1º de Maio de 2021: A CMI mantém a bandeira vermelha hasteada

O Dia do Trabalhador, 1º de maio de 2021, foi marcado pela barbárie que cresce em espiral causada pela forma como a classe dominante lidou com a pandemia e a crise do capitalismo. Um aumento massivo e subterrâneo de raiva ocorreu em todo o mundo, mas os líderes reformistas dos trabalhadores em muitos países usaram a pandemia como uma desculpa para cancelar os comícios do 1º de Maio. Na verdade, muitos dos mesmos líderes usaram a pandemia para defender a “unidade nacional” e conter as lutas dos trabalhadores ao longo do ano passado. No entanto, onde foi possível, camaradas da Corrente Marxista Internacional (CMI) participaram dos protestos do Dia do Trabalhador em todo o mundo.


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Áustria

Na Áustria, o 1º de maio é geralmente dominado pela Social-democracia, especialmente em Viena. Mas este ano, o SP [partido social-democrata] em Viena e em outras cidades cancelaram suas manifestações. Em Viena, algumas dezenas de membros do partido foram escolhidos para um evento coreográfico online. Quem quisesse passar o 1º de Maio, como costuma acontecer, em frente à prefeitura, foi prontamente convidado a se retirar.

Esse vácuo político resultou, após essa manobra do SP, em um pequeno número de negacionistas da Covid, de direita, foram capazes de realizar um protesto, sem serem perturbados, neste tradicional local do 1º de Maio.

No entanto, apesar do estupor político dos líderes sindicais e do SP, a direita não pôde sequestrar o 1º de Maio. Uma série de manifestações levou milhares às ruas de todo o país. Der Funke, a CMI na Áustria, participou de 11 manifestações em 7 cidades (Viena, Graz, Linz, Innsbruck, Bregenz, Steyr e St. Pölten), com fortes contingentes revolucionários na maioria delas.

Vendemos mais de 340 números da última edição de nosso jornal, cujo principal artigo foi dedicado a uma importante disputa de classe na Áustria: a luta sobre o fechamento de uma fábrica de caminhões do grupo VW na Alta Áustria, onde defendemos a nacionalização sob controle dos trabalhadores. Lá, assim como no resto da sociedade, é óbvio que uma alternativa socialista ao capitalismo é necessária.

Brasil

Mais de mil ativistas de 23 estados do país convocaram um encontro nacional contra Bolsonaro em julho.

No Dia do Trabalhador, foi realizada uma ação nacional online de lançamento da convocatória assinada por 1.075 militantes, ativistas, trabalhadores e jovens de 23 estados brasileiros. Eles estão convocando um “Encontro Nacional de Luta: Fora Bolsonaro! Por um governo operário sem patrões ou generais!” a ser realizado online em 10 de julho.

Segundo Caio Dezorzi, mediador da ação, os mais de mil signatários do edital são o primeiro impulso para reunir muitos mais em julho. O objetivo será discutir os métodos e meios de desenvolver o contra-ataque, auxiliando as massas em sua mobilização para derrubar o governo Bolsonaro.

Serge Goulart, que fez o discurso de encerramento, denunciou o fato de que, no mesmo dia, a CUT e outras centrais sindicais estavam a realizar um evento em conjunto com Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes e outros inimigos da classe trabalhadora. Esta é uma reafirmação da sua política de colaboração de classes e submissão aos interesses do capital: precisamente a política que permitiu a Bolsonaro tornar-se Chefe de Estado através da fraude eleitoral.

Mais de 20 palestrantes de todas as regiões do Brasil intervieram na discussão, explicando como é um crime político esperar as eleições de 2022 para tentar destituir Bolsonaro. Suas políticas já mataram mais de 400 mil brasileiros pela Covid-19, ao lado de cortes do governo no orçamento da saúde, ataques às ciências, educação, cultura, meio ambiente, aumento da fome e do desemprego, além de racismo, machismo, homofobia, xenofobia e todos os tipos de preconceitos que levam apenas à divisão dos oprimidos.

A ação do 1º de Maio, que já foi assistida por mais de 2 mil pessoas, foi transmitida ao vivo na página do Facebook, “FORA BOLSONARO”, e foi retransmitida pelo canal marxista no YouTube e pode ser assistida na íntegra aqui.

Leia a versão completa em português da convocação da reunião e a lista das mais de mil pessoas que a convocaram aqui.

Grã-Bretanha

Socialist Appeal mobilizou-se para a série de manifestações “Kill the Bill”, realizadas neste 1º de Maio em toda a Grã-Bretanha. Os protestos foram convocados em resposta à tentativa do governo Conservador de apresentar um novo projeto de lei sobre policiamento e crime que restringiria massivamente o direito de protestar.

