As queimadas na região amazônica e centro-oeste do Brasil foram sentidas em São Paulo. O céu escureceu às três da tarde e muitas pessoas não sabiam o porquê. Logo chegaram as notícias, explicando que além da frente fria, um dos motivos são as queimadas. E assim, uma comoção geral se levantou nas redes sociais, jornais e internacionalmente. O problema ambiental, que não parecia ser uma fonte de indignação, se torna mais uma gota no copo d'água da insatisfação popular e da crise do governo e, por de baixo da superfície, alimenta a raiva e a indignação contra o governo Bolsonaro, que apenas oferece descaso e sarcasmo sobre a questão.

No último mês a Amazônia esteve no centro das atenções do governo Bolsonaro. Após uma longa queda de braço que culminou com a demissão de Ricardo Galvão da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o candidato a Bonaparte agora troca bravatas com alguns dos países mais ricos da Europa acerca da preservação da região.

«تندلع الثورة عندما تصل جميع تناقضات المجتمع إلى أقصى درجة الغليان. لكن ذلك يجعل الوضع غير محتمل حتى بالنسبة للطبقات السائدة في النظام القديم، أي أولئك الذين صار محكوما عليهم بالسقوط».[1]