A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) poderá cortar o fornecimento de energia elétrica para a Flaskô mais uma vez, caso não aceite as propostas dos trabalhadores por um acordo de pagamento que não coloque em risco os empregos e o funcionamento da fábrica.

Em entrevista exclusiva ao Boletim Eletrônico do Sasp (Boletim Informativo do Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo), Serge Goulart, um dos líderes do Movimento das Fábricas Ocupadas, fala dos objetivos e dos problemas que o movimento enfrenta. E dos ataques que vêm sofrendo do governo e da imprensa.

Sim, Lula, José Serra, a TAM e todas as empresas choram lágrimas de crocodilo e derramam dores e providências. Cada uma delas, entretanto, só leva a mais acidentes, mais mortes e mais dores. A luta da classe trabalhadora contra as privatizações e contra a destruição dos direitos é que podem impedir a continuidade dessas tragédias.

Sob nossa direção política na Cipla, reduzimos a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem reduzir salários nem direitos. Nenhum defensor dos interesses da classe dominante pode tolerar que continuemos com este combate que mostrava na prática que os patrões são parasitas, desnecessários, e que a classe operária pode governar ela mesma.