Em Londres, os apoiadores de Socialist Appeal constituíram o mais nutrido e mais bem organizado bloco no protesto, com cerca de 80 camaradas presentes. Milhares de trabalhadores e jovens inundaram Trafalgar Square em um protesto em massa contra as leis repressivas de policiamento. Os jovens, alguns com apenas 15 anos de idade, estavam abertos às ideias do marxismo e ingressaram no contingente revolucionário.

Mais de mil pessoas marcharam até o Home Office [Ministério do Interior britânico], gritando “Kill the Bill” e “Ei, ei, ei! Os policiais racistas têm que ir embora!” A memória de George Floyd e Sarah Everard estava na mente das massas. Um cartaz dizia: “Mais seguro que uma estátua”, referindo-se ao fato de que o novo projeto de lei traria, de forma deplorável, sentenças de dez anos de prisão emitidas pela destruição de propriedades privadas, contra apenas cinco anos por estupro.

Apesar do clima radical na marcha “Kill the Bill”, houve certa desorganização do protesto, apontando para a necessidade de liderança. Os grandes sindicatos poderiam facilmente ter mobilizado números massivos em apoio à luta contra o projeto de lei. Eles poderiam ter usado isso para reunir trabalhadores e jovens em uma greve para acabar com este abominável projeto de lei de policiamento. Seu fracasso em se mobilizar mostra mais uma vez que a maior fraqueza do movimento de nossa classe está na sua atual liderança.

Canadá

No 1º de Maio de 2021, os camaradas de Fightback/La Riposte Socialiste, a seção canadense da Corrente Marxista Internacional, intervieram em comícios do Dia do Trabalhador em três cidades diferentes.

Toronto

Em Toronto, desempenhamos um papel fundamental na organização do que foi o maior comício online de 1º de Maio em todo o Canadá. O comício online reuniu mais de 400 pessoas no encontro Zoom e centenas mais por meio da transmissão ao vivo. O evento incluiu endossos de mais de 60 organizações, incluindo algumas das maiores federações dos trabalhadores em todo o país. As três principais demandas do comício foram:

“Sem resgate para os patrões, nacionalizem os exploradores da pandemia!”

“Combata o Capitalismo – Lute pelo Socialismo!”

“Trabalhadores do mundo e povos oprimidos uni-vos!”

O vídeo completo das palestras do comício pode ser visto aqui.

Quebec

Em Quebec, camaradas da CMI participaram do grande comício do 1º de Maio organizado pelos sindicatos. Havia mais de 4 mil trabalhadores em marcha com os estivadores do Porto de Montreal, que tiveram seu direito de greve retirado pelo governo federal, marchando à frente da manifestação.

Os camaradas da Corrente Marxista Internacional tinham um contingente de mais de 50 participantes e marchamos logo atrás dos estivadores. Um de nossos camaradas também foi entrevistado no noticiário, defendendo o desafio às leis injustas usadas para interromper as greves.

Além disso, também tivemos alguns camaradas presentes na manifestação do Dia do Trabalhador na cidade de Quebec. Nossas ideias foram bem recebidas por uma camada de manifestantes, o que ficou evidente pelo fato de termos vendido cerca de 100 exemplares de nosso jornal.

Edmonton

Em Edmonton, o 1º de Maio também foi realizado online devido à terrível situação da Covid-19 em Alberta. Alberta tem a maior taxa de casos ativos no Canadá, o que provocou um ódio amargo ao governo conservador e inspirou um clima de luta neste 1º de maio. Um pouco menos de 100 pessoas se reuniram no Zoom com destaque para os oradores do sindicato dos trabalhadores dos correios, do conselho trabalhista do distrito de Edmonton, dos ativistas pelos direitos dos migrantes, dos ativistas pelos direitos das mulheres, dos grupos anti-imperialistas e de Fightback.

Nosso camarada, Lars, fez um discurso inflamado condenando o governo por seus ataques brutais à classe trabalhadora, e criticou sua abordagem fracassada para conter a pandemia. Você pode assistir ao discurso aqui.

Checoslováquia

No 1º de Maio de 2021, os camaradas checoslovacos da CMI organizaram uma escola online do Dia do Trabalhador sobre o tema “Marxismo vs Estalinismo”. O evento foi a nossa maior escola até agora, com três sessões separadas, com mais de 20 participantes ao vivo. No contexto da situação atual, em termos políticos e no que diz respeito à Covid-19, esta foi uma das maiores atividades do Primeiro de Maio realizadas por toda a esquerda checa e eslovaca.

Os tópicos de discussão foram: a história do 1º de Maio e as perspectivas revolucionárias hoje; as origens do stalinismo; e a ascensão e queda do stalinismo na Checoslováquia. A razão para o foco da escola reside no fato de que, à medida que nosso grupo checoslovaco cresce, temos cada vez mais enfrentado as manchas dos grupos stalinistas em colapso, enquanto alguns jovens camaradas do Partido Comunista são simpáticos às nossas ideias. É necessário também combater a propaganda burguesa que iguala o comunismo ao stalinismo, e que iguala a luta pelos direitos e o governo da classe trabalhadora ao despotismo burocrático totalitário. A escola procurou esclarecer as coisas e o fez com um grande sucesso.

