O anúncio pela China de uma zona de identificação de defesa aérea dá relevo às tensões entre os imperialismos chinês e estadunidense. Este passo ameaçador da China é a prova de que a era de ouro de estabilidade relativa do imperialismo ianque está chegando ao fim e uma nova etapa de instabilidade e conflitos surge no horizonte, e que o epicentro da contradição fundamental entre as potências capitalistas está se movendo para o Pacífico Ocidental.

As eleições municipais de oito de dezembro na Venezuela deram uma nova vitória à revolução bolivariana, com o Partido Socialista Unido (PSUV) e seus aliados no Grande Polo Patriótico (GPP) recebendo 5,1 milhões de votos (49,24% do total) frente a 4,4 milhões de votos da oposição (47,72%). Se incluirmos os votos dos candidatos bolivarianos que se apresentaram por fora do GPP, o total de votos para a revolução soma mais de 54%.

O documento que segue abaixo foi redigido e publicado na Venezuela antes das eleições ocorridas em 8 de dezembro. O publicamos agora em português para que nossos leitores possam entrar em contato com as proposições com as quais nossos camaradas da CMI Venezuelana travaram e travarão a batalha em defesa da revolução cada vez mais ameaçada pela burguesia e pelo imperialismo. Uma vez mais o sinal de alerta foi dado. Embora o PSUV tenha conquistado a maioria das prefeituras, a revolução segue ameaçada. Quais as tarefas dos revolucionários? Quais as ações que devem adotar o governo?

Já se observou em diversas ocasiões que os analistas burgueses sérios frequentemente chegam às mesmas conclusões que os marxistas, embora com um ligeiro atraso. Esta ideia nunca ficou mais evidente do que em um artigo recente de Paul Krugman, o economista que ganhou o Prêmio Nobel, intitulado “Uma Recessão Permanente”.

ste artigo foi originalmente publicado na revista teórica In Defence of Marxism. Publicamos a sua primeira parte em janeiro deste ano na Web da Esquerda Marxista, posteriormente, por um equívoco divulgamos o artigo junto com a segunda parte como sendo o artigo completo. Na verdade o mesmo tem 3 partes. O publicamos agora na íntegra. 

A recente tragédia no litoral de Lampedusa causou uma sensação geral de raiva e indignação, tanto pela magnitude quanto pela forma como o desastre ocorreu, e que vai muito além das vergonhosas e hipócritas palavras e lágrimas de crocodilo das classes governantes e dos políticos da Itália e da Europa, os verdadeiros cúmplices e instigadores de tais desgraças.

O governo Dilma, ao lançar suas tropas contra os manifestantes que se ergueram contra o Leilão do Campo de Libra, aprofundou as medidas repressivas do Estado contra os que lutam por suas justas reivindicações. Ela abriu a tampa do caldeirão do inferno e por ela começam a passar os demônios da direita.

Entendemos a revolta dos jovens com essa “democracia”, como se expressam os jovens do movimento dos Black Blocs. Mas não se justifica um rechaço da democracia representativa em geral. Fazendo isso só estão facilitando o caminho de todos aqueles que hoje erguem a voz clamando por um golpe militar de tipo fascista. Negar toda a democracia só pavimenta a via da reação burguesa que está louca para proibir e esmagar as organizações do movimento operário e da juventude. O “sem partido”, “sem política” dos novos anarquistas em nada ajudou o espetacular movimento de massas eclodido nas jornadas de junho e julho.

Quando se examina a história, esta não parece ser outra coisa além de uma grande massa de contradições. Os acontecimentos se perdem em um labirinto de revoluções, guerras, períodos de progresso e decadência. Os conflitos entre as classes sociais e entre nações se movem no caos do desenvolvimento social. Como é possível entender e explicar estes fatos, quando não parecem ter base racional alguma?

Como havíamos explicado no último editorial de nossa revista Socialist Appeal – “Aprofundam-se as divisões na classe dominante” – a paralisia do governo estadunidense devido à crise orçamentária federal e à oposição Republicana à reforma sanitária de Barack Obama (“Obamacare”) é, em última instância, reflexo das contradições insolúveis do capitalismo. Devido ao grande interesse de nossos leitores sobre o que está acontecendo nos EUA, decidimos ampliar nossa explicação e análise da situação atual.