos nesta terça-feira (24/4) enquanto participavam de uma manifestação em Karachi, no Paquistão, pela reaparição com vida dos 7 camaradas que foram sequestrados pelas forças armadas paquistanesas no último domingo! O modelo de mensagem de repúdio abaixo já inclui o nomes desses novos quatro camaradas. Chega-se assim ao número de 11 camaradas presos ou desaparecidos.]

Ao Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib,

Tomamos conhecimento de que num ato público realizado nesse domingo (22/04/2018) em Karachi no Paquistão, pelo menos 7 ativistas foram levados presos pelas forças armadas paquistanesas. Seus pares políticos e familiares até agora não têm notícia nenhuma de seu paradeiro. Eles protestavam contra o desaparecimento de mais de 32 mil pessoas da minoria Pashtun no Paquistão.

Suspeita-se que o camarada Bilawal Baloch, de Quetta, também foi sequestrado pelas forças armadas do Paquistão. Neste domingo (22/4), seis camaradas da CMI foram levados pelo Exército e pelos Rangers Sindh [Leia para entender o caso completo], um infame departamento estatal paramilitar destinado a assassinatos extrajudiciais. Bilawal compareceu ao protesto realizado ontem em frente ao Clube da Imprensa de Karachi, que foi convocado pelo Movimento de Defesa Pashtun (PTM), e estava voltando dali para sua residência em Quetta. Mas seu telefone celular está desligado e ninguém

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Seis camaradas da CMI foram presos hoje em Karachi pelo Exército e pelos Rangers Sindh, um infame departamento estatal paramilitar destinado a assassinatos extrajudiciais. Necessitamos levar isto aos movimentos dos trabalhadores e dos estudantes de todo o mundo. Necessitamos de mensagens de protesto e de solidariedade. Agora!

Nós, da corrente Lucha de Clases, seção espanhola da Corrente Marxista Internacional, rechaçamos a prisão de Carles Puigdemont[1] na Alemanha e exigimos sua imediata libertação, assim como dos cinco líderes pró-independência detidos na sexta-feira, dia 23 de março de 2018, incluindo o último candidato à presidência da Generalitat[2], Jordi Turull,

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Em 9 de abril, a presidência da Faculdade de Nanterre cercou com duas seções das Companhias Republicanas de Segurança (CRS) um anfiteatro para expulsar violentamente uma centena de estudantes reunidos em assembleia geral. Sete estudantes foram presos. Seis permanecem sob a custódia da polícia, incluindo nosso camarada Andreas Coste e o camarada Victor Mendez (foto algemado). Claramente as prisões visam como “alvos” os agitadores do movimento estudantil na faculdade.

Os EUA e seus “aliados”, o Reino Unido e a França bombardearam múltiplos alvos do governo na Síria em uma operação matutina dirigida contra supostos locais de armazenamento de armas químicas. O Pentágono informou que a capital, Damasco, foi atingida, assim como dois locais próximos à cidade de Homs. “As nações da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos da América mostraram o seu virtuoso poder contra a barbárie e a brutalidade”, disse o presidente Trump em seu discurso à nação desde a Casa Branca em torno das 21 horas, hora local.

A greve dos trabalhadores ferroviários encorajou outros setores da classe trabalhadora (e também os estudantes) a se mobilizar. Coletores de lixo, trabalhadores da Air France, servidores civis, advogados, trabalhadores dos correios, trabalhadores de hospitais e trabalhadores de cuidados aos idosos (entre outros) estão se preparando para a ação, e a cada dia novas camadas de trabalhadores estão se juntando à luta. A “convergência das lutas” não é mais apenas uma palavra de ordem; está se tornando um fato.

O Poder Judiciário segue com seus abusos de poder. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de Habeas Corpus (HC) de Lula e já no dia seguinte, antes de novos embargos serem apresentados no TRF-4, Sérgio Moro decretou a prisão de Lula.

