No dia 10 de novembro, às 16h50, o presidente boliviano Evo Morales anunciou sua renúncia. Era o culminar de um golpe que vinha se gestando há algum tempo. Um motim da polícia, atiradores de elite disparando contra trabalhadores de minas, um relatório da OEA questionando a validade das eleições e, finalmente, o exército “sugerindo” que ele deveria renunciar foram apenas os atos finais no fim de semana. Nós nos opusemos a esse golpe reacionário desde o início, enquanto ao mesmo tempo apontamos como foram criadas as condições para ele.

Los sucesos que han seguido a la forzada renuncia de Evo, demuestran que la salida constitucional a la crisis es solo una pantomima para camuflar una intervención de las FFAA en las cuales, como advertimos hace mucho, descansan los planes de la burguesía reaccionaria. La clase obrera y sus vanguardias no pueden quedar indiferentes.