Dinamarca

O 1º de Maio é tradicionalmente um grande evento na Dinamarca. Em 2019, a última vez que o evento foi realizado normalmente, havia entre 30 e 40 mil participantes.

Este ano foi diferente. Com a desculpa da pandemia da Covid-19, o movimento sindical oficial cancelou todos os protestos do 1º de Maio em favor de eventos online. No entanto, a taxa de infecção atual é bastante baixa na Dinamarca – bares, escolas e vida pública já foram reabertos. Essa é uma manobra óbvia dos burocratas para não ter que sair de suas torres de marfim e realmente encontrar as pessoas que afirmam representar.

Naturalmente, nós, de Revolutionære Socialister (RS), seção dinamarquesa da CMI, não estamos satisfeitos com isso; então, decidimos organizar nosso próprio comício de 1º de Maio pela primeira vez. Foi uma tarefa enorme, a maior que a organização já tentou, e não teria sido possível sem o envolvimento de todos os nossos camaradas. Estendemos nossa mão a outras organizações de esquerda e sindicatos, e encontramos muitos bons oradores de fora da organização, bem como realizamos alguns excelentes discursos a partir de nossos próprios camaradas.

O evento foi organizado como um protesto contra o racismo do governo social-democrata, a inação dos políticos na questão climática e contra a ofensiva dos patrões durante a pandemia. Realizamos dois protestos “estacionários” e uma marcha entre eles. Marchamos por uma das maiores ruas de Copenhague com faixas, bandeiras vermelhas, música, gritos de guerra e definitivamente causamos um grande impacto em muitas pessoas – espectadores e participantes. É importante notar também que o clima dessa manifestação era muito mais radical do que costumam ser os protestos do Dia do Trabalho: as pessoas estavam com raiva, indignadas e prontas e dispostas a lutar.

Durante a primeira parte do protesto e da marcha, cerca de 400 pessoas participaram. No total, vendemos 30 mil coroas de material (cerca de 4 mil euros) e cerca de 50 pessoas se inscreveram para saber mais sobre como ingressar na CMI.

Em suma, foi um evento extremamente bem-sucedido que estabeleceu o RS como uma organização de esquerda séria e genuinamente revolucionária na Dinamarca.

El Salvador

Os marxistas do Bloco Popular Juvenil (BPJ) em El Salvador intervieram com sucesso na marcha do1º de Maio deste ano. Depois de mais de um ano sem poder imprimir nosso jornal, BPJ Militante, agora podíamos fazê-lo, dedicando a capa às heroicas operárias de Florenzi, que lutaram decididamente contra as injustiças do sistema capitalista.

Distribuímos todo o material que imprimimos, totalizando 315 exemplares. O entusiasmo de todos os nossos camaradas, especialmente dos camaradas mais novos, foi fundamental. Conseguimos vender $ 63 em literatura marxista. A classe trabalhadora, traída pelo partido tradicional de esquerda, encontra-se sem um instrumento revolucionário de classe para defender seus interesses. Como marxistas, estamos comprometidos com a tarefa de construir uma organização forte com quadros preparados, capazes de intervir de forma decisiva na luta de classes em El Salvador e em toda a América Central. Viva o BPJ! Viva a CMI!

Indonésia

As manifestações do Dia do Trabalhador foram realizadas em uma atmosfera mais silenciosa este ano devido à pandemia e à repressão das autoridades. O número de participantes no Dia do Trabalhador foi relativamente pequeno: cerca de 500 em cada cidade. Apesar disso, os camaradas da seção indonésia da CMI tomaram as ruas ao lado de trabalhadores e jovens em muitas cidades, com jornais e literatura revolucionária nas mãos.

Em Jacarta, mais de 100 manifestantes foram rapidamente presos pela polícia, incluindo um de nossos camaradas. Dezenas de caminhões da polícia estavam cheios de manifestantes. Não há razão judicial para esta prisão em massa. A polícia nos disse: “Este é um dia dos trabalhadores. E vocês são estudantes, e é por isso que não estão autorizados a participar neste evento”. Nós respondemos a eles: “Mostre-nos a lei que diz que estudantes universitários, estudantes de escolas e jovens não podem participar de manifestações de trabalhadores”. A resposta silenciosa deles foi ensurdecedora.

O regime tem razão para temer os jovens e estudantes nos comícios do 1º de Maio. No ano passado, esses jovens desencadearam uma onda de grandes manifestações. Hoje, a classe dominante fica ansiosa ao ver qualquer manifestação. A pandemia e a crise que se seguiu expuseram a incompetência do governo. Eles veem material combustível ao seu redor. É por isso que estão tentando prevenir quaisquer manifestações de massa, para que não desencadeiem uma explosão social. A Tailândia e Mianmar estão do outro lado do estreito e eles estão bem cientes do que está acontecendo por lá.