As eleições italianas, um terremoto político no verdadeiro sentido da palavra, produziram o que era previsto: um parlamento enforcado, sem um partido ou uma coalizão de partidos capaz de expressar maioria no governo. Analistas políticos burgueses sérios lamentaram o fato de que mais de 50% do eleitorado votaram em partidos “populistas” contra o sistema, enquanto os partidos sobre os quais o sistema se sustentou durante os últimos 25 anos ficaram seriamente fragilizados.

De repente, não mais que de repente, parece que todos estão falando a mesma coisa: o assassinato de Marielle Franco é inadmissível, é preciso defender a democracia. Mas as aparências enganam e por trás da aparente unanimidade, há um fosso intransponível.

A vereadora Marielle Franco do PSOL no Rio de Janeiro foi assassinada nesta quarta-feira (14/3). Ela vinha denunciando a violência policial nas favelas do Rio, agravadas com a Intervenção. O desrespeito à população, que aparece todo dia nos noticiários, como a destruição das barracas de comércio na Vila Kennedy, a detenção de um morador por desrespeito aos militares durante 36 horas, são exemplos do que está acontecendo diariamente no Rio.

O que aconteceu na Espanha no Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras foi memorável. Um comentarista do jornal El Periódico, de Barcelona, descreveu como “mais do que uma greve, quase uma revolução”. Mais de 6 milhões de trabalhadores, na sua maioria mulheres, mas também homens, entraram em greve. Foi a primeira vez que uma greve foi convocada para marcar o 8 de Março.

Dados os últimos acontecimentos no Oriente Médio, principalmente Irã, Iêmen e Arábia Saudita, republicamos nossa análise das revoluções que varreram o mundo árabe em 2011. Muitos elementos permanecem atuais e a correlação de forças coloca acontecimentos cada vez mais radicais no horizonte.

Longe de normalizar a situação, as eleições de 21 de dezembro, convocadas por Madri com base no Artigo 155 da Constituição espanhola e apesar da repressão e dos tropeços do Estado, deram uma nova vitória ao independentismo, perpetuando o conflito e a instabilidade. Os resultados representam um duro golpe contra o espanholismo reacionário, com um aumento do apoio às forças republicanas de cerca de 100 mil votos e uma clara rejeição ao Artigo 155 e ao bloco monárquico.

A Itália vai às eleições em 4 de março em um contexto de crise econômica e um impasse generalizado na situação política. Parece que as eleições produzirão um parlamento apertado com nenhum vencedor absoluto. A direita emergirá fortalecida, mas aparentemente o Movimento das Cinco Estrelas será o maior partido único. E o que restar da esquerda estará em colapso. O quadro que se destaca é o horror generalizado das massas pelos velhos partidos estabelecidos. Nessas condições, os camaradas italianos da Corrente Marxista Internacional (CMI) decidiram ter a sua agremiação independente. Saiba mais sobre a campanha da eleição dos camaradas italianos em ...

Durante a semana passada, as tensões dentro da coalizão liderada pelos sauditas que combate as forças houthis no Iêmen chegaram a um ponto crítico. Entre o domingo e a quarta-feira, tropas leais ao Conselho de Transição do Sul (CTS) tomaram todas as áreas restantes da cidade portuária de Áden e cercaram o palácio e o gabinete presidencial.

É evidente que nas últimas semanas o imperialismo estadunidense e seus países lacaios aumentaram a agressão contra a Venezuela. O objetivo é público e declarado: propiciar um golpe de estado que derrube o governo do presidente Maduro e permitir à oligarquia voltar a tomar o controle. É necessário responder com medidas revolucionárias que golpeiem o poder econômico da oligarquia, os agentes do imperialismo no país.

Após quatro dias de debates, atividades culturais e formações políticas, os jovens que participaram do Acampamento Revolucionário 2018, em Florianópolis, saíram com a certeza de que uma revolução socialista é possível e necessária. O desafio que surge a partir do evento, ocorrido de 25 a 28 de janeiro, é o de transformar todo esse aprendizado em ações práticas em cada escola e universidade do país.

