A greve geral de 5/12 contra a reforma previdenciária de Macron viu uma “convergência de lutas” de toda a sociedade francesa. Segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT), federação sindical à cabeça da greve, 1,5 milhão de pessoas participaram das manifestações, o que as tornaria o maior movimento desde as batalhas contra o pacote de ataques de Alain Juppé em 1995. O espírito dos gilets jaunes (coletes amarelos) pode ser sentido nas ruas, onde (apesar das limitações de sua liderança) os trabalhadores estão dirigindo sua fúria, não apenas contra a reforma previdenciária, mas também contra o governo como um todo.

Duas semanas se passaram desde a erupção dos protestos em todo o Irã, depois que o regime introduziu um corte sem aviso dos subsídios aos combustíveis. Apesar da luta heroica do povo nas ruas, o movimento foi esmagado pelo regime em cinco dias. Mas isso está longe de ser uma vitória triunfante para um regime que agora está mais fraco do que nunca.

A situação na Colômbia está avançando muito rápido depois da greve nacional do dia 21 de novembro. O que era uma greve de um dia se transformou em um protesto permanente e diário que já dura uma semana. O protesto não parou, apesar do toque de recolher e da militarização decretados na capital Bogotá (e em Cali) pelo governo reacionário de Duque. A morte do jovem Dilan Cruz, que foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo na cabeça pelo ESMAD (o Esquadrão Móvel Antimotim) chocou o país. Em resposta, o Comitê de Greve Nacional decidiu convocar uma nova greve nacional em 27 de novembro e incluir entre suas demandas o desmantelamento do ESMAD.