Itália

O dia 1º de Maio na Itália foi condicionado pelo mau tempo e pelo cancelamento dos tradicionais eventos pelos principais sindicatos de várias cidades.

A nossa intervenção mais importante teve lugar em Bolonha na sexta-feira, 30 de abril, véspera do 1º de Maio, em frente a uma das principais siderúrgicas da província, com os camaradas a vender o jornal Rivoluzione e a distribuir cravos, a flor simbólica do 1º de Maio. Cada cravo tinha uma faixa de papel envolvida, com o símbolo da Sinistra Classe Rivoluzione (SCR, a CMI na Itália) e os nossos slogans. Os trabalhadores doaram 185 euros, uma demonstração do seu apoio às ideias marxistas, o que foi previamente confirmado pela reeleição de dois dos nossos camaradas como delegados sindicais.

No próprio 1º de Maio, os camaradas de Bolonha intervieram em várias manifestações: duas organizadas pelos sindicatos, uma antifascista e outra organizada pelos entregadores de encomendas. No total foram vendidos 85 jornais, arrecadados € 265 para o fundo de combate e recolhidos vários contatos de interessados ​​em aderir à CMI.

Em Pavia (Lombardia), os camaradas organizaram uma visita guiada à cidade, dedicada à memória de Ferruccio Ghinaglia, fundador do Partido Comunista da cidade, morto aos 21 anos de idade em 1921 pelos fascistas. Estiveram presentes mais de 40 pessoas, número significativo para um evento deste tipo, sobretudo considerando a situação. A caminhada terminou na nova sede da SCR Pavia, dedicada a Ghinaglia, onde comemoramos.

Em Milão, na noite anterior ao 1º de Maio, mantivemos uma barraca em frente ao centro de logística da UPS, vendendo 34 jornais aos trabalhadores.

Em Parma, nossos camaradas participaram de um evento organizado pelo sindicato anarquista USI. Compareceram treze camaradas, organizando uma barraca e distribuindo jornais.

Em Roma, a única iniciativa do 1º de Maio foi organizada pelos trabalhadores da Alitalia, a companhia aérea que recentemente declarou falência, com um comício organizado pelo CUB (um dos vários sindicatos “populares”). Estiveram presentes cerca de cem pessoas, arrecadamos € 52 euros para o fundo de luta e vendemos seis jornais.

Mesmo em Nápoles, os sindicatos tradicionais não organizaram nada. No entanto, participamos de um comício de trabalhadores da Whirlpool, que há anos lutam contra o fechamento de sua fábrica e que organizaram um lobby permanente da fábrica nos últimos meses. Fomos muito bem recebidos: com 150 trabalhadores presentes, vendemos 18 jornais.

Nas últimas décadas, o dia da libertação do nazismo, 25 de abril, tornou-se uma data cada vez mais significativa nos calendários de primavera dos trabalhadores de esquerda e da juventude. No dia, intervimos em toda a Itália, norte e sul, onde quer que os eventos tenham ocorrido. Tivemos um tremendo sucesso, principalmente considerando a pandemia. Vendemos 500 cópias do Rivoluzione, arrecadamos mais de € 750 para o fundo de luta e conhecemos 30 novas pessoas interessadas em se juntar à CMI.

Os trabalhadores e estudantes da Itália estão vivos e a dar pontapés, e Sinistra Classe Rivoluzione estará sempre com eles!

Nigéria

Os trabalhadores nigerianos juntaram-se aos seus homólogos em todo o mundo para um comício do Dia do Trabalhador organizado conjuntamente pelo Congresso do Trabalho da Nigéria (NLC) e pelo Congresso Sindical (TUC). O tema do dia foi “Covid-19, Crise social e econômica: desafio por empregos decentes e pelo bem-estar das pessoas”.

Membros de Campaign for Workers and Youth Alternative (CWA), a seção nigeriana da Corrente Marxista Internacional (CMI), participaram em Lagos e Ibadan, no estado de Oyo. Um total de 139 cópias da Alternativa dos Trabalhadores foram vendidas por nossos camaradas.

No estado de Lagos, o comício do 1º de Maio foi realizado no Estádio Onikan. O evento foi totalmente controlado e patrocinado pelo Estado. Este é um reflexo do atual impasse que a classe trabalhadora nigeriana enfrenta. Cartazes de reivindicações, protestos e demonstrações de agitação dos trabalhadores estavam flagrantemente ausentes e foram substituídos por diversão e frivolidades.

O Governador do Estado de Lagos, Babajide Sanwo-Olu, se apresentou como um simpatizante dos trabalhadores, ele gritou slogans de solidariedade antes, durante e depois de seu discurso e logo distribuiu promessas e presentes de carros e terras para a liderança dos NLC e TUC. Questões relativas ao bem-estar dos trabalhadores, como o salário-mínimo, a Covid-19 que atingiu o trabalhador médio, as más condições de trabalho nas fábricas, a insegurança no trabalho e a alarmante taxa de desemprego não foram abordadas.