O interesse no socialismo disparou nos últimos dois anos. Milhões de pessoas anseiam por mudança e querem lutar contra o capitalismo. Elas estão buscando ideias e uma organização que possam ajudá-las a fazer exatamente isto. Mas ainda não há nenhum ponto de referência viável, nenhum partido socialista de massas, nenhuma saída clara e confiável do edifício em chamas. Em consequência, a maioria das pessoas duvida que se possa levantar um desafio sério ao sistema e às suas instituições, e muito menos derrubá-lo totalmente. Isso explica o renascimento do interesse no reformismo.

A luta aberta das massas depois das eleições em Honduras só se equipara à greve de 1954 e ao movimento contra o golpe de Estado em 2009. É um dos maiores acontecimentos da luta de classes na história do país. Isso somente se pode explicar pelas grandes contradições concentradas na sociedade que colocaram o país à beira da revolução. Apesar de todo esse impulso revolucionário, Juan Orlando Hernández (JOH) acaba de prestar juramento como presidente, embora acossado pelos protestos populares que exigem sua saída. Trata-se de um governo profundamente desprestigiado e débil que se verá submetido à pressão dos trabalhadores que podem fazer com que não termine seus quatro anos de mandato.

A situação econômica que as massas enfrentam na Venezuela piorou consideravelmente no período natalino. Os problemas que já existiam pioraram, com os preços em espiral descontrolada, além do colapso do sistema de transporte e o agravamento da escassez (de alimentos, combustíveis e dinheiro). Isso levou a protestos dispersos e a incidentes de pilhagem.

Das pessoas entre 18 e 24 anos de idade, 24% veem a direita e as grandes empresas como as coisas mais perigosas do mundo atual. Em comparação, apenas 9% disseram o mesmo sobre os comunistas. Essas constatações de uma enquete da ComRes deixaram o establishment inquieto.

Os trabalhadores da Grã-Bretanha estiveram sob ataques dos patrões e do governo conservador durante anos. No entanto, muitos líderes sindicais não se mostram capazes de reagir. Essa é uma das razões pelas quais os sindicatos experimentaram, no ano passado, a maior queda da filiação desde que os registros começaram. A filiação total aos sindicatos hoje é de apenas 6,2 milhões de trabalhadores, comparados aos 13,2 milhões de 1979.

Ondas de protestos heroicos se espalharam rapidamente pelas cidades de todo o Irã durante as últimas duas semanas. Foi uma explosão espontânea de raiva da juventude de classe média baixa e da classe trabalhadora contra a pobreza, a elevação dos preços e a miséria, bem como contra a riqueza e a corrupção da elite iraniana – em especial do establishment clerical. Estima-se que 21 pessoas foram mortas nos protestos até agora e mais de 1.700 pessoas foram presas. Os líderes ocidentais de Washington a Londres imediatamente levantaram um coro defendendo os direitos humanos do povo iraniano.

Donald Trump saudou o Ano Novo em sua própria e inimitável forma: cercado por seu clã social e político no ambiente opulento de seu clube exclusivo Mar-a-Lago, na Flórida, acompanhado por um representativo grupo de todos os segmentos da sociedade estadunidense – de estrelas de cinema a bilionários.

O governo federal avança a toda velocidade tentando impor o ajuste disfarçado de reforma. Assim o conjunto de reformas tributária, previdenciária e trabalhista é de vital importância para o empresariado no governo, para aprofundar a transferência da crise capitalista mundial sobre as costas dos trabalhadores e do povo pobre.

O fato de que os principais partidos de oposição venezuelanos decidiram boicotar as eleições municipais de 10 de dezembro abriu espaço para candidatos que representam a ala revolucionária do movimento bolivariano se levantarem contra os candidatos selecionados oficialmente pelo partido dominante, o PSUV. A burocracia e o estado responderam usando todos os tipos de truques para evitar que concorram. As campanhas de Eduardo Samán em Caracas e de Angel Prado em Simón Planas (Lara) expuseram as contradições latentes dentro do chavismo.