Por 61 votos a favor e 20 contra, foi aprovado no podre Senado Federal o impeachment de Dilma e, consequentemente, seu afastamento definitivo do cargo. É o capítulo final desse processo iniciado em dezembro de 2015, com a abertura realizada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Durante um comício em Soweto no dia 30 de abril, a organização Economic Freedom Fighters (EFF) lançou seu manifesto para as eleições de governo local que acontecerão em 3 de agosto. Foi um grande evento com um mar de cores vermelhas inundando o Orlando Stadium. Para a classe trabalhadora, os estudantes e os pobres que compareceram, aquela foi uma oportunidade de ouvir o discurso do líder Malema, no qual o manifesto foi tornado público.

Os ataques contra a revolução Bolivariana se intensificaram nos últimos dias e semanas. Editoriais e primeiras páginas de jornais estadunidenses e espanhóis estão vociferando sobre fome na Venezuela e exigindo a remoção do “regime ditatorial”. Contínuos problemas de escassez levaram a casos de saques. A oposição de direita está tentando ativar um referendo revogatório presidencial, mas também está ameaçando com ações violentas e apelando às potências externas, incluindo em alguns casos a intervenção militar. O que realmente está acontecendo e como se pode enfrentar estas ameaças?

Após um período de alguns meses que se seguiram à sua fundação, o Momentum - movimento de apoio a Corbyn dentro e fora do Partido Trabalhista - deu o importante passo de se tornar uma associação de membros. Através de medidas que tornem a organização do Momentum mais coesa, a posição de esquerda dentro do Partido Trabalhista será fortalecida. Isto, por sua vez, servirá para solidificar a posição de Corbyn contra a direita do Partido Trabalhista, que busca tirá-lo de cena.

O sentimento de que “o sistema é manipulado” está afetando milhões de estadunidenses enquanto estamos nos encaminhando para a reta final de seleção dos candidatos. Tanto Bernie Sanders quanto Donald Trump, que são vistos como intrusos pelo establishment, se aproveitaram deste profundo filão de descontentamento.

A Frente Única dos partidos burgueses decidiu pelo impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derrubá-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

A Frente única dos partidos burgueses decidiu pelo Impeachment para estabelecer um governo Temer/Cunha com apoio parlamentar do PSDB, DEM e outros. Este governo será incapaz de se estabilizar e seu advento fez surgir na cena política aquilo que Lula e a direção do PT mais temiam, massas que estão convencidas de que este é um governo de ataque (o que é verdade) e que têm todo o direito de derruba-lo nas ruas sem esperar nenhuma eleição (o que também é verdade).

Quase todo mundo está implicado no Establishment (Nota: ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado), no mundo dos ricos e da classe dominante: chefes e ex-chefes de Estado; magnatas dos negócios; e celebridades. O maior vazamento de dados da história revelou como a elite global usa 200.000 empresas fantasmas criadas pelo escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, para garantir o seu dinheiro em paraísos fiscais no exterior para protegê-los de qualquer investigação.

A burguesia brasileira decidiu que é hora de retomar o governo diretamente. Não quer mais um governo terceirizado. A burguesia sempre prefere seu próprio governo. Por isso se viu, em 13/03, a Frente Única da burguesia convocando as manifestações. Todas as grandes empresas, as federações e confederações, todos os órgãos de imprensa burguesa organizando e convocando as manifestações, enfim, quase todas as forças da reação juntando forças e confluindo para forçar o governo a renunciar ou para a aprovação do Impeachment.