Em Ibadan, capital do estado de Oyo, o comício do 1º de Maio aconteceu no Liberty Stadium, em Oke-Ado. Os trabalhadores estavam vestidos com roupas personalizadas com várias inscrições elogiando o governador do estado, o engenheiro Seyi Makinde.

Como no estado de Lagos, os discursos proferidos pela liderança do NLC e do TUC do estado de Oyo foram dominados por elogios ao governador do estado. A base para esses elogios era o pagamento contínuo do salário dos trabalhadores até o dia 25 de cada mês. A liderança trabalhista pintou o direito dos trabalhadores de receberem seus salários como um privilégio.

Nada foi dito sobre como o salário-mínimo de N30.000,00 foi destroçado pela taxa astronômica de inflação, pelo aumento dos preços dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, entre tantos outros ataques contra os trabalhadores. Isso mostra o quão degenerada e desacreditada a atual liderança do trabalho se tornou.

Isso foi confirmado quando um trabalhador comum se recusou a comprar um jornal de outra organização socialista também presente no comício por causa da palavra “trabalho” em seu título; e, em seu lugar, comprou uma cópia do nosso jornal (Alternativa dos Trabalhadores). O trabalhador argumentou que não queria se envolver com nada ligado ao sindicato.

O discurso proferido pelo governador do estado de Oyo, o engenheiro Seyi Makinde, também carecia de substância e estava cheio de promessas à liderança do Trabalho.

Esses eventos confirmam ainda mais o que Trotsky disse uma vez: “A crise da humanidade pode ser reduzida, em última análise, à crise de liderança da classe trabalhadora”.

Os trabalhadores comuns sofrem diretamente com os acordos comprometedores e traiçoeiros entre seus líderes e o governo. Eles estão ofendidos e prontos para a revolta. Ouvimos notícias da seção estadual da União Ferroviária de Oyo boicotando o comício em protesto contra seus líderes. Há raiva e frustração fervilhantes entre as fileiras dos trabalhadores. É apenas uma questão de tempo até que a raiva acumulada na base dos trabalhadores se traduza em um salto qualitativo. Quando isso acontecer, a direção traiçoeira e reacionária dos sindicatos não será capaz de se interpor no caminho da classe trabalhadora.

Noruega

No Dia Internacional dos Trabalhadores deste ano, Sosialistisk Revolusjon, os camaradas noruegueses da CMI, juntaram-se a outros grupos ativistas e de esquerda locais para marcar o 1º de Maio em Kristian Sand. Comemoramos o dia junto com membros do Kampkomiteen, Rød Ungdom, Sosialistisk Ungdom, Latin-Amerika Gruppen e outras organizações.

Embora os grupos difiram em alguns assuntos, todos concordaram sobre a importância de marcar o Dia Internacional do Trabalhador como um dia de luta e solidariedade. Bandeiras vermelhas foram hasteadas e slogans gritados contra a guerra e a agressão à Síria, pela liberdade da Palestina e do Curdistão e, finalmente, exigindo que os ricos paguem por sua própria crise.

A marcha começou no centro e terminou na praça da cidade, onde foram realizados os discursos. O camarada Fredrik fez um discurso resumindo os acontecimentos do ano passado e a importância do dia e como não devemos apenas dar tapinhas nas costas por votarmos neste outono, mas devemos lutar pelo socialismo também fora do parlamento. O dia foi um grande sucesso, apesar dos sindicatos e partidos de esquerda escolherem ficar em casa. Para citar a velha canção:

“Embora os covardes recuem e os traidores zombem, vamos manter a bandeira vermelha hasteada aqui!”

Paquistão

O 1º de maio de 2021 foi celebrado em todo o Paquistão em meio à terceira onda da pandemia da Covid-19. Aproveitando a situação, o governo impôs restrições rigorosas às reuniões, embora o peso dessas chamadas restrições tenha sido enfrentado pelas organizações da classe trabalhadora, enquanto as reuniões religiosas e políticas burguesas continuam impunemente. Apesar desses obstáculos, a Frente dos Trabalhadores Vermelhos (Red Workers Front – RWF), a frente trabalhista da CMI no Paquistão, realizou tantas atividades de 1º de maio quanto possível, enquanto seguia estritamente os protocolos de distanciamento social.

A RWF imprimiu 10 mil pôsteres para o dia do trabalhador de 2021, que foram espalhados por todo o país – de Gilgit-Baltistan no norte, a Karachi no sul, e de Lahore no leste, até Qetta no oeste. Nossa campanha de pôsteres recebeu uma resposta entusiástica dos trabalhadores por causa de seus slogans radicais e porque éramos os únicos realmente imprimindo pôsteres neste 1º de Maio.

