O isolacionista Trump mudou de rumo. Em vez de sua promessa de se manter fora do Oriente Médio, ele se utilizou da indignação por um ataque de armas químicas sobre a população civil de Khan Shaykhun, na Síria, para lançar 59 mísseis de cruzeiro contra uma base aérea do governo sírio. A Casa Branca foi rápida em anunciar que a ação enviava um forte sinal não somente a Assad, como também ao restante do mundo.

As últimas três semanas viram a rápida progressão do candidato de França Insubmissa nas pesquisas para a eleição presidencial: partindo do quinto lugar, com cerca de 11% das intenções de voto, chega agora ao terceiro lugar, com mais de 18%. Esta rápida ascensão veio acompanhada da diminuição lenta, mas constante, das intenções de voto para os dois candidatos no topo, o da extrema-direita Le Pen (que caiu de 28% a 24%), e o do thatcherista liberal Macron (que caiu de 26% a 23%).

Dia 6 de abril, a marinha americana lançou uma série de ataques com mísseis contra a base aérea de Al Shayrat, localizada no centro da região síria de Homs. Sete pessoas teriam morrido e vários jatos militares teriam sido danificados no ataque.

Sem qualquer consulta e sem sequer se preocupar em conseguir o apoio de qualquer instituição internacional (fazendo exatamente o oposto do que havia falado anteriormente sobre não intervir na Síria), Trump lançou um ataque unilateral contra as forças do governo sírio.