O movimento de protesto desencadeado pelo brutal assassinato pela polícia de George Floyd, um negro desarmado, em Minneapolis, se espalhou pelo mundo. Em mais de 20 países, trabalhadores e jovens marcharam e se manifestaram contra o racismo, tanto nos EUA quanto localmente. Camaradas da Corrente Marxista Internacional (CMI) têm participado desses protestos, levantando palavras de ordem pela derrubada revolucionária do sistema capitalista inerentemente racista.

Nos últimos dois anos, foram mortos pela polícia mais americanos negros do que os americanos mortos em combate no Afeganistão nos últimos 18 anos. Mais americanos negros foram mortos pela polícia nos últimos três anos do que as pessoas que morreram nos ataques de 11 de setembro de 2001. Combine isso com uma devastadora crise econômica e uma pandemia, e fica fácil entender por que um ponto de inflexão foi atingido, pois a raiva e a humilhação acumuladas durante séculos se espalham pelas ruas.