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Países, empresas e famílias em todo o mundo estão se afogando em dívidas. À medida que as taxas de juros sobem, o perigo da inadimplência se aproxima. Para evitar uma catástrofe, não bastam pedidos de cancelamento de dívidas. Em vez disso, devemos lutar pela revolução.

Uma crise de falências paira sobre o mundo. O New York Times a chamou de “uma crise de dívida diferente de tudo que já vimos”. Esta não é a ameaça de que afunda um punhado de gigantes bancários, mas sim de economias nacionais inteiras. Cerca de 54 países de baixa e média renda estão hoje à beira da falência.

As últimas notícias mostram que a economia está mais uma vez piorando. A zona do euro está em recessão. A China está desacelerando drasticamente. Os EUA estão à beira do abismo. Outra crise econômica está a caminho.

O assassinato de Nahel M (um franco-argelino de 17 anos de idade) por um policial em Nanterre na manhã de terça-feira provocou uma poderosa onda de indignação e raiva em todo o país. Motins e protestos furiosos abalaram Paris por duas noites consecutivas, onde cerca de dois mil agentes de segurança foram mobilizados. Os protestos estão agora se espalhando para além da capital.

Era uma vez um submarino turístico chamado “Titan”, que desapareceu após submergir em direção ao náufrago do Titanic. Iniciou-se então uma ampla cobertura midiática, como em um reality show ao vivo. Durante alguns dias, a humanidade testemunhou os esforços conjuntos entre diferentes nações para encontrar os cinco tripulantes milionários. Foi aí que muitos começaram a questionar por que os jornais dedicaram tanto espaço a alguns turistas de luxo desaparecidos, mas praticamente ignoraram um barco superlotado de 700 migrantes que naufragou no Mar Mediterrâneo alguns dias antes. Se a tragédia é maior, ela não mereceria mais atenção?

Os acontecimentos do último fim de semana na Rússia deram origem a todo o tipo de especulações. Na sexta-feira à noite, o chefe do exército mercenário Wagner, o oligarca Yevgeny Prigozhin, lançou uma “marcha pela justiça” com o objetivo declarado de destituir o chefe das Forças Armadas e o ministro da Defesa. No sábado, ele havia assumido o controle de Rostov-no-Don e marchava com uma coluna fortemente armada em direção a Moscovo. Putin denunciou-o como traidor e prometeu que os envolvidos seriam tratados em conformidade. No entanto, no final do dia, de repente, a coluna de Prigozhin voltou atrás e um acordo foi anunciado, mediado pelo presidente bielorrusso Lukashenko. As motivações

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Na Argentina, durante as últimas semanas, intensificou-se a luta dos trabalhadores, principalmente entre professores e profissionais de saúde. Esse movimento atingiu proporções mais agudas nas províncias de Salta e Jujuy, no extremo noroeste do país. Em ambos os casos, a luta por salários esteve combinada à luta contra a legislação anti-protesto e anti-greve que os governos regionais querem impor.

Nas últimas semanas, houve uma crescente ofensiva da classe dominante colombiana contra o governo de Gustavo Petro. Alguns chegaram a falar do risco de um golpe, como o que derrubou Pedro Castillo no Peru, em dezembro do ano passado. Em 7 de junho, milhares de trabalhadores, camponeses e jovens saíram às ruas para defender as reformas propostas por Petro. O camarada Galeano – da Colômbia Marxista, seção da CMI na Colômbia – faz um balanço desses eventos.

Recebemos a seguinte resolução de nossos camaradas russos, escrita ontem (24), depois que o chefe do Grupo Wagner PMC, Yevgeny Prigozhin, declarou uma rebelião e moveu colunas de tropas em direção a Moscou. A situação agora piorou um pouco: as tropas de Wagner interromperam seu avanço e foi anunciado que Prigozhin entrará no exílio, após negociações apressadas. Como escrevem os camaradas, este episódio foi uma luta entre duas seções da oligarquia russa. Mais uma vez, os oligarcas provaram que não têm interesse em desenvolver a sociedade russa ou em melhorar as condições das massas russas. Sua única preocupação é se manterem sugando o trabalho dos trabalhadores e pobres, roubando,

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Nos primeiros quatro meses deste ano, 541 projetos de lei anti-trans foram apresentados em todo o país, incluindo 23 a nível federal, e mais de 70, já foram sancionados. Trata-se de um aumento significativo na legislação transfóbica em relação a apenas um ano atrás, quando 174 projetos de lei desse tipo foram introduzidos e 26 tendo sido aprovados.

Dominando as manchetes de notícias em todo o mundo atualmente, está a enorme operação, em andamento, de busca e resgate de um punhado de turistas ricos, incluindo um bilionário britânico, que desapareceu no Atlântico em uma aventura submarina para explorar o naufrágio do Titanic. Enquanto isso, há uma conspiração de silêncio na mídia internacional sobre os detalhes divulgados sobre o naufrágio de 700 migrantes no Mediterrâneo na semana passada – o resultado direto de uma negligência deliberada e insensível da vida humana.

A 3 de junho de 2023, o Comité Central do Partido Comunista Espanhol (PCE) votou pela expulsão da direção nacional da sua organização juvenil (UJCE). Esta última tinha levantado toda uma série de críticas à deriva social-democrática do partido, e tinha concordado em convocar um congresso especial da organização juvenil para discutir o caminho a seguir. A utilização de medidas administrativas desta natureza representa uma resposta inaceitável e burocrática a questões políticas por parte do Comité Central do PCE. Republicamos a seguinte declaração da seção espanhola da Tendência Marxista Internacional (IMT).

Ontem à meia-noite e quinze, recebi um telefonema do México com notícias que me afetaram profundamente. Informaram-me que meu velho amigo e camarada Esteban Volkov não existia mais. Embora eu não possa dizer que esta notícia foi totalmente inesperada, uma vez que Esteban atingiu a idade avançada de 97 anos em março, ela me encheu de um profundo sentimento de perda irreversível, não apenas de um amigo muito querido, mas da última ligação física que existia com um dos maiores revolucionários de todos os tempos, Leon Trotsky.

A direção do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), partido do governo na Venezuela, caminha para a fase decisiva de seu plano de minar o Partido Comunista da Venezuela (PCV). Em 21 de maio, um grupo de agentes a soldo realizou um fraudulento “Congresso Extraordinário de Filiais do PCV” em Caracas, usurpando a sigla e os símbolos do Partido Comunista e preparando o terreno para futuros ataques ao partido por parte do Estado.

A eleição de Lula no Brasil e de Petro na Colômbia em 2022 aumentou o ruído na mídia e nos círculos de esquerda sobre uma segunda “maré rosa” na América Latina. Esta é uma referência à onda de governos ditos “progressistas’ que governaram por vários anos em vários países do continente entre 1998-2015. Talvez seja mais apropriado descrever esses governos como uma maré “rosa”, pois certamente estão longe de ser “vermelhos” socialistas. É preciso examinar o caráter dessa primeira onda, os motivos que permitiram que ela durasse tanto, porque chegou ao fim e as diferentes condições enfrentadas por esta nova onda.