Durante um comício em Soweto no dia 30 de abril, a organização Economic Freedom Fighters (EFF) lançou seu manifesto para as eleições de governo local que acontecerão em 3 de agosto. Foi um grande evento com um mar de cores vermelhas inundando o Orlando Stadium. Para a classe trabalhadora, os estudantes e os pobres que compareceram, aquela foi uma oportunidade de ouvir o discurso do líder Malema, no qual o manifesto foi tornado público.

Os ataques contra a revolução Bolivariana se intensificaram nos últimos dias e semanas. Editoriais e primeiras páginas de jornais estadunidenses e espanhóis estão vociferando sobre fome na Venezuela e exigindo a remoção do “regime ditatorial”. Contínuos problemas de escassez levaram a casos de saques. A oposição de direita está tentando ativar um referendo revogatório presidencial, mas também está ameaçando com ações violentas e apelando às potências externas, incluindo em alguns casos a intervenção militar. O que realmente está acontecendo e como se pode enfrentar estas ameaças?

Após um período de alguns meses que se seguiram à sua fundação, o Momentum - movimento de apoio a Corbyn dentro e fora do Partido Trabalhista - deu o importante passo de se tornar uma associação de membros. Através de medidas que tornem a organização do Momentum mais coesa, a posição de esquerda dentro do Partido Trabalhista será fortalecida. Isto, por sua vez, servirá para solidificar a posição de Corbyn contra a direita do Partido Trabalhista, que busca tirá-lo de cena.

O sentimento de que “o sistema é manipulado” está afetando milhões de estadunidenses enquanto estamos nos encaminhando para a reta final de seleção dos candidatos. Tanto Bernie Sanders quanto Donald Trump, que são vistos como intrusos pelo establishment, se aproveitaram deste profundo filão de descontentamento.

A Frente Única dos partidos burgueses decidiu pelo impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derrubá-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

A Frente única dos partidos burgueses decidiu pelo Impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política aquilo que Lula e a direção do PT mais temiam, massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derruba-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

Quase todo mundo está implicado no Establishment (Nota: ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado), no mundo dos ricos e da classe dominante: chefes e ex-chefes de Estado; magnatas dos negócios; e celebridades. O maior vazamento de dados da história revelou como a elite global usa 200.000 empresas fantasmas criadas pelo escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, para garantir o seu dinheiro em paraísos fiscais no exterior para protegê-los de qualquer investigação.

A burguesia brasileira decidiu que é hora de retomar o governo diretamente. Não quer mais um governo terceirizado. A burguesia sempre prefere seu próprio governo. Por isso se viu, em 13/03, a Frente Única da burguesia convocando as manifestações. Todas as grandes empresas, as federações e confederações, todos os órgãos de imprensa burguesa organizando e convocando as manifestações, enfim, quase todas as forças da reação juntando forças e confluindo para forçar o governo a renunciar ou para a aprovação do Impeachment.

A ascensão do sistema feudal seguindo-se ao colapso de Roma foi acompanhada por um longo período de estagnação cultural em toda a Europa ao norte dos Pirineus. Com a exceção de duas invenções: a roda d’água e os moinhos de vento, não houve nenhuma outra invenção real por cerca de mais de mil anos. Mil anos depois da queda de Roma, as únicas estradas decentes na Europa eram estradas romanas. Em outras palavras, houve um total eclipse da cultura. Isto resultou do colapso das forças produtivas, das quais, em última instância, a cultura depende. É isto o que entendemos por linha descendente da história. E que ninguém imagine que isto não pode acontecer de novo.