Em ligação com muitos sindicatos e associações, tínhamos planejado inicialmente realizar as atividades do 1º de Maio em cerca de uma dúzia de cidades importantes. Devido à imensa pressão das autoridades estaduais – sob o manto das restrições à Covid – só fomos capazes de realizar algumas. Quase nenhum sindicato importante manteve qualquer atividade significativa do Dia do Trabalhador de forma independente.

Apesar de todos esses obstáculos, fomos capazes de realizar um programa bem concorrido no galpão de motores diesel ferroviários de Lahore, juntamente com o sindicato ferroviário. Da mesma forma, realizamos uma manifestação de protesto em Bahawalpur junto com o sindicato dos trabalhadores do departamento de obras públicas.

O local da atividade do Dia do Trabalhador em Lodhran foi cancelado pelas autoridades locais, então fizemos um protesto simbólico em frente ao clube de imprensa de Lodhran. Intervimos de forma excelente com nossos panfletos e jornal mensal, Workernama, em dois programas do 1º de maio em Qetta, organizados pela Federação do Trabalho do Balochistão e pela Grande Aliança dos Trabalhadores e Empregados do Balochistão.

Da mesma forma, intervimos em um programa simbólico de 1º de Maio realizado na estação ferroviária de Karachi Cantt pela All Pakistan Railway Trade Union Grand Alliance; e na atividade do 1º de Maio organizada pelos trabalhadores das usinas siderúrgicas do Paquistão, sob a bandeira do comitê de ação de todos os funcionários do PSM. Em todas essas intervenções, nossos camaradas dirigentes tiveram a oportunidade de falar do palco e seus discursos foram recebidos com entusiasmo pelos trabalhadores. Paras Jan fez discursos inflamados em Karachi, enquanto Aftab Ashraf e Adeel Zaidi falavam para ferroviários em Lahore.

Devido às restrições rigorosas para atividades no terreno, também realizamos um excelente comício online de 1ºde Maio através da Mazdoor TV no dia 30 de abril. A manifestação contou com a presença de dirigentes sindicais e militantes da WAPDA, das ferrovias, da Rádio Paquistão, da Karachi Electric Supply Company, do departamento de obras públicas, dos funcionários municipais, dos trabalhadores da saúde, professores, das associações de funcionários públicos, dos trabalhadores do setor industrial e outros.

Esta atividade online foi capaz de tocar a sensibilidade dos trabalhadores e gerou mais de 10 mil visualizações. Da mesma forma, dois programas sobre a história do 1º de Maio e sobre a atual situação econômica global também foram transmitidos pela Mazdoor TV e foram vistos por milhares de trabalhadores.

Na noite de 1º de maio, uma sessão de poesia online muito aplaudida também foi organizada pela Progressive Youth Alliance e exibida na Mazdoor TV.

Espanha

Madrid

16 membros e simpatizantes de Lucha de Clases participaram na marcha convocada pela UGT-CCOO em Madrid. Vendemos 19 jornais e ganhamos € 31 com a venda de literatura. Chamamos muita atenção durante a marcha, com membros de outros grupos perguntando quem éramos e várias pessoas interessadas em deixar seus dados pessoais conosco. Milhares compareceram à marcha, e o ânimo dos camaradas estava alto. Estamos começando a construir um perfil na esquerda em Madrid e estamos fazendo grandes avanços.

Sevilha

Seis camaradas e um simpatizante intervieram em duas manifestações em Sevilha: a da UGT-CCOO e a dos sindicatos menores, mais militantes. Cada um teve entre 1.500 e 2 mil participantes, com o último tendo uma audiência mais jovem. Ao todo, vendemos 19 jornais, além de outras literaturas e itens.

Vitoria-Gasteiz e Donosti

Em Vitória e Donosti houve quatro manifestações convocadas pelos principais sindicatos bascos, nacionais e locais. A previsão do tempo era ruim, mas os camaradas intervieram em três das quatro manifestações, com camaradas vendendo jornais e literatura.

Valencia

O 1º de Maio em Valência foi bastante fraco em termos de público, sofrendo de falta de organização. A manifestação convocada pela UGT e CCOO foi isolada na Plaza del Ayuntamiento, sendo permitida a entrada apenas de quem tivesse ingressos. Apesar dessas limitações, nossos camaradas venderam vários jornais e pudemos obter os dados pessoais de oito jovens.

Barcelona

Enquanto à tarde uma manifestação maior foi convocada por vários dos sindicatos menores, durante a manhã de 1º de Maio houve todos os tipos de manifestações por sindicatos separados, contribuindo infelizmente para a desunião e dispersão de forças. Apesar disso, intervimos efetivamente com panfletos promovendo nossa Escola Marxista Catalã e vendendo jornais. É evidente como o núcleo duro da esquerda pró-independência está se familiarizando conosco na cidade, nossos camaradas sendo reconhecidos por muitos dos participantes.

Granada

Em Granada, dois camaradas intervieram na manifestação do bloco sindical alternativo e das Marchas pela Dignidade. Estiveram presentes cerca de 300 pessoas, incluindo pelo menos 50 trabalhadores do plano Infoca (bombeiros florestais e trabalhadores da manutenção) organizado pelo SAT (sindicato andaluz).

Málaga

Em Málaga participaram 5 camaradas e um simpatizante. Havia cerca de 2 mil pessoas na manifestação. Alguns nazistas tentaram desmantelar o evento, mas foram imediatamente expulsos pelos manifestantes. Vendemos um total de 103 € de material e fizemos vários contatos. A CGT convocou um comício separado com 100-150 participantes, no qual também pudemos intervir.

Suécia

Depois de organizar pequenos comícios e atividades durante o dia em várias cidades suecas – Gotemburgo, Estocolmo, Malmö, Karlstad, Helsingborg, Växjö, Umeå, para citar alguns – camaradas e apoiadores se reuniram para o comício online “Revolucionário 1 de Maio”. Após um ano de pandemia e crise capitalista, o espírito de luta dos 170 participantes era palpável.

Os discursos descreveram a barbárie do capitalismo, a luta de classes que se seguiu à pandemia, a necessidade de um movimento operário de luta e a necessidade de lutar pelo socialismo.

Há uma enorme insatisfação entre os trabalhadores, mas o movimento operário não mostra um caminho de luta para avançar. No último discurso do comício, Ylva Vinberg resumiu:

“O socialismo não existe para eles [os trabalhadores], porque o movimento operário lhes nega essa possibilidade. Mas quando reivindicamos o movimento dos trabalhadores com suas ideias fundadoras – as ideias do marxismo – não há nada que possa parar a classe trabalhadora na luta por uma sociedade que pode nos dar um futuro real: o socialismo.

“É possível. É necessário. Os trabalhadores não têm nada a perder a não ser suas correntes, mas eles têm um mundo a ganhar. Trabalhadores do mundo uni-vos!”

“Muito inspirador!”, “Bem falado!”, “Obrigado pelos discursos incríveis! É tão inspirador nestes tempos sombrios”, foram alguns dos comentários entusiasmados no chat do evento. Muitos manifestaram interesse em ingressar na CMI e esperamos receber muitos lutadores de nova classe nas fileiras cada vez maiores do marxismo internacional.

Suíça

Os camaradas intervieram em todas as grandes cidades que realizaram eventos de 1º de maio na Suíça este ano. Nas duas cidades, Basel e Genebra, apesar do tempo chuvoso, mais de mil participaram das manifestações – apenas um pouco menos do que antes da Covid-19. Uma grande presença da juventude nessas marchas mostra o desejo de mudança e o potencial na luta contra o capitalismo.

A CMI participou de diversos comícios de 1º de maio em Berna, Zurique, Friburgo, Winterthur e Thurgau. Esses eventos foram menores em tamanho. Em Zurique e Berna, as manifestações foram proibidas. Enquanto uma manifestação não autorizada em Berna teve a participação de várias centenas, a polícia reprimiu qualquer manifestante em Zurique. Os camaradas venderam a nova edição de “Der Funke” e “l’étincelle”. No total, mais de 350 cópias foram vendidas e encontramos muitas pessoas interessadas em se congregar aos marxistas suíços.

Devido à situação atual da Covid, o foco principal durante o fim de semana foi “Maischule”, uma escola de dois dias em alemão que organizamos após as manifestações no fim de semana. Apresentou sessões sobre a perspectiva e nossas tarefas na luta de classes na Suíça, a origem da opressão das mulheres, o papel dos marxistas nos sindicatos, bem como uma sessão de encerramento sobre a Comuna de Paris. Todas as sessões foram de qualidade excepcional. O comparecimento de 170 pessoas o tornou um grande sucesso e um marco importante na construção das forças revolucionárias na Suíça.

Estados Unidos

Embora o 1º de Maio tenha se originado na comemoração da luta dos trabalhadores de Chicago e do massacre de Hay Market, o Dia do Trabalho oficial foi marcado para setembro nos EUA em um esforço consciente da classe dominante para eliminar a militância socialista e da classe trabalhadora. Como resultado, muitas das tradições de trabalho em torno do 1º de maio foram perdidas. Ainda assim, este ano houve várias manifestações organizadas por grupos de esquerda e organizações de direitos dos imigrantes.

Nossos camaradas de Socialist Revolution participaram em mais cidades do que antes: Nova York; Minneapolis; Boston; Newark, NJ; Filadélfia; Phoenix, AZ; a área da baía de São Francisco; Los Angeles; Milwaukee, WI; Boulder, CO; St. Louis, MO; Chicago; Portland, OR; Dallas, TX; e mais.

Cidade de Nova York

Na cidade de Nova York, dezenas de camaradas participaram de dois comícios diferentes em Chinatown e Union Square em Manhattan. Eles montaram barracas de livros, distribuindo folhetos e livretos – e vendendo mais de 100 exemplares da revista Socialist Revolution! Os camaradas mais tarde se juntaram a uma marcha para protestar contra Jeff Bezos em frente à sua cobertura em Manhattan.

Minneapolis

Os camaradas de Minneapolis participaram de uma marcha de 1º de maio, que contou com a presença de outras organizações de esquerda, bem como de alguns trabalhadores sindicais como o SEIU e a Federação de Professores de Minnesota. Após o poderoso movimento Black Lives Matter e recentes protestos durante o julgamento do assassino de George Floyd, muitas pessoas estavam procurando as ideias socialistas revolucionárias que nossos camaradas apresentaram, distribuindo muitos folhetos, livretos e revistas.

Boston

Os camaradas em Boston montaram uma barraca no evento regular do 1º de Maio que acontece no Boston Commons. Em seguida, eles marcharam para a Praça Nubian, onde tiveram muito sucesso se envolvendo com pessoas politizadas desde a pandemia e em busca de uma organização revolucionária. Um camarada fez um discurso militante que foi muito bem recebido, comemorando o levante Black Lives Matter em 2020 e apresentando a demanda por um partido socialista independente de massas da classe trabalhadora.

Phoenix

Em Phoenix, a CMI participou de uma caravana e de um comício organizado pela DSA em apoio à Lei PRO. Teve um pico de atendimento de aproximadamente 70 pessoas, incluindo membros da DSA e sindicatos locais CWA, AEU e IUPAT. O evento foi grande o suficiente para atrair dois contra-manifestantes reacionários, e os camaradas encontraram muitas pessoas entusiasmadas com o marxismo e a organização.

Milwaukee

Em Milwaukee, um evento de 1º de maio foi organizado em um bairro da classe trabalhadora latina por uma organização local pelos direitos dos imigrantes para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores e exigir a reforma da imigração. Os camaradas montaram uma barraca e foram o único grupo marxista presente com mesa e literatura política. O clima era alegre e militante, com cânticos tradicionais pelos direitos dos imigrantes, como “Sí se puede” e “O povo unido jamais será vencido”, além de slogans trabalhistas como “Milwaukee é uma cidade sindicalizada!” Os camaradas mais tarde se juntaram a uma marcha e concluíram o evento com um protesto contra o senador republicano Ron Johnson.

Newark, NJ

Um comício e marcha no 1º de Maio foram organizados em Newark pela DSA, com a participação de cerca de 200 pessoas ligadas aos direitos dos imigrantes e outras organizações locais de defesa. Os sindicatos SEIU 32BJ e Rutgers Newark AAUP/AFT expressaram seu apoio ao evento, embora não estivessem presentes no local. Os camaradas eram o único grupo com materiais políticos substanciais e atraíram muito interesse da multidão.

Venezuela

Apesar da brutal crise econômica na Venezuela, que já dura mais de meia década, causando uma profunda maré vazante entre as massas trabalhadoras, pequenas manifestações ocorreram em várias cidades do país.

As condições de vida da classe trabalhadora venezuelana se tornaram das piores do mundo nos últimos anos, com os salários mais baixos do planeta. Neste 1º de maio, o governo de Maduro anunciou um aumento salarial de 289%. O novo salário-mínimo é de 10.000.000 Bs., que, na verdade, representam apenas US $ 3,5 por mês.

Organizações que fazem parte da Alternativa Popular Revolucionária (APR) montaram um piquete em frente ao Ministério do Poder Popular para o Trabalho em Caracas. Lideranças de vários sindicatos nacionais participaram. Lucha de Clases, a seção venezuelana da CMI, foi representada por William Prieto, Eliecer Gil e Lumir Castrillo, dirigentes sindicais de FOGADE, SUTAG (gráficas) e INSOPESCA, respectivamente. Eles tomaram a palavra em defesa dos direitos dos trabalhadores, brutalmente violados pela política burguesa de ajuste do governo.

Também fizeram uso da palavra dirigentes do Partido Comunista e ativistas sindicais, entre eles Oscar Figuera, secretário-geral do PC e deputado da APR na Assembleia Nacional. Bem perto da manifestação, líderes nacionais do Sindicato dos Trabalhadores Bolivarianos faziam testes rápidos da Covid, porque iam participar da atividade oficial do 1º de Maio no palácio presidencial, à qual todos os presentes responderam gritando os slogans: “Piñate (ministro do Trabalho ) – traidor, você defende o chefe!” e “União Bolivariana, traída e pró-capitalista!”

Em Barquisimeto, Estado de Lara, Lucha das Classes também participou da manifestação do 1º de Maio. Outros protestos foram realizados nas regiões de Barinas, Carabobo e Aragua